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Desbravando o mundo através da cidade de Chapecó (SC)

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 7 minutos

O empresário Marcelo Pompeo é um típico caso de sucesso de empreendedorismo ao começar em 1998 uma pequena empresa de T.I numa cidade do interior catarinense. Com muita perseverança e apostando em soluções para atender o segmento hoteleiro, conseguiu conquistar seu espaço. Hoje ao completar 33 anos de atividades, a Desbravador conta com 293 colaboradores, atende mais de 3.500 hotéis e gerencia pelo seu software mais de 160.000 UHs em dez países que atua, incluindo os Estados Unidos.

Ser do interior e desbravar o mundo é um paradigma quebrado, pois segundo Pompeo, tecnologia não existe endereço e localidade para ser criada. Existe sim, comprometimento, muito esforço, trabalho e dedicação em fazer diariamente os produtos e fornecer sempre o melhor atendimento aos clientes. Através destes conceitos, a Desbravador leva até hoje essa missão. Confira nessa entrevista exclusiva a seguir com Marcelo Pompeo, CEO da Desbravador.

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Revista Hotéis – O que o motivou a deixar o cargo de programador numa renomada empresa de alimentos e empreender por conta própria? Quais foram os principais desafios que encontrou no início das atividades? A empresa nasceu com quais objetivos?

Marcelo Pompeo – Em 1977, quando optei por fazer o curso superior, de ciência da computação, tinha em mente investir neste conhecimento e deixar o mundo me levar. Tenho um grande orgulho de ter feito parte da construção do setor de TI da empresa Aurora Alimentos, onde pude empregar meus conhecimentos de tecnologia e aprender regras de negócios de uma grande empresa. Entretanto, em determinado momento senti a necessidade de novos desafios, queria desbravar muito mais.  Assim em 1988 nasceu a Desbravador Software. Os desafios foram diversos, considerando ser uma pequena empresa, de uma pequena cidade do interior de Santa Catarina, sem investidor, alocada em um país politicamente desorganizado e consequentemente com muitas incertezas na economia que influenciam até hoje os gestores na sua tomada de decisão.

 

R.H – Como surgiu o segmento hoteleiro no foco de atuação e por que da escolha do nome Desbravador?

M.P – Inicialmente, atuávamos em vários setores no desenvolvimento de software, mas logo percebi que desta forma seria mais um no mercado. Precisávamos uma verticalização e especialização em algum segmento. Nosso escritório era próximo ao Hotel Bertaso (Chapecó/SC). Meu colega de faculdade André Festugatto (in memoriam), proprietário do hotel, veio a nossa empresa e comentou que tinha procurado em todo o Brasil um Software de Gestão Hoteleira. Sem sucesso, questionou nosso interesse em desenvolver um PMS.

Num primeiro momento, fiquei desacreditado e não imaginava a dimensão deste segmento em todo o Brasil e exterior. Convencido, iniciamos os trabalhos de desenvolvimento. Tudo era novidade. Termos como check-in, check-out nunca tinham passado pela minha cabeça. Ficamos muito entusiasmados quando participamos de uma Fenasoft em São Paulo a convite da HP (Hewlett Packard) e fizemos a segunda implantação em um hotel em Embu das Artes (Hotel Rancho Silvestre).

Dr Smil Miheli Arenzon (in memoriam), proprietário do hotel, pessoa fantástica que acreditou em nosso potencial, firmando contrato para instalação imediata do software em seu hotel. Voltei para casa decidido em focar neste segmento de mercado, que realmente existia uma grande carência de soluções de gestão. Faltava apenas um nome para este projeto e não tinha como ser outro: Desbravador. Iniciamos de uma pequena cidade do interior e estamos desbravando o mundo.

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R.H – Como era o check-in, check-out e a gestão hoteleira no início das atividades da Desbravador e quais as soluções que apresentavam e os equipamentos utilizados, tendo em vista que havia poucos PC´s na época no mercado

M.P – Todos os processos eram manuais, contas controladas por fichas e mapas de apartamento coloridos por canetas em cartolinas onde definiam seus status de ocupado, livre ou em manutenção. A emissão de documentos fiscais era toda datilografada. Quando apresentávamos nossa solução fechando uma conta e imprimindo uma fatura eletronicamente realmente deixávamos muitos hoteleiros felizes. 

R.H – Uma empresa de T.I situada numa pequena cidade do interior catarinense ganhar projeção nacional e concorrer com grandes players globais que atuam no segmento hoteleiro não é tarefa fácil e a Desbravador conseguiu. A que você atribui esse sucesso?

M.P – Acredito que este foi o fator de sucesso: Ser do Interior. Queríamos quebrar este paradigma! Onde Tecnologia não existe endereço e localidade para ser criada. Existe sim, comprometimento, muito esforço, trabalho e dedicação em fazer diariamente nossos produtos e fornecer sempre o melhor atendimento aos nossos clientes. Através destes conceitos, que levamos até hoje como missão, faz o nosso time o melhor no que produzimos.

“Acredito que este foi o fator de sucesso: Ser do Interior. Queríamos quebrar este paradigma! Onde Tecnologia não existe endereço e localidade para ser criada” 

R.H – Como a Desbravador está posicionada hoje no mercado? Quais as áreas que atuam, número de clientes atendidos, filiais e colaboradores?

M.P – Este ano completamos 33 anos de desenvolvimento de software; sentimos orgulho de possuir o mesmo quadro societário desde a fundação. Acredito que isso gere confiança e comprometimento com nossos clientes.

Todos estes anos nossa meta foi produzir softwares de gestão para hotéis e restaurantes, adotando as melhores tecnologias, acompanhando a evolução dos gestores hoteleiros que contribuíram muito na criação destas soluções. Atualmente possuímos unidades em: Chapeco, Florianopolis, Foz do Iguaçu, São Paulo, Brasília, Salvador, Fortaleza, Porto Seguro, Buenos Aires (AR) e Coral Springs (EUA).  Nosso quadro possui 293 colaboradores, atendemos mais de 3.500 hotéis, gerenciamos pelo nosso software mais de 160.000 UHs.  Tudo isso nos dez países que atuamos.

R.H – O que difere a Desbravador das demais empresas que desenvolvem softwares de gestão hoteleira? E quais são as soluções apresentadas ao segmento?

M.P – Atualmente possuímos oito produtos para atender qualquer tamanho e necessidade de gestão hoteleira: 

Desbravador Easy, Light e 3.0 WEB – são produtos desenvolvidos com a melhor tecnologia cloud existente no mundo. Propiciando ao gestor administrar seu negócio de qualquer lugar.

Desbravador Light 3, 3.1 e 4.1 – Produtos para hotéis, com alta performance de controle e necessidade de fazer uma gestão compartilhada, preventiva e executiva de grande controle.

Desbravador 4.5: Produto recém-lançado. Possui controle de multipropropriedade, gestão de condomínio, multi empresa, moeda e idioma. Robusto, moderno e eficaz em todas as operações de governança, manutenção, gestão de reservas, integrado com vários canais de vendas e mantem um BI (Business Intelligence) que fornece ao gestor uma visão passada, presente e futura muito precisa para tomada de decisão.

Nosso PDV utilizado por renomados restaurantes e redes hoteleiras no Brasil e exterior, é reconhecido por ser prático, ágil, intuitivo e seguro na sua operação. Com recursos tecnológicos muito avançados perante o mercado. Além destes produtos de gestão fornecemos aplicativos muito interessantes:

iService que atua desde efetuar uma reserva, confirmar seu check-in, fazer solicitações de room service, fechamento de conta e finalizando com uma pequena pesquisa de satisfação após o check-out. Tudo isso a partir do Smartphone do hospede. iCamareira, iPDV que agiliza todas as operações dos setores de Governança e PDV. Todo este conjunto de soluções está amparado ao um suporte extremamente especializado, prestativo e eficaz realizado pelas nossas 10 unidades de atendimento.

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R.H – Mão de obra qualificada é um dos grandes gargalos no segmento da tecnologia da informação. A Desbravador também sofre esse impacto? E como lidam com a questão?

M.P – Toda empresa de tecnologia teve que se adaptar ao novo cenário internacional. Home office foi uma grande necessidade e muitas empresa aproveitaram e recrutaram equipes a distância. Hoje temos projetos com universidades, formando novos programadores. Vários colaboradores terceirizados. São novos tempos e estamos procurando nos adaptar a ele.

“Toda empresa de tecnologia teve que se adaptar ao novo cenário internacional” 

R.H – A pandemia da COVID-19 teve impacto nas atividades da Desbravador? Tiveram que implantar alguma ação para ajudar o segmento hoteleiro que foi um dos mais impactados?

M.P – Acredito que todos sofremos com a pandemia. Presenciamos muitos hotéis fechando e demitindo colaboradores. Nossa equipe técnica é altamente qualificada e, portanto, procuramos manter todo nosso quadro profissional já que sempre acreditamos que tudo vai passar. Foi difícil, mas acredito que foi o melhor que fizemos. Temos colaboradores em média com mais de 15 anos de empresa, o que vejo hoje como nosso maior patrimônio. Fizemos várias ações claras e transparentes com os nossos clientes. Sem a imposição de clausulas leoninas em contrato para sua permanência. Claro que, dentro de nossas possibilidades, pudemos ajudar com descontos, parcelamentos e até isenções para hotéis que realmente estiveram fechados. Montamos uma equipe de atendimento dentro do setor da Ouvidoria e foi avaliado caso a caso. 

R.H – Como você está analisando a retomada da hotelaria em razão da pandemia da COVID-19? O pior já passou e o que esperar agora?

M.P – Tenho observado pelos números que nosso software fornece que está havendo uma grande retomada, primeiro a hotelaria de lazer, todos com ótimas ocupações nestes últimos feriados. Hotéis executivos estão demorando mais a retomada. Com o avanço da vacinação a segurança aumenta e este mercado em breve também voltará a normalidade. 

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Encontro da Hotelaria Mineira

R.H – Como se encontra a internacionalização da Desbravador através da DHT Hospitality Technology?

M.P – Em 2019 concluímos um projeto que vínhamos desenvolvendo durante 9 anos. Este projeto era criar um produto que funcionasse no Brasil e exterior. Sempre entendemos que nossos limites estavam nas questões de idiomas e tributárias, já que fazer gestão em hotelaria no Brasil e em qualquer parte do mundo é semelhante. Atualmente, temos Cases de sucessos em Portugal, Bolívia, Peru, México, Paraguai, Uruguai, Chile, Argentina e agora recentemente nos EUA. A marca DHT Hospitality technology foi criada para atender este mercado externo. 

R.H – O que você projeta para a Desbravador nos próximos anos?

M.P – Devemos fortalecer nossas unidades no Brasil, abrindo escritórios no Rio de Janeiro e Recife. Além de fortalecer os atuais: Brasília, Salvador e o recém-aberto em Fortaleza. Vamos construir uma unidade com mais de 5.000 metros em Florianópolis, para que possamos atuar mais forte no desenvolvimento e suporte de nossos produtos. Temos projetos de aberturas de unidades no México e Portugal ainda para 2021.

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