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Hotéis buscam alternativas para reinventar o negócio

Em uma economia incerta, vender hospedagem já não tem sido o bastante para manter a alta ocupação. Por isso, alguns hotéis estão adotando alternativas de negócios para potencializar a receita e gerar renda, à procura de inovação

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Hospedagem compartilhada é uma das soluções que os hotéis estão adotando para gerar renda

Pensar fora da caixa. É o que estão fazendo muitos empreendedores da hotelaria nos últimos tempos para garantir a alta ocupação e oferecer mais que “apenas uma diária”. Muitos empreendimentos estão buscando alternativas criativas e de rápido retorno para potencializar a receita e gerar renda, principalmente nos últimos tempos incertos da economia.

Ao mesmo tempo, as mudanças que todo negócio deve passar para manter sua competitividade deve ser realizada com cautela e estudo, pois medidas desesperadas e repentinas podem confundir o cliente e passar uma imagem ruim. Uma solução que pode virar outro problema.

Muitos hoteleiros consideraram 2015 um ano para se esquecer, pois o setor também sofreu com a alta dos custos e a receita deste segmento não teve força para suficiente para ampliar a lucratividade, destaca Manuel Gama, Presidente do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. O Revpar, por exemplo, caiu 10,5%, ocasionada pela queda de 7,7% na ocupação e -3,1% na diária média. A partir de muito planejamento e com a ajuda das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o mercado hoteleiro ainda espera que 2016 seja um ano em que o setor dê os primeiros passos para recuperação, e com isso, os gestores têm se desdobrado para atrair mais clientes.

Contudo, independente do momento econômico, a necessidade de inovação em hotelaria é inerente ao cotidiano e necessária para garantia da competitividade, já que o hóspede está cada vez mais informado e seletivo. Sendo assim, inovação também refere-se à busca por oportunidade e ao bom uso das mesmas, e os riscos fazem parte do cotidiano de qualquer negócio; a diferença é que há a possibilidade de sofrer os riscos de forma calculada, ou seja: buscando e avaliando alternativas para tomadas de decisões; procurando reduzir as chances de erro através de informações claras das situações que se pode enfrentar e aceitando desafios moderados avaliando a disponibilidade de enfrentamento que as consequências da tomada de decisão podem acarretar.

Comum nos EUA, as Roof Top Parties (festas no terraço) atraem hóspedes e os ‘baladeiros’, que podem passar a noite no hotel
Comum nos EUA, as Roof Top Parties (festas no terraço) atraem hóspedes e os ‘baladeiros’, que podem passar a noite no hotel

Antes de tudo: planejamento
Muitas vezes, para recuperar um período de decréscimo em seus números, o hoteleiro queira tomar decisões precipitadas, que podem ou não funcionar. Para Michele Oliveira do Amor Divino, Consultora no Sebrae especializada em Hotelaria e Turismo, não há solução ideal. Segundo ela, o que deve existir é um planejamento que resulte no sucesso das ações.

“Quando falamos em competitividade também falamos em inovação e automaticamente em revisão de processos, e não necessariamente na concepção de algo novo. Observando os processos de reserva de alguns hotéis, por exemplo, percebe-se que há a possibilidade de otimizar tempo e agilizar a operação para ambos os lados (empreendimento e hóspedes). Mas para que isso ocorra, é necessário que todo o empreendimento (desde a liderança) esteja aberto e receptivo às mudanças, às idéias, às sugestões, reclamações e críticas. Uma boa dica é começar por catalogar todos os comentários de clientes e colaboradores e incentivar a equipe a observar e compartilhar mais o comportamento dos hóspedes”, indica a consultora.

Meia Página - Saga 2016Michele afirma que fidelização é um assunto que recisa ser considerado segundo diversas variáveis que devem ser elencadas. Porém, para iniciar o processo, ela chama a atenção sobre Interação: como o empreendimento conversa com seu hóspede ou futuro hóspede? Como os serviços são vendidos? Como o cliente enxerga os serviços oferecidos? Essas indagações se fazem necessárias num momento que a maioria dos hóspedes declara, segundo a Trip Advisor, que um dos fatores decisivos para escolha de um meio de hospedagem são as avaliações online sobre os empreendimentos. Sendo assim, a escolha de boas fotos e principalmente como o hoteleiro responde seus questionamentos online são itens de iteração que alinham às novas tecnologias com novo comportamento do cliente e iniciam um processo de fidelização.

Se manter o bom atendimento de uma forma geral é uma obrigação do prestador de serviço, outro item importante na hora de reinventar o negócio é superar o que se espera de um empreendimento. “Não é tarefa fácil, já que os clientes criam expectativas distintas em relação ao mesmo serviço pelo simples fato de terem necessidades diferentes. Uma vez superada as tais necessidades dos hóspedes, o empreendimento cria uma experiência de hospedagem, que é atemporal e não necessariamente uma ação que vai resultar em aumento automático de ocupação, já que o cliente precisa passar pelo momento da verdade, ou seja, momento em que efetivamente vai desfrutar dos serviços, para só então criar esse laço”, explica Michele.

A falta de pesquisa, sem conhecer para quem fazer, o que fazer, como fazer, quando ou por quanto tempo fazer, e que resultados são esperados, podem ser decisivos para a derrocada daquela iniciativa, ainda que tenha boa intenção. “Vejo boa parte dos hoteleiros da pequena e média hotelaria, fechados em suas salas, envolvidos no operacional e sem tempo para observar as mudanças de que se apresentam de forma muito rápida. O desafio é exatamente esse: estar aberto às novidades e não encará-las como algo negativo. Utilizar-se das pesquisas voltadas para o segmento, indagar-se a todo momento como poderia fazer melhor e diante de inovações questionar-se o que poderá vir pela frente; afinal, que hoteleiro imaginou tempos atrás que não faturaria mais com telefonia? Quem imaginou que wi-fi gratuito seria um dos fatores decisivos para escolha de hospedagem?”, reflete a consultora.

Atraindo pelo estômago
Apesar das muitas atrações que um resort possa oferecer, reinventar o negócio e oferecer diferenciais é sempre importante. Localizado em Campinas, interior de São Paulo, o Royal Palm Plaza procura trazer atrações diferenciadas aos hóspedes que agradem as crianças, e principalmente a família. Como exemplo, no mês de junho o empreendimento realizou o evento de gastronomia Burgers & Beers. Os hóspedes e clientes puderam degustar combinações dos mais variados hambúrgueres e cervejas artesanais que surpreenderam o paladar de todos e, para completar o ambiente, houve música ao vivo em todos os dias da degustação. O chef Daniel Valay, responsável pelo menu, recriou o jeito de comer hambúrguer ao fazer combinações com ingredientes cuidadosamente selecionados que compõem perfeitamente a harmonia dos pratos.

Foram oferecidas seis opções de mini hambúrgueres, que incluíram sabores como tilápia, cordeiro, picanha, linguiça, costelinha e ganache, a versão doce do hambúrguer. De acordo com Sandra Neumann, diretoria Geral do Royal Palm Plaza, o empreendimento sempre procura se reinventar e inovar, buscando “temas” e atrações para surpreender os hóspedes. “Queremos proporcionar momentos de descontração, lazer e reflexão entre o público do Hotel e trazer aos hóspedes programações de relevância que sejam importantes para o bem-estar de toda a família. Procuramos sempre trabalhar de forma positiva, acreditamos que a competitividade faz parte de qualquer negócio, e nossos eventos são uma forma de agraciar nossos hóspedes e reinventar o mercado de um jeito dinâmico e interativo”, afirma.

O Bar Pessoa, no Royal Palm Plaza (SP), realizou uma degustação de mini hambúrgueres com sabores inusitados
O Bar Pessoa, no Royal Palm Plaza (SP), realizou uma degustação de mini hambúrgueres com sabores inusitados

Sandra conta ainda que o Royal Palm Plaza procura estar sempre inovando, revitalizando seus espaços para garantir qualidade e estrutura aos seus hóspedes. “Nosso objetivo é aprimorar a qualidade dos serviços e espaços, tornando-os cada vez mais acolhedores e agradáveis ao nosso público”, conclui. Além de concluir recentemente uma reforma de seu centro de eventos, o empreendimento realiza este mês uma Oficina Circence para o público mirim, que poderá participar de atividades como trapézio, acrobacias, malabares, jogos teatrais e esquetes de palhaços.

Estratégias estrangeiras
Quando “o santo de casa não faz milagre”, como diz o velho ditado, é preciso buscar soluções que funcionem em outras cidades, estados e principalmente, outros países. Foi o que fez a rede mineira Vert Hotéis. A empresa adotou duas alternativas de negócios para potencializar sua receita que já são sucesso em outros países, e tem garantido bons frutos com as novidades.
Uma delas é a opção de Coworking, criado nos Estados Unidos há dez anos e ainda incipiente na hotelaria mineira.

O sistema consiste na adaptação temporária das suítes do hotel à estrutura de escritórios que podem ser utilizados por profissionais para diferentes atividades, desde pequenas reuniões de negócios até sessões de terapia ou coaching. O quarto transformado em sala para trabalho é alugado por hora, mês ou período maior, dependendo da disponibilidade de vagas do hotel e da necessidade do cliente.

O coworking chegou ao Brasil em 2008, com empresas especializadas em locar escritórios temporários. O e.Suítes Sion, na capital mineira, é o primeiro hotel da Rede a aderir ao coworking, mas a intenção é que esta iniciativa seja ampliada para todos hotéis da Vert Hotéis no Brasil. Com o serviço, a Rede apresenta ao mercado uma opção confortável e econômica para trabalhar. “Muitos profissionais não querem mais arcar com os custos de manutenção de uma sala fixa, que envolve pagamento de aluguel, energia, condomínio, secretária e telefone. Buscar salas temporárias para trabalho é uma tendência forte em diversos segmentos profissionais”, observa o gerente geral do e.Suítes Sion, Roosevelt Coelho.

Coworking: a Vert Hotéis adaptou seus apartamentos para receber reuniões e até consultas terapêuticas
Coworking: a Vert Hotéis adaptou seus apartamentos para receber reuniões e até consultas terapêuticas

A implantação do coworking é uma forma também gerar mais receita para o hotel, sobretudo em épocas de baixa ocupação. “Mesmo desocupadas, as suítes geram um custo. A locação não só cobre as despesas para manter conservado o quarto, quanto gera lucros”, diz Roosevelt. Há sete meses, uma empresa de coaching que atende clientes em todo o Brasil utiliza os quartos do e.Suítes Sion para atender os clientes. Para que os profissionais possam realizar o serviço, o hotel retira do quarto a cama e a substitui por uma mesa de escritório. No espaço, ainda é colocado uma cadeira reclinável para as sessões terapêuticas. A sala dispõe de internet de alta velocidade, banheiro e iluminação adequada.

Os clientes que optam em utilizar o serviço podem usufruir de todo o conforto do hotel, como a oferta de estacionamento, frigobar, restaurante e serviço de copa (café e água). E mais: o trabalho é realizado em um lugar discreto, confortável e longe da movimentação de um prédio comercial. “O profissional que escolher trabalhar na modalidade coworking pode deixar também à disposição dos clientes o telefone do hotel. A recepcionista, por exemplo, pode agendar a consulta ou reunião”, exemplifica Roosevelt. A implantação do serviço pelo hotel segue uma tendência de comportamento mundial, em que os profissionais, sobretudo os autônomos, se deslocam mais e evitam ter custos fixos exorbitantes.

Outra opção diferenciada de negócio da Vert é a Roof Top Party, que são festas tradicionais também nos Estados Unidos realizadas em terraços. A “Festa no terraço” é uma novidade em Belo Horizonte, realizada em parceria com o DJ Leandro Rallo, no hotel Ramada Encore Luxemburgo. A festa, além de ter uma boa música é realizada à beira da piscina, no terraço, onde os convidados contemplam uma das vistas mais belas da cidade e seu entorno enquanto degustam pesticos e drinques. “A ideia é apresentar o hotel à cidade, com a participação dos moradores, e interagir com os hóspedes que vêm de outros lugares. Além disso, quem escolhe passar a noite no hotel depois da balada, ganha 20% de desconto na tarifa do dia”, destaca o gerente trainee do Ramada Encore Luxemburgo, Edison França.

Ainda segundo o gerente, em dias de Roof Top Party, o Ramada Encore Luxemburgo tem apresentado um aumento na taxa de ocupação de 20 a 25%. “Muitas pessoas preferem dormir no hotel evitando dirigir após beber, ou buscam uma noite com uma programação diferenciada junto dos amigos, algo para quebrar a rotina”, explica. A entrada no evento é soft open e os convidados pagam apenas o que consomem. Para aquecer ainda mais a festa com os termômetros registrando baixas temperaturas, o cardápio conta com pratos quentes, como caldos e massas servidos em mini porções. “A novidade é uma estratégia para atrair mais clientes para o hotel e potencializar seu resultado financeiro, já que Belo Horizonte é uma cidade que tem sofrido com uma super oferta de leitos após a realização da Copa do Mundo”, afirma a Presidente da ABIH/MG – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Patrícia Coutinho.

A presidente da ABIH-MG, que também é proprietária de um hostel na capital mineira, tem alugado o terraço do empreendimento para a realização de festas particulares. “As pessoas acabam conhecendo o empreendimento e divulgando, uma propaganda boca a boca que tem trazido resultados”, afirma.

Segundo Bruno Guimarães, Diretor Comercial da Vert Hoteis, a criatividade e a associação com parceiros neste momento têm sido grandes aliados para potencializar os resultados e as receitas. “Somos uma empresa jovem e estamos antenados as tendências, por isso buscamos estratégias que possam nos conectar diretamente com o nosso público alvo como, por exemplo, o Rooftop (festa no terraço), coworking (adaptação dos quartos em salas de reunião), Day Use e diárias fracionadas, restaurantes abertos para o público, otimização dos espaços de eventos, além de campanhas especiais para long stay, a tarifa Sou BH (para que os moradores da capital mineira possam conhecer e consumir nos nossos hotéis), entre outras”, explica o Diretor Comercial.

Para planejar uma ação, a rede leva em consideração o público, a praça de atuação, o segmento de mercado, a categoria de cada empreendimento, quais serão as divulgações necessárias e os resultados esperados. “O objetivo é fazer com que o cliente tenha uma excelente experiência no hotel, assim aumentamos as chances de manutenção desse cliente. Buscamos ainda que os clientes compartilhem nas redes sociais e junto dos amigos seus momentos memoráveis nos nossos hotéis, pois vivemos um momento de consumo pela experiência”, declara.

Diárias de 3, 6, 9 ou 12 horas
É comum empresários e executivos passarem pelos hotéis apenas para deixar seus pertences ou tomar uma ducha antes de ir à reuniões na cidade que ficará apenas algumas horas. Mas independente do que será feito naquele apartamento de hotel ou quanto tempo isso leve, o hóspede paga a diária de 24 horas, mesmo que utilize apenas três. Criando uma alternativa para casos como estes, o site HotelQuando.com oferece a possibilidade de reservar quartos por um período de três, seis, nove ou 12 horas, desobrigando o cliente a pagar uma diária de hotel nessas situações.

Ao entrar no site, o usuário decide o horário de check-in, escolhe uma das opções de pacote e paga conforme seu tempo de uso. É possível fazer o pagamento on-line ou diretamente no hotel. Os preços são mais baratos do que os de uma diária cheia, mas não correspondem ao valor proporcional. No pacote de 12 horas, por exemplo, o hóspede paga 70% da diária convencional; no de três horas, 40%.

A criação do site deu-se exatamente em uma situação assim: Max Campos, um dos criadores do HotelQuando.com, estava em uma viagem e precisava de um hotel por um período mais curto que uma diária. Como obviamente não tinha, assim que voltou, compartilhou a ideia com Pedro Xavier, cofundador e sócio, e logo sentaram para desenhar e estruturar como poderiam criar algo neste sentido. “Começamos tendo a ideia de vender Day Use, mas aos poucos fomos vendo que teria espaço estruturar pacotes de horas em todos os períodos. Assim, foram criados os pacotes de horas”, conta Xavier.

Max Campos (à frente) e Pedro Xavier, cofundadores da ferramenta ‘HotelQuando.com’
Max Campos (à frente) e Pedro Xavier, cofundadores da ferramenta ‘HotelQuando.com’

O cofundador do site diz que o foco sempre foi vender quartos ociosos. “Até por isso sempre que cadastramos um hotel, adicionamos poucos quartos sem allotment. Vendemos os quartos – que diga-se de passagem, é um produto perecível – que não serão vendidos naquele dia. É melhor vender ou deixar o quarto vazio? A receita que geramos pro hotel é complementar”, explica.

Pedro afirma que outra vantagem da ferramenta é a possibilidade de ultrapassar o valor da diária no mesmo quarto. Como o pacote de 3 horas equivale a 40% da diária e o pacote de 9 horas equivale a 63% do valor da diária, se forem vendidos em períodos distintos esses dois pacotes pro mesmo quarto, ultrapassa-se o valor da diária (103%). “Isso vendendo 12 horas no acumulado! Outro destaque é o valor agregado de estar vinculado a uma ideia inovadora que fideliza novos clientes. Se um cliente precisa de um hotel por horas e é bem acolhido, pode ter certeza que quando esse mesmo cliente precisar pagar por uma diária cheia ele vai se lembrar desse hotel”, menciona.

O site está fechando a segunda rodada de investimento da empresa, e atualmente está com 441 hotéis em todo o Brasil, tendo contrato com as principais redes do país (AccorHotels, Atlantica, Intercity, Blue Tree, GJP, entre outras). Estamos com 108 empresas entre pequenas, médias e grandes utilizando nossos serviços, além de 213 agencias cadastradas.

De acordo com Xavier, o maior desafio em quebrar o paradigma da cobrança de uma diária contendo 24 horas sempre foi mostrar ao hoteleiro que este modelo de negócio não impacta em nada a venda de diária e o dia a dia do hotel, que este é um modelo complementar de venda. “De início eu entendo que o conceito pode assustar um pouco, mas na prática os hotéis vêem que a gestão é tranquila, que damos todo suporte e não alteramos em nada o dia a dia operacional. Os próprios hotéis nos dão esse feedback hoje”, aponta.

O HotelQuando.com começou cadastrando apenas hotéis via extranet. Hoje, a ferramenta está conectada à Omnibees, onde os hotéis podem fazer a gestão por lá. Depois, o site começou a liberar acesso para agências e hoje elas já estão colocando o motor de busca da HotelQuando.com no site deles. Com os hotéis, a mesma coisa. “Além de tudo isso, grandes empresas já estão utilizando nossa plataforma diretamente. Temos as salas de reunião dos hotéis por hora, algo que em breve estará na área das agências. Em breve anunciaremos parcerias de peso no setor aéreo. Enfim, respiramos inovação e não nos cansamos de pensar em coisas novas”, declara Pedro Xavier.

A GJP Hotéis integrou a plataforma ao site da rede, onde é possível reservar por 3, 6, 9 e 12 horas nos hotéis Prodigy (Confins – MG e Santos Dumont – RJ) e Linx (Galeão – RJ e Confins – MG), algo inédito na hotelaria. Um banner nos sites oficiais dos hotéis direciona o cliente para os portais personalizados, onde é possível escolher e reservar o pacote de horas de acordo com a necessidade. “Para essa primeira fase, priorizamos os hotéis próximos aos aeroportos, pois queremos beneficiar as pessoas que passam muito tempo esperando por seus voos, oferecendo a elas a oportunidade de desfrutar de um período de descanso com conforto, pagando um preço justo”, diz Max Campos, CEO e Cofundador do HotelQuando.com.

Atraindo o público da vez
Saindo da antiga — e nem sempre positiva — solução de ofertas relâmpago, a rede ibis Budget, pertencente à AccorHotels adotou um formato que pretende atrair um público que está em alta no Brasil desde a época da Copa do Mundo no País: os mochileiros. A bandeira passou a oferecer a opção de quartos compartilhados, tornando os valores ainda mais acessíveis. O primeiro hotel a disponibilizar esse novo conceito é o ibis budget Rio de Janeiro Centro. A unidade tem três quartos com 8 camas cada e tarifas a R$ 49.

Um dos três quartos compartilhados do ibis Budget Rio de Janeiro Centro, com oito camas e diárias a menos de R$ 50
Um dos três quartos compartilhados do ibis Budget Rio de Janeiro Centro, com oito camas e diárias a menos de R$ 50

Segundo Franck Pruvost, Diretor Geral de Operações Polo Econômico Accor América do Sul, por meio dos quartos compartilhados a rede quer trazer novas oportunidades para quem quer fazer amigos, trocar histórias, ter novas experiências e, além disso, busca uma hospedagem super econômica e bem localizada com toda a estrutura e o padrão ibis budget de qualidade. “Inicialmente esse projeto foi implantado no ibis budget Rio de Janeiro Centro, mas desejamos expandi-lo”, afirma. Um dos quartos será exclusivamente feminino e os outros dois serão mistos, sendo que todos eles contam com luz e tomada individuais, wifi e banheiros internos. A idade mínima para hospedagem é de 18 anos.

Recentemente, o a unidade situada na Avenida Paulista da rede ibis promoveu uma feira de troca de livros no lobby do empreendimento, atraindo não apenas os hóspedes mas todo apreciador da literatura. Organizado em parceria com a Fapcom – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, a programação incluiu um sarau, com recital de poesia, música e leitura de textos, além de atividades para as crianças com leitura de estórias.

Confraria de cervejas especiais
Estar hospedado em um hotel pode oferecer diversas experiências, desde as mais simples – um banho quente e uma cama macia – até momentos de conhecimentos sensoriais que marcam a vida do cliente. A rede Slaviero Hotéis, com unidades em seis estados brasileiros, vive a constante busca por diferenciais, criando programações para públicos específicos de eventos corporativos e sociais, lazer, negócios e cultural.

“Para definir as ações, em primeiro lugar conhecemos melhor as características do público alvo, definindo e customizando produtos e serviços. E, para fidelizar nosso público, colocamos em prática os princípios de hospitalidade que norteiam nosso atendimento. A partir do momento em que oferecemos toda atenção e solucionamos as demandas de nossos clientes, a percepção de valor de qualidade e atendimento se sobressai, abrindo caminho para uma relação de lealdade deste cliente. Trata-se de uma estratégia de marca – pautada no manifesto da hospitalidade”, afirma Luciano Agostini, Gerente Geral do Slaviero Baía Norte Florianópolis, em Santa Catarina.

O hotel Slaviero  Baía Norte  Florianópolis (SC) criou um calendário para eventos no seu  restaurante, tendo como atrativo a  bebida típica do estado: a cerveja
O hotel Slaviero Baía Norte Florianópolis (SC) criou um calendário para eventos no seu restaurante, tendo como atrativo a bebida típica do estado: a cerveja

Com isso, o hotel criou um calendário para eventos no seu restaurante, destacando a Confraria de cervejas especiais de Santa Catarina, Festival de Sopas e Cremes, e outras experiências destinadas ao marketing de relacionamento com agentes de turismo e viagens da rede.“Atuamos de forma permanente em contato com o nossos clientes, apoio corporativo, treinamos a equipe de linha de frente para aprender a ouvir o cliente, anotar suas necessidades. Consultamos nossos parceiros de tecnologia da informação, fazemos benchmarking com outros segmentos de mercado, tais como companhias aéreas, e mantemos nossos investimentos em modernização do produto para o conforto e agilidade, buscamos diferenciação através de temas baseados em saúde, bem estar, gastronomia, cultura, lazer, dentre outros aspectos, muito procurados pelas pessoas hoje em dia; e também trabalhar para eliminar procedimentos que permitam a redução do tempo de atendimento ao clientes, já que o tempo das pessoas se transformou em importante ativo”.

Programa de vantagens solidário
O que é conforto para o hóspede? Esta palavra pode estar aliada a proteção, comodidade, tranquilidade e bem-estar. Em tempos de sustentabilidade, aliar este conceito com uma preocupação social traz ainda mais o cliente a uma atmosfera agradável ao ser humano. Com esta ideia em mente, a CHA – Cadeia de Hotéis Associados, rede de gestão hoteleira que tem como objetivo fortalecer a administração de hotéis independentes e familiares, promove o Programa “Quanto vale o conforto?”, em parceria com o Check-Out Solidário, da ASID Brasil – Ação Social para Igualdade das Diferenças.

A ação consiste na transferência da decisão de quanto valeu a hospedagem ao próprio hóspede, no momento do check-out. Ele vai decidir o valor a ser pago pelo pernoite em função da sua concepção de conforto. “É uma forma de valorizar o cliente. A ideia do presidente da rede, Geraldo Linzmeyer, é provocar uma mudança de comportamento no setor hoteleiro. A forma que o programa está sendo concebido é inédita e revolucionária. Existem algumas iniciativas similares na Europa, em que o cliente, antes de se hospedar, negocia previamente o valor com o hotel. No programa “Quanto vale o conforto?”, a novidade é que o hóspede decide o preço da diária no check-out, após avaliar o serviço”, explica Roseli Capudi, Diretora de Desenvolvimento e Marketing da rede.

O Pampulha Design Hotel, em BH, é um dos empreendimentos que contribui com ação social a partir do hóspede, que decide quanto pagar
O Pampulha Design Hotel, em BH, é um dos empreendimentos que contribui com ação social a partir do hóspede, que decide quanto pagar

O programa é valido para todos os estabelecimentos da CHA Hotéis, de domingo para segunda-feira (uma diária), no período de inverno, de 19 de junho a 22 de setembro. O cliente que chegar na recepção ou que fizer a reserva por e-mail ou telefone, deve informar uma palavra-chave e o meio de comunicação em que conheceu o programa. Para acessar a palavra-chave, é necessário curtir a página da CHA Hotéis no Facebook, curtir e compartilhar a postagem sobre o tema e solicitá-la em mensagem privada.

Parte do valor da hospedagem (5%) arrecadada no Programa “Quanto vale o conforto?” será revertida para o projeto Check-Out Solidário, da ASID Brasil. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que, desde 2010, trabalha com a missão de transformar a realidade da pessoa com deficiência no Brasil, desenvolvendo uma gestão qualificada para escolas e centros de atendimento filantrópicos para a pessoa com deficiência, atendendo de maneira gratuita estas instituições.

Desde sua fundação, em 2010, a ASID já atendeu cerca de 70 instituições e beneficiou mais de 12 mil pessoas, contando com mais de 1,5 mil voluntários. “O objetivo da parceria será melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência (PcD). A instituição beneficiada será definida após o término do programa. A ideia é contemplar ações em Joinville (SC), onde fica a sede da CHA Hotéis”, informa Roseli.

Meses temáticos
A rede Bourbon Hotéis & Resorts é mais uma empresa que aposta na diversidade de públicos para potencializar sua receita. As unidades da marca investe, além de seu tradicional Wine & Tasting Dinner, um jantar de degustação de vinhos e pratos harmonizados, em ações e temática dos meses do ano, como por exemplo, a Temporada de Ouro, com festivais de música, cinema e esportes. As ações são definidas de acordo com o perfil do hotel, e principalmente, de cada cliente. “Para fidelizar, temos um grande case de sucesso nos resorts, o Clube Bourbon e a Turma da Mônica. Inédito no Brasil, estas ações foram criadas em parceria com a Mauricio de Sousa Ao Vivo – para estreitar o bom relacionamento dos resorts com o público infantil”, explica Jeferson Munhoz, Diretor de Vendas da rede.

Jeferson Munhoz – “Em um momento de instabilidade, é preciso usar da experiência adquirida ao longo dos anos para gerar receita para as unidades”
Jeferson Munhoz – “Em um momento de instabilidade, é preciso usar da experiência adquirida ao longo dos anos para gerar receita para as unidades”

Crianças com idade entre três e doze anos, que residam no Brasil e na Argentina e que frequentemente estejam no Bourbon Atibaia e no Bourbon Cataratas podem participar do programa. Os hóspedes-mirins recebem acesso à seção do Clube no site da Rede, brinde de credenciamento, carteirinha oficial e presente de boas-vindas da Turma da Mônica. E, a cada retorno aos resorts, benefícios em presentes e serviços exclusivos. “A Bourbon sempre oferece diferenciais para seus clientes, em todas as unidades. Os mais de 50 anos de experiência conferem aos hotéis um status de qualidade e credibilidade que já são uma forma de valor agregado. As promoções têm o papel de tornar essa hospedagem mais atrativa financeiramente, pois o padrão e a qualidade do serviço sempre são garantidos” declara Munhoz.

Segundo ele, a hotelaria precisa se adequar à realidade econômica na qual está inserida. Em um momento de instabilidade, é preciso usar da experiência adquirida ao longo dos anos para manter as ocupações em patamares interessantes e gerar receita para as unidades. “Os desafios são encarados como oportunidades. Temos um mercado em constante evolução e não podemos esperar as novidades chegarem. Nossa intenção é apresentá-las aos clientes e hóspedes, mantendo o vanguardismo da Rede Bourbon”, conclui o Diretor.

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