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Recuperação da Hotelaria é detalhada no Fórum de Hotéis Independentes

Pedro Cypriano detalhou o ritmo de recuperação de diferentes segmentos da hotelaria no Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes

O IV Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes encerrou a sua programação com o painel “Recuperação da Hotelaria no Brasil”, que contou com a participação de Pedro Cypriano, Sócio-administrador da HotelInvest; e mediação de Diego Garcia, da Ameris Hotéis Independentes.

 

Conteúdo abordado na palestra de Pedro Cypriano

Para começar, Cypriano trouxe números e informações sobre o cenário hoteleiro comentado anteriormente pelos convidados Leandro e Peter. “A minha ideia é trazer os sinais de recuperação que já podem ser enxergados no corporativo e no lazer e o que será em médio e longo prazo. Claro que não temos bola de cristal, mas tampouco a verdade está escrita em pedra. Trouxe aqui um volume de informações sólido, analisando canais de reserva e parceiros intermediadores”, disse Cypriano.

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Recuperação

De acordo com Cypriano “A grande maioria dos empreendimentos (hotéis urbanos e resorts) já se encontra aberta. A maior parte da hotelaria já se encontra em operação e devemos enxergar reaquecimento de demanda nos próximos meses. A grande dúvida ainda é em qual patamar a ocupação deve ficar. Segundo o canal de buscas Kayak, em abril de 2020, atingimos a ordem de 80% a 90% de fluxos abaixo do normal, para 28% atuais para viagens domésticas. As expectativas em torno da normalização aérea no Brasil se intensifica em outubro e a previsão é de que, no início de 2021, vejamos um cenário de tendência de crescimento aproximado ao que tínhamos antes da pandemia. A grande dúvida é em qual patamar, em qual velocidade”.

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Lazer

Segundo Cypriano, “parte da queda no consumo turístico brasileiro no exterior deve ser redirecionada a viagens domésticas. A desvalorização do real tornou as viagens internacionais mais caras. Essa queda não deve se reverter em uma queda da demanda de lazer. Janeiro a agosto de 2019 em relação ao mesmo período deste ano apontou queda de -4,5%. Outro ponto interessante dessa análise são os cruzeiristas. Os cruzeiristas no período pré-pandemia já consideravam a substituição do cruzeiro por um resort ou hotel de luxo (62%). Saindo do lazer e entrando no mercado de eventos vemos um cenário pouco promissor até antes do segundo semestre de 2021. Mais de 50% dos pesquisados acreditam que a distribuição da vacina é essencial para a retomada dos eventos. Tudo isso faz com que o segundo semestre de 2021 seja o período em que a intensificação do cenário aconteça e ganhe corpo de forma gradativa”.

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Retomada do turismo

Corporativo

De acordo com dados da Skift, o motivo das viagens realizadas em agosto de 2020 ainda é lazer e visita a parentes e amigos (39% e 34%, respectivamente). Os dados são referentes ao turismo dos Estados Unidos. Cypriano revelou que: “Olhando para o mercado chinês, foi feita uma pesquisa sobre o quão seguro as pessoas se sentiam em viajar e o incremento em setembro mostrou-se mais expressivo. Isso significa um ambiente próximo ao que operávamos em 2019. As taxas de ocupação no mercado chinês já excedem 60%. As curvas da COVID no Brasil não caíram expressivamente (ainda). Olhando para essas referências internacionais, em algum momento isso deve acontecer no mercado brasileiro também. Não apostamos em um cenário de controle em curto prazo. A descoberta da vacina e o período de vacinação e controle deve alcançar o 4º trimestre de 2021. A economia deve começar a se recuperar no ano que vem, com os eventos se intensificando no segundo semestre de 2021 e a malha doméstica em 70% até dezembro. A partir disso, veremos o crescimento do mercado doméstico e das viagens essenciais a curto prazo”, explicou.

Visão geral

Para ele, “o Consultor sempre tenta se amparar na história para trazer parâmetros, e nesse caso não existiam cenários parecidos. A minha expectativa era de uma dificuldade de previsão em abril que motivou a busca pela informação e a diminuição da cortina de fumaça no setor. Assim, fizemos estudos em parceria com a Omnibees e o FOHB. O mercado ganharia, segundo nossa expectativa, corpo a partir de setembro. A curto prazo, estamos com resultados modestos. O controle da COVID, antes previsto para julho, não aconteceu. Vejo a hotelaria urbana andando um pouquinho neste ano”, detalhou o especialista.

 

Resultados

Cypriano também pontuou sobre a hotelaria urbana no Brasil, que: “Quando comparamos a capital dos estados com o interior, vemos que o interior performa de maneira melhor. Minas Gerais por exemplo, tem 25% dos hotéis analisados com 27% de ocupação. Mais do que trazer uma lição que deve ser aplicada por todos, devemos lembrar que a realidade dos estados é diferente. Quem diria, por exemplo, que São Paulo tem uma performance abaixo de todos os outros estados analisados. As cidades que têm maior ocupação são Manaus, Vitória e Macaé. E as cidades com menor desempenho são Campinas, São Paulo e Maceió. É natural que a queda de tarifas acontecesse na maioria dos destinos, com destaque para Porto Alegre. O RevPar é a lanterna dos mercado analisados, e o interior do Rio de Janeiro performou 21% abaixo do que vinha sendo registrado em 2019”, revelou.

Futuro

Para 2021, são esperados números modestos em torno de ocupação. “Estamos falando de 50% e a partir de 2022, com cenários mais expressivos. Hoje temos expectativas para São Paulo em 2022, com o controle da COVID mais claro. Saindo um pouco da hotelaria urbana e entrando no lazer, vemos que as reservas atuais, segundo os canais da Omnibees, tem volume mais próximo do período pré-pandemia. Caldas Novas, por exemplo, já tem curva ascendente de reserva”, explicou, afirmando assim, que o desempenho do mercado de lazer tem a sua recuperação em ritmo um pouco mais veloz do que o apurado na hotelaria urbana. “Essa retomada para esse segmento é mais expressiva, com dependência de eventos pequena e, em caso de a aviação retomar a sua curva de recuperação,  um cenário mais próximo do que tínhamos no pré-pandemia. Apesar da queda de ocupação, as diárias vão continuar subindo em 2021, andando um pouco de lado em 2022, e alcançando em seguida o crescimento de dois dígitos. O ritmo de crescimento é mais expressivo e já está acontecendo”, completa.

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