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Vereadores apoiam ABIH-MG contra o fechamento do Minascentro

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Vereadores e diretoria da ABIH-MG se reúnem contra o fechamento do Minascentro - Divulgação

A ABIH/MG – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais e demais entidades associadas ao segmento de turismo, eventos e lazer iniciaram um debate contra o fechamento do Minascentro, que agora recebeu novo apoio.

A diretoria da Associação recebeu do líder de governo da Câmara Municipal, acompanhado por mais sete vereadores, uma carta assinada por 38 dos 41 integrantes da casa, solicitando mais informações sobre o fechamento do Centro de Convenções Minascentro ao Governador do estado, Fernando Pimentel.

Segundo a presidente da ABIH-MG, Érica Drumond, a sensibilização dos vereadores frente ao impacto que a decisão do fechamento causará em toda cadeia produtiva do turismo e, consequentemente, na economia de forma geral, é fundamental para fazer com que o setor seja escutado perante o governo do Estado.

“Tivemos 38 assinaturas dos 41 vereadores que compõem a Câmara Municipal, o que demonstra o reconhecimento da nossa preocupação frente a decisão tomada pelo Governo do Estado. Esperamos que esta carta, que será entregue ao governador, seja recebida de braços abertos e que nossas vozes possam ser ouvidas com cautela, afim de encontrarmos uma solução conjunta para esse problema. Além disso, o setor tem algumas propostas para apresentar ao governo como a gestão do Minascentro ser assumida pelo Convention Bureau, ou seja, estamos abertos a todo tipo de diálogo, o que até então não conseguimos ter. Assim, vamos continuar na luta para que o Minascentro não feche nem por um dia”, destaca.

Léo Burgês, líder do governo na Câmara Municipal, em nome dos 38 vereadores que assinaram o documento, ressaltou a importância da casa receber informações sobre o fechamento do Minascentro. “Estamos preocupados com esta situação, porque o Minascentro é um local fundamental para o setor de eventos e para a hotelaria de Belo Horizonte. Nele são realizadas diversas feiras, congressos e eventos que trazem dinheiro novo para a nossa cidade, que entra por meio do gasto com taxis, deslocamento, hospedagem, bares e restaurantes, ou seja, a utilização do espaço faz nossa economia girar. A Câmara Municipal é sensível a esse dinheiro e aos milhares de empregos gerados. O Minascentro é um equipamento de 33m² que não é de ninguém, é da cidade de Belo Horizonte que precisa continuar aberto por muitos e muitos anos”, disse.

O presidente do sindicato dos buffets de Belo Horizonte e Região Metropolitana, João Teixeira Filho, estranhou a forma como o Governo do Estado comunicou a sociedade sobre o fechamento. “Não podemos deixar de contar com este espaço que faz parte da realização do nosso trabalho. Entendemos que os motivos de segurança apresentados para o fechamento devem ser revitalizados, mas dentro de uma programação que não nos prejudique. O ideal é viabilizar o funcionamento de forma simultânea a obra, pois não podemos parar o seu funcionamento nunca, afinal Belo Horizonte não pode perder sua competitividade na atração de eventos e do turismo de negócios”, argumenta.

José Maurício de Miranda Gomes, presidente da ABAV/MG – Associação Brasileira das Agências de Viagem de Minas Gerais – também alertou sobre o impacto do fechamento do Minascentro no setor. “Dentro da nossa atividade temos os agentes de viagens do receptivo que buscam os turistas que são fruto do turismo de negócio nos aeroportos, os levam para conhecer atrativos como o Inhotim e as cidades históricas do nosso entorno. Há tempos lutamos para que esse turista permaneça mais tempo na nossa cidade, por meio de programas como o BH + um dia. O fechamento desse importante Centro de Convenções será um retrocesso frente ao que já alcançamos”, explica.

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