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Papel do líder no pós-pandemia encerra Fórum de Hotéis Independentes

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Para encerrar a programação do 5º Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes promovido pela Ameris na 58ª Equipotel, no São Paulo Expo, zona sul da capital, a palestra “Papel do líder no pós-pandemia” foi ministrada por Marcelo De Elias, professor, empreendedor e fundador da Universidade da Mudança.

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Segundo Marcelo, “os tempos mudaram e as pessoas buscam mais qualidade de vida. Muitas empresas passam por dificuldades por desejarem descobrir novos territórios utilizando velhos mapas. Não é porque uma solução foi eficiente por muito tempo que se deve persistir nas mesmas coisas do mesmo jeito. Quem faz as mesmas coisas, tem sempre os mesmos ou piores resultados. O mundo muda, princípios e valores não mudam. Mas as formas de fazer as coisas sim”.

Para o palestrante, as empresas que flertaram com novas ideias conseguiram sobreviver com mais resiliência e sair com mais rapidez da crise motivada pela pandemia. “O maior momento de pensar em mudanças é quando essas ainda não se tornaram urgentes. Empresas que sempre flertaram com novas ideias, tiveram mais facilidade frente a mudanças mais radicais”, afirmou.

Papel do líder no pós-pandemia encerra Fórum de Hotéis Independentes

Marcelo De Elias provocou a reflexão do público com importantes considerações na última palestra do Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes na 58ª Equipotel (Foto: Hugo Okada)

A pandemia e seus efeitos

Tudo o que vinha sendo delineado no mundo moderno foi acelerado pela pandemia. “O home-office, a vídeo-conferência, tudo isso já vinha acontecendo antes da pandemia. Mas é preciso estar aberto para mudanças. Hoje o jeito de fazer sucesso, é mudar, a mudança virou uma virtude. Muitas pessoas que nunca abriram conta corrente no celular, abriram agora. Pessoas humildes se viram obrigadas a entrar no ambiente digital. O movimento pendular é histórico: de um lado segurança e do outro, liberdade. As pessoas querem liberdade e é onde muitas portas voltam a abrir. Mas essa retomada muda e esse é o grande risco, não adianta vivenciar o futuro com a mente velha”.

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De acordo com o palestrante, líderes tiveram que se adaptar para o home-office mais do que seus colaboradores. “Muitos líderes exigiram que seus colaboradores trabalhassem em casa com a câmera aberta. Isso é um exemplo de encarar o novo com a mente velha.

Novo cenário digital

O cenário digital avançou durante a pandemia. Segundo De Elias, algumas empresas sobreviventes a pandemia, deram um show em gestão de crises. “Muitas empresas ainda estão de pé porque fizeram isso muito bem: reação a urgência. A pandemia nos ensinou que muitas empresas estão aprendendo que muitas outras coisas são necessárias, como a inovação. Essa pode se apresentar como olhar as coisas como sempre foram e mudar. Dogmas antigos como ’em time que está ganhando não se mexe’ estão obsoletos. É preciso transformar o ótimo em insuperável. Temos de ter o olhar de desaprender o velho para dar espaço ao novo”, ensinou.

O olhar de antecipação é um dos fatores que De Elias cita como essencial para a gestão de crises. “A adaptabilidade próativa é algo que um camaleão não pode fazer. Imagine um camaleão que mudasse de cor antes de chegar ao ambiente. É pensar não no que fazemos agora mas sim no que faremos amanhã. São coisas que tem mais foco no importante do que no urgente. Ou seja, é aquilo que não tem hora marcada, mas que se eu fizer, vou obter mais resultados”.

Urgente é o mesmo que importante?

Marcelo De Elias explicou que a antecipação está em muitas situações da vida. “A pessoa se cuida para não adoecer, o que é melhor do que adoecer e buscar uma cura. O olhar do importante antes do urgente. Lidar com o importante antes de se tornar urgente. Como um surfista que vê a onda em formação e entra nela antes. Se você entrar depois, você se torna mais um. A pandemia nos ensinou a humanização nas relações. Liderança é o gesto da humanização e agora estamos prestando mais atenção a isso. Mas o gestor de pessoas, antes de tudo é um líder, e um líder é alguém que se preocupa com o ser humano. Para reter talentos ao seu lado, é preciso atentar para alguns gestos como ouvir a sua equipe”.

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O palestrante encerrou citando a empatia multifocal como forma de entender as pessoas nas suas singularidades. “Tinha um colaborador em minha equipe que era mais motivado pelo amor. Quando eu dizia que se fizesse algo da maneira como eu ensinava sua filha teria orgulho, ele se motivava. Dar feedback é difícil, mas o líder pedir feedback é mais ainda. É uma forma de deixar a equipe mais empoderada, mostrar que não se tem resposta pronta para tudo, mostrando uma certa vulnerabilidade e fomentando a participação, a colaboração”.

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