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Gestão estratégica é debatida na 17ª edição do Encontro da Hotelaria Mineira

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Henrique Michel: "Quando se busca um crescimento estratégico você tem mais previsibilidade de situações que podem ocorrer e elevar o resultado futuro"

Direto de Belo Horizonte (MG) – O Consultor Henrique Michel palestrou agora a pouco sobre esse tema na 17ª edição do Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira, que teve início hoje de manhã no Aeroporto de Confins. A palestra focou o alinhamento da estratégia e operação para gerar diferencial competitivo. E ele começou dizendo que por definição, gestão estratégica é uma hipótese que pode ou não ser confirmada. “Toda empresa existente tem como primícia básica o faturamento, as vendas e tendência de crescer ao longo do tempo. Todo dia se busca um novo cliente e se faz o crescimento da operação. Quando se busca um crescimento estratégico você tem mais previsibilidade de situações que podem ocorrer e elevar o resultado futuro. Não se pode falar em planejamento estratégico sem falar em mudança, pois manter algo que está sendo feito, não é estratégico, mas sim operacional. E fica a questão: o que é mais importante na empresa, a estratégia ou a operação”, questionou Michel.

Visão do que é um planejamento estratégico

E ele citou uma estratégia que a NASA adotou e conseguiu executar. Colocar o homem na lua e devolvê-lo na terra com toda segurança antes do final da década de 70. “Essa era uma estratégia com foco e engajamento, pois era clara e óbvia, senão ninguém entendia. Pesquisa mercadológica aponta que as principais barreiras na execução da gestão é a de não entender as estratégias e por isso, apenas 5% da força de trabalho das empresas entendem as estratégias. A visão e estratégia tem de ser deixadas claras. Os planos de incentivos ajudam, mas apenas 25% dos gestores têm incentivos ligados a estratégias”, assegurou Michel.

E ele citou um exemplo de estratégia que o governo de São Paulo adotou recentemente e que não deu certo. “Quando menos ladrões se matassem nas operações policiais, mas bônus os profissionais ganhavam e eles poderiam ser de até R$ 10 mil por mês. Então ficava a questão. O policial não poderia revidar as ações dos bandidos, colocava sua integridade em risco visando o bônus e óbvio que essa estratégia não durou muito tempo e foi abandonada pelo governo paulista”, lembrou Michel.

Ação estratégica adotada pelo Governo do Estado de São Paulo

E finalizando sua palestra ele enfatizou que os gaps estratégicos precisam ser fechados matematicamente e explicou. “Se em um planejamento estratégico somar laranja com banana para encontrar abacaxi no final, esse tem de ser o resultado. Se você deseja acrescentar mais 90 clientes em seu restaurante, a regra é simples e básica. Aumente a satisfação dos clientes com os serviços prestados”, disse Michel. Preposição de valores, marcas e serviços também foram temas tratados na palestra.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Belo Horizonte e se hospeda no Confins Suítes Hotel a convite da FBHA.

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