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Último painel do Fórum de Segurança Hoteleira aborda Soluções Tecnológicas

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Ari Giorgi, Selma Migliori e Marco Tulio Quina encerram o Fórum de Segurança Hoteleira Revista Hotéis

O último painel do I Fórum de Segurança Hoteleira trouxe “Investir na hotelaria é um custo ou solução? Por onde começar?” como tema. Os painelistas convidados para debater o assunto foram a Presidente da ABESE — Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, Selma Migliori, o EAESP da Fundação Getulio Vargas, Ari Giorgi, e o Executivo da Realhotéis, Marco Tulio Quina. O evento, que reúne hoteleiros e demais profissionais do segmento, aconteceu nesta quarta-feira (23) no Club Homs, na Avenida Paulista.

Selma iniciou o painel abordando a segurança eletrônica como uma parte do plano de segurança do empreendimento. A segurança eletrônica é responsável pelo diagnóstico e análise de risco para estudar a necessidade do local para projetar o que de fato atende o hotel. “Não dá para comprar segurança no balcão”, afirmou a Presidente que disse também que o preço tem sido, por parte dos gestores, o maior entrave para a aquisição de segurança eletrônica de qualidade.

Já Ari Giorgi abordou chaves, fechaduras e cofres, alertando para o fato de que há hoteleiros e investidores que preferem pagar mais barato por artigos que deveriam tratar de segurança, mas não têm tanta qualidade. “A engenharia do produto deve ser levada em consideração do início até a hora da finalização da obra”, disse o Executivo que alertou para os altos índices de criminalidade do país.

Ele disse ainda que o hóspede, ao procurar um hotel, quer encontrar a mesma sensação de segurança que há em sua própria casa. O nível de segurança oferecido pelo empreendimento deve se tornar o primeiro na lista das preocupações por parte do seu público. É necessário um trabalho de orientação aos investidores e hoteleiros em relação aos preços de segurança praticados pelas empresas que vendem produtos com valores mais baixos, pois isso se reflete na qualidade. Há no mercado dispositivos de segurança que são capazes de restringir as áreas de circulação dos não hóspedes em nome de sua própria segurança como também das pessoas hospedadas no hotel e investir nisso não deve ser encarado como um gasto.

O fator humano e de equipamento foram tratados por Marco Tulio que, assim como os demais painelistas, disse que a segurança deve ser tratada com prioridade e sem a preocupação com o custo. O Executivo trouxe cases que retratam como a segurança eletrônica é necessária para garantir a qualidade no atendimento e tranquilidade tanto para o cliente quanto para o hoteleiro.

Além da aquisição de itens de segurança, investimento em treinamento também deve ser uma preocupação das empresas. “Equipamento sem treinamento e treinamento sem equipamento não funcionam”, pontou Marco Tulio, que lembrou que há hotéis no interior do país que não se preocupam com a segurança por considerarem suas cidades tranquilas, mas esquecendo que seu público não é formado por pessoas da própria cidade e sim de fora.

Chaves convencionais

 Os hotéis que ainda usam chaves mecânicas, do tipo convencional, também foram abordados e Ari Giorgi afirma que a prática ainda é uma constante em empreendimentos de todo o país. Ele citou que a Equipotel é um momento importante para que hoteleiros conheçam as tecnologias específicas para a segurança. Além disso, há feiras específicas que tratam de segurança hoteleira ligadas à tecnologia, como a Exposec promovida pela ABESE.

Investir em fechaduras eletrônicas é investir na segurança não só dos hóspedes, como também do próprio empreendimento. Em um dos cases trazidos por Marco Tulio, ele mostrou como o roubo de dois laptops pôde causar um problema maior que apenas o prejuízo material, pois o conteúdo dos aparelhos roubados também deve ser considerado.

Os altos índices de criminalidade têm feito os viajantes se preocuparem com a escolha dos hotéis. Ari Giorgi citou que, até pouco tempo atrás, o item “segurança” não fazia parte do ranking de motivos de escolha dos locais para se hospedar. Hoje, este quesito figura em segundo lugar, ficando atrás apenas do conforto.

Marco Tulio enfatizou o avanço da tecnologia como câmeras que não servem mais apenas para filmar, como servem também para contar quantas vezes o hóspede entrou e saiu do hotel, mas, para adquirir uma aparelhagem dessas, é necessário planejamento e principalmente visão de segurança do hoteleiro. “A falta de planejamento e visão faz com que alguns hotéis invistam em banheiras de hidromassagem dupla, mas não invistam em cofres e fechaduras”, finalizou.

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