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Quanto custa abrir as portas de seu Hotel?

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 Artigo escrito por Rui Ventura*

Quanto custa abrir as portas de seu Hotel? Uma vez aberto, está aberto. Não,
errado, uma vez aberto ele continua custando; E é primordial que se saiba o
quanto, se falarmos em termos genéricos a gente até transforma o valor em
diárias e sabe exatamente quantos apartamentos precisam estar ocupados e
sendo pagos para que as despesas do dia se paguem, um sistema acadêmico
rudimentar.

É isto que a maioria dos hoteleiros desconhece com exatidão e aqui entramos
no conhecido ciclo dos “chorões” de plantão, que passam a se queixar
interminavelmente de crise, que a falta de conhecimento provoca, o pior que
isso (a crise) é verdadeira, mas por ignorância, despreparo e falta de
profissionais.

É sabido que é muito mais fácil se queixar, arranjar um culpado e em última
análise culpar o governo. Do que realmente entender que o que gera os
resultados desagradáveis de que se queixa, pra isso não pode imperar o
desconhecimento no quesito custos é preciso definir ainda o que é custo e o
que é despesa, aparentemente são a mesma coisa, só que, só aparentemente,
não sabe a diferença? Nós sabemos. Hotel é foi e será sempre um
investimento rentável, uma das melhores indústrias do Mundo e uma indústria
ligada à GRANDE INDÚSTRIA DO TURISMO, fonte número 1 de renda de alguns
países.

Quando uma empresa não dá lucro, e isso foi tido como liquido e certo,
liquida-se.

“Mas não há hotel que não dá lucro, há hotéis mal administrados”.

Mas no Caso da hotelaria isso não existe, é uma indústria em franca expansão,
haja vista as grandes redes internacionais investindo pesado no setor por esse
Brasil a fora. Não fosse assim, eles estariam “respirando outros ares”.

O que há realmente é escassez de profissionais competentes nas
administrações hoteleiras em todos os escalões, vê-se cada vez mais teoria,
“especialistas” nesta ou naquela área, mas ninguém que conheça bem todas
e possa finalmente coordenar o bom conhecimento de todos para um maior e
melhor resultado final. Essa falta de conhecimento parte já dos empresários
que, só por isso, entregam a contratação de profissionais que deveriam ser
competentes a um departamento de RH cheiro de almofadinhas que nunca
chegaram a formar uma grande equipe para administração de Hotéis, já que
disso nada sabem, pensando bem nem hospedar-se com dignidade maioria
sabe. Este despreparo é gritante na contratação de executivos, até mesmo e
principalmente pelos ditos. Especialistas, que nada mais fazem que ler livros
escritos por reais especialistas sem sequer lhes perguntar o como cegaram
onde estão, então se procurar o porque, isso para eles seria perda de tempo.

Para que algum parâmetro haja, tomemos por base estes números:

Se você tem um Hotel de 3 ou 4 estrelas ou (similar) este empreendimento
dependendo de sua estrutura como um todo precisa lhe dar um LUCRO
LÍQUIDO entre 27 e 33% Mínimo.(Se assim não for, algo está muito errado)
para ser mais preciso e não acharem que estou enganado, para um custo
mensal de R$. 500.000,00 (quinhentos mil Reais) o faturamento precisa ser de
nunca menos de 660.000,00. Isto é corriqueiro e não precisa ser um Bom
Administrador Hoteleiro para conseguir. Realmente nunca tive um resultado
tão medíocre, se tive não me recordo, detesto más notícias… Reparem, não
há no mercado formal nenhum investimento legal que lhe dê esse retorno.

Quem acompanha minhas postagens pode dizer: “Mas este cara fechou mês
com R$11,5 milhões de custo e R$33,4 Milhões de receita, e apresenta um nr.
Destes?” Exatamente, eu apresento os Nrs, corretos e digamos aqueles que
levam o sujeito a ter um salário de mercado igual aos colegas. 190,4348% de
LUCRO REAL é para ESPECIALISTAS, FOCADOS E COMPROMETIDOS, que sabem
administrar em equipe, formá-las e o mais difícil mantê-las focadas e coesas.
E não é em todos os mercados que isso é possível, mas 33% é para aprendizes
fazerem jus ao salário sim.

No Caso de restaurantes, isso muda um pouco de figura porque precisaríamos
olhar a vários tipos deles, mas tomemos, por exemplo, o restaurante em que a
maioria das pessoas almoçam por estarem trabalhando fora ou até mesmo
executivos que precisam levar algum cliente mais despretensioso, então
falamos aqui na casa onde vc pode fazer a sua refeição com um valor entre 15
e 50 (reais). Esta casa tem que estar dando o Lucro de 33,33% os grandes
“restauranteurs” não admitem de forma alguma um percentual inferior a este
como lucro líquido, e quando este não é o resultado, e eles não sabem como
fazê-lo acontecer. Deixam o negócio, fecham, vendem, mudam de ramo, mas
não aceitam baixar lucro menor, e acreditem, eles estão certos.

Semana vindoura eu vou fazer uma outra postagem nesta linha, com o
seguinte título: Custos, reduzir ou Diluir.

 

*Rui Silveira C. Ventura é Administrador hoteleiro, atuando em consultoria plena e muito forte em Revenue Management– Contato  rui@ruiventura.com.br

 

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Como sempre o velho habito de fazerem afirmações categóricas sem justificação. O bombardearem com números e percentagens sem justificativos de onde e como provêm. Na realidade é muito isso que fazem os maus administradores ou os que escrevem ou falam por escrever ou por falar. É tal e qual como fazem também os ditos políticos que afirmam tudo com veemência mas quando são questionados como???!!! Eles respondem precisamente o mesmo… Vamos fazer isto e isto e aquilo (como? alguém pergunta… resposta)… pode crer que vamos fazer isto e isto e aquilo.
    Em tudo que queiramos ser conscientes nas tomadas de decisão, ou mesmo apenas nas explicações quando nos propomos a falar sobre algo, tem que se ter por base uma sustentação justificativa dos números percentagens e timings que expomos nas nossas dissertações ou mais especificamente quando queremos expor a obra feita. Até para sermos determinantes e respeitados nos projetos que encabeçamos. Mesmo em obra feita com qualidade e com resultados positivos nunca sabemos se está a ser bem gerida se não retirarmos os rácios dos investimentos e da exploração da mesma. Digamos… “tivemos um saldo positivo líquido de 40%” Como e de que forma se obteve esse saldo? Quais valores estão subadjacentes à determinação dessa percentagem. E sendo líquido e indiciante da produtividade, então teremos de saber qual o resultado da exploração e os custos da mesma. Resultados brutos por sectores ou não, Custos e formas de amortização dos investimentos, custos inerentes de exploração, custos salariais, custos de prospeção de mercado e marketing, (se for caso disso) custos de distribuição, custos com pessoal e essencialmente custos com taxas impostos e condicionalismos estatais. Do resultado final teremos os valores que nos propomos exalar. E se quisermos ser mais explícitos, após isso, teremos que analisar a relação custos proveitos e análise da sua otimização para chegarmos aos rácios da produtividade. Assim desta forma podemos ter uma visão global das resultantes de um investimento e obtermos indicadores da rentabilidade de determinado investimento. De outra forma são números bombardeados para uma tela de computador com afirmações explosivas e categóricas como se empiricamente fossem apenas os donos da verdade.
    De qualquer forma, pelos tais números “bombardeados” e apesar de tudo o mais, nota-se pelo diálogo que deve existir de fato uma base subadjacente de experiencia e de estudos concretos que possam levar a esses números e percentagens expostas. Pena mesmo que não fossem justificados.
    Só agora li esta postagem anos após sua implementação.
    Se me lerem, obrigado pela atenção;
    Carlos Oliveira

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