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Passaredo repudia ‘assédio’ da Azul Linhas Aéreas em comunicado; entenda

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Aeronave da Passaredo (Foto: divulgação)

A Passaredo Linhas Aéreas divulgou nesta segunda-feira, 26 de agosto, um texto no qual manifesta seu descontentamento com a concorrente Azul, que teria sondado pilotos de sua equipe de profissionais com ofertas de trabalho para ingresso imediato. Confira abaixo o texto na íntegra.

A Passaredo Linhas Aéreas, companhia regional que anunciou na última semana a aquisição da também empresa regional MAP Linhas Aéreas, afirmou nesta segunda feira, dia 26 de agosto, que irá tomar medidas jurídicas junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e à justiça comum diante do assédio que a Azul Linhas Aéreas vem fazendo perante todos do seu corpo técnico de pilotos e co-pilotos. Segundo a direção da Passaredo, o departamento de recursos humanos da Azul tem entrado em contato sistematicamente com todos os pilotos da Passaredo/MAP, oferecendo vagas de ingresso imediato como pilotos de aeronaves a jato, visando prejudicar a empresa no momento em que está estruturando suas novas operações de Congonhas.

Segundo Eduardo Busch, CEO da Passaredo, “Existem centenas de excelentes pilotos com experiência em jatos no mercado, inclusive oriundos da operação da Avianca. A Passaredo recebeu esses currículos recentemente durante a seleção de pilotos que vem realizando. Se a Azul tivesse interesse exclusivo em contratar mão de obra, seria natural aproveitar esses profissionais já experientes no equipamento a jato. Contudo, o que a Azul quer é aliciar a mão de obra da Passaredo para prejudicar a estruturação das operações em Congonhas”.

De acordo com o executivo, “Durante o processo de distribuição dos slots de Congonhas, foi pública e notória a pressão política e institucional que a Azul fez perante a ANAC e o DECEA. Forçaram uma barra enorme tentando impedir o acesso da Passaredo e da MAP ao aeroporto, até o último momento. Agora, uma vez que não tiveram sucesso na pressão política, querem prejudicar a Passaredo tentando sabotar as operações da empresa”, complementou.

Segundo a Passaredo, mais de 80% dos pilotos da empresa foram contatados por representantes da Azul nos últimos três dias. “Ainda bem que temos um time comprometido com nosso projeto. Voar na Passaredo é fazer parte de uma família, é mais do que trabalho. Estamos muito felizes de ver o caráter de nossos tripulantes, que estão indignados com a falta de ética da Azul”, ressalta Busch.

A reclamação da Passaredo perante o CADE e à justiça se baseia na prática de concorrência desleal, nos termos do art. 195 da Lei de Propriedade Intelectual, ou como infração à ordem econômica, nos termos do art. 36 da Lei 12529. Basicamente, o assédio aos pilotos, se exitoso, impedirá a Passaredo de competir de maneira agressiva, e isso desequilibra o mercado.

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