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SECOVI/SP lançou Manual de Melhores Práticas para Multipropriedades Turísticas

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O Manual apresenta as diretrizes para o crescimento sustentável e equilibrado da multipropriedade

O lançamento aconteceu agora a pouco na sede da entidade, na capital paulista e fez parte da grade de programação do última dia da Convenção SECOVI/SP – Sindicato da Habitação. O evento bastante concorrido contou com a presença de vários representantes de entidades que apoiam esse Manual e de alguns dos profissionais que ajudaram a elaborar. A Multipropriedade Turística cresceu consideravelmente no País nos últimos anos e está mudando a forma como os brasileiros utilizam o seu tempo de lazer. Com a aprovação no final do ano passado da Lei de Multipropriedade (Lei nº 13.777/2018), esses empreendimentos já estão presentes em mais de 45 cidades brasileiras e devem alavancar ainda mais o mercado turístico. Por isso da necessidade de se criar um manual para ajudar a nortear os futuros projetos.

Uma arena foi montada para apresentação do Manual

O manual apresenta as diretrizes para o crescimento sustentável e equilibrado deste tipo de empreendimento, desde a sua concepção até a operação, passando por todo o processo de planejamento e desenvolvimento da obra. E quem elaborou esse Manual foi um grupo de profissionais com larga experiência que fazem parte do núcleo de Assuntos Turísticos e Imobiliários do SECOVI-SP, liderados por Caio Calfat, Vice-presidente dessa área no SECOVI-SP. Entre as entidades do setor que contribuíram para a elaboração desse manual estão: ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil), FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, ABR- Associação Brasileira de Resorts, FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, entre outras. 

Caio Calfat e Marcelo Terra participaram da apresentação do Manual

Orientações para o mercado

Para Caio Calfat, o robusto mercado de multipropriedades despertou a necessidade de um manual que trouxesse orientações precisas para os empreendedores. “A atividade está se ajustando em termos de características do produto, com alterações razoáveis do perfil dos primeiros empreendimentos para os atuais. Agora, é preciso melhorar os métodos de analisar o mercado e medir a capacidade de absorção dos projetos, de forma a minimizar os riscos para todos os envolvidos”, afirma.

Ele lembra que a elaboração desse Manual exigiu dois anos de intenso trabalho e uma série de reuniões envolvendo advogados, empreendedores, consultores, operadores hoteleiros, comercializadores, intercambiadores, além das instituições, para se chegar ao resultado final: um guia para orientar e garantir a sustentabilidade do mercado.

O Manual é muito bem ilustrado para facilitar a compreensão

Painel de apresentação

E aproveitando o lançamento do Manual, houve um painel de apresentação do manual na qual participaram Diogo Canteras, Sócio-diretor da Hotel Invest, Cláudio Camozzi, Sócio-fundador da Camozzi Advogados, Marcelo Terra, Coordenador do Conselheiro jurídico do SECOVI/SP. Marcelo Terra, que foi um dos mentores do anti-projeto de lei de multipropriedade começou a explanação destacando que hoje é um dia de comemoração do lançamento desse manual e lembrou o início dos trabalhos desse anti-projeto. “Primeiro começamos a colher as ideias de cada um e fomos catalogando, pesquisando legislação estrangeiro para a construção de um sistema. Catalogamos as questões faticas e jurídicas e distribuímos ao grupo para pensar e elaborar uma minuta desse anti-projeto e com a ajuda de todos, conseguimos elaborar um texto. Tivemos uma preocupação grande de deixar todos os artigos do Código de Defesa do Consumidor e assim facilitou o trânsito político. A lei resolve muitos dos problemas que tinha o setor e temos muito o que comemorar”, exaltou o Dr. Marcelo Terra.

Cláudio Camozzi: “O Manual será um orientador para o mercado e evitar a entrada de aventureiros”

Em seguida, Cláudio Camozzi disse que o Manual nasceu depois de muito trabalho e a ideia principal foi de criar um texto para balizar quem estava trabalhando no segmento de multipropriedade e para alertar quem pudesse entrar. “Alguém poderia entrar no segmento visando somente lucro e um aventureiro poderia destruir todo um trabalho. Por isso, trabalhamos em conjunto com esse projeto de lei. Chegamos a conclusão depois que somente a lei não bastava, era necessário ter um Manual para trabalhar essa sustentabilidade”, disse Camozzi.

Marco no segmento mundial

Diogo Canteras agradeceu a equipe de colaboradores pelo apoio na elaboração do texto desse Manual, assim como uma ex-sócia que procurou parâmetros para ajudar na elaboração do manual nos Estados Unidos e não encontrou nada. “Esse Manual é um marco no segmento mundial, pois ele trabalha com nossa cultura local e traz orientações para o setor. A multipropriedade é uma venda de impacto de um produto que encanta e e a construção do manual levou isso em consideração. Existem muitos tópicos que auxiliam o dia a dia dos profissionais do setor”, revelou Canteras.

Diogo Canteras: “Esse Manual é um marco no segmento mundial”

Em seguida eles começaram a apresentar o Manual explicando alguns pontos aos presentes e Canteras destacou que a arte gráfica ajudou muito na ilustração para entendimento do Manual.  Camozzi lembrou que a multipropriedade tem familiaridades com o timeshare, mas é um produto mais complexo e isso ficou bem claro no Manual.

Sumário apresentando seis tópicos iniciais do Manual

Eles abordaram temas do Manual como: O cenário de multipropriedades no Brasil, Multipropriedade x time-sharing, players e seus papéis, estrutura de negócio e implementação, comercialização e operação, construção da atratividade e alavancagem de valor, entre outros tópicos que são apresentados nesse Manual.

Sumário apresentando os demais seis tópicos do Manual

Logo após, foi servido um coquetel aos participantes que puderam se confraternizar e receber os manuais.

Confira a seguir alguns dos participantes do lançamento do Manual de Melhores Práticas para Multipropriedades Turísticas 

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