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Sustentabilidade na inclusão é debatido no 2º Property Meeting da Accor

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Os palestrantes destacaram que sustentabilidade e inclusão andam juntas na hotelaria

O segundo painel do Property Meeting promovido hoje pela Accor no Novotel Center Norte teve foco na sustentabilidade e na inclusão. Zilca Saldanha, Gerente sênior de projetos da Accor moderou esse painel que contou com a participação de Felipe Faria, Diretor executivo da Green Building Council; Daniela Abreu, PHD em Engenharia Civil e Bruno Manfuz, cadeirante há 17 anos e sócio-fundador do Guia de Rodas. Quem começou a explanação foi Felipe Faria que citou a colocação do Brasil na quarta colocação em certificação de edifícios ‘green buildings’. “O movimento do Green Building é mundial e para nós não é surpresa estar em quarto lugar, e sim manter a quarta colocação nesses últimos anos, com a construção civil sofrendo tantas transformações nesse período. Hoje completamos 12 anos de movimento no Brasil, e acredito que esta posição é uma mudança positiva, causada pela verificação das edificações green buildings e sua diminuição dos riscos de investimento. Esse movimento começou a penetrar em outros segmentos do mercado, motivo do qual mantivemos o crescimento de projetos. A sinergia com a hotelaria – com frequência estamos em parceria com a Accor – fala mais sobre o ocupante, no que tange conforto e bem-estar, e não existe essa experiência sem esses itens. Outra característica importante é ter alguém eficiente na operação desses ativos. O setor ganhou maturidade e experiência, temos 40 unidades previstas para este ano.

A seguir, Daniela Abreu falou sobre as lições aprendidas a partir do surgimento do movimento Green Building. “Tudo o que os prédios têm em termos de sustentabilidade nos países da Europa e nos Estados Unidos, nós temos aqui em São Paulo. Vejo mais lá fora uma conversa maior com o cliente, eles exacerbam a visão de futuro, o conforto. O setor público e privado trabalham juntos, e no Brasil é o contrário. Só não viramos a chave em vender a sustentabilidade aplicada ao produto. A maior oportunidade da hotelaria é a eficiência energética e hídríca. Se não pagarmos hoje, pagaremos mais caro amanhã. Vocês não estão pensando no ano que vem e sim, daqui a cinco, dez anos a frente. Basta colocarmos as contas no papel”, observou Daniela.

Bruno Manfuz, cadeirante há 17 anos e sócio-fundador do Guia de Rodas recebeu uma placa de homenagem da Accor entregue por Paulo Mancio

Acessibilidade e sustentabilidade andam juntas. De acordo com Bruno Manfuz, “acessibilidade é um assunto espinhoso que vai além do cumprimento de normas”. Para Manfuz, que completará 18 anos de cadeira de rodas em junho, a acessibilidade é um exercício contínuo. “Percebi que todos os lugares onde estive e me fidelizaram, além do atendimento, tiveram sensibilidade para a minha condição. Por meio do aplicativo, as pessoas conseguem identificar os locais por meio da sinalização de cores: verde, é adequado; amarelo, adequado, porém necessita de melhoras; e vermelho, não venha. É uma ferramenta de utilidade pública. Quem tem dificuldades de locomoção sai de casa com medo. Nossa missão é facilitar a vida deles”, explicou Manfuz. “Além do aplicativo, o Guia de Rodas possui um programa de certificação para empresas. Vocês acreditam que existem atendentes que gritam com cegos? Sim, e nós capacitamos equipes para lidar com diferentes perfis de pessoas e limites. Nós reconhecemos o empreendimento com o selo do Guia de Rodas e os colaboradores recebem o certificado após o treinamento. As pessoas são a chave para que a sensibilidade aconteça”, finalizou.

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