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Meios de pagamento na hotelaria: o instantâneo está chegando

Quando foi a última vez que você recebeu dinheiro ou cheque no pagamento da hospedagem? A presença da alta tecnologia nos meios de pagamento eletrônicos no Brasil é um fato há muito tempo, mas as mudanças no segmento têm sido cada vez mais velozes de uns anos para cá. Nesta reportagem, a Revista Hotéis aborda algumas das últimas novidades no setor, que segue para a instantaneidade, conversa com executivos de empresas inovadoras do mercado, como PicPay e Zoop, equais soluções estas companhias têm para a hotelaria.

No mundo da hotelaria, o papel, a moeda e o cheque estão em baixa há muitos anos. Ambos praticamente não ficam mais presentes no caixa de hotéis, resorts, pousadas e hostels. Tudo é feito eletronicamente, sobretudo por meio do cartão de crédito. No entanto, nos últimos anos, talvez até nos últimos meses, a tecnologia na área de meios de pagamento avançou bastante no mundo e no Brasil. Este avanço caminha, a passos bem largos, para transferências online. Até o final do ano, o setor certamente vai entrar na Era dos Pagamentos Digitais Instantâneos.

Elvis Tinti: “Os incentivos do Banco Central vão incentivar ainda mais os pagamentos instantâneos” – Crédito da foto – Rogério Cassimiro

Para o Diretor Comercial do PicPay, maior aplicativo de pagamentos do País com sede em São Paulo e mais de 14 milhões de usuários, Elvis Tinti, “com os incentivos do Banco Central para os pagamentos instantâneos e via QR Code, além de um número crescente de smartphones com acesso à internet entre a população, a tendência é uma adoção cada vez maior de pagamentos digitais no Brasil”.

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Em sua análise, Tinti demonstra otimismo. “Consequentemente, as carteiras digitais serão mais difundidas entre as pessoas e terão maior aceitação na rede hoteleira, que deverá estar preparada para acompanhar essa mudança no hábito de pagamento dos hóspedes. A perspectiva é que o País passe de 17 milhões para 150 milhões de usuários de pagamentos móveis até 2028, um crescimento de nove vezes.”

O Diretor Comercial do PicPay também aborda as barreiras. “Os desafios são justamente ingressar nos locais com dificuldades no tráfego de dados da internet e conquistar a confiança das pessoas para adesão às novas tecnologias. Ainda assim, estamos surpresos com o crescimento do uso de carteiras digitais no Brasil, uma evolução que tem acontecido a passos largos”, explica o executivo.

A “instantaneidade” já tem nome e data para começar. Trata-se do Pix, tecnologia desenvolvida pelo Banco Central do Brasil que estará disponível a partir de novembro. A Zoop, com sede no Rio de Janeiro e fundada em 2013, é uma fintech – empresa de tecnologia que desenvolve serviços e produtos na área financeira – que aposta muito na chegada do Pix. Segundo o CEO e cofundador da companhia, Fabiano Cruz, “a empresa está empenhada neste ano em participar do Pix do Banco Central e a partir daí criaremos novos produtos, tomando como base as características deste novo sistema”.

O CEO Fabiano Cruz e o Chief Technology Officer Rodrigo Miranda, ambos cofundadores da fintech Zoop (divulgação)

Importância da hotelaria

Tanto a PicPay quanto a Zoop exaltam a importância do setor hoteleiro nos respectivos negócios e ambas não revelam dados financeiros relativos ao segmento. As duas companhias não fazem distinção entre redes, hotéis independentes, pousadas e hostels. Cruz, mestre em engenharia computacional com atuação, antes de cofundar a Zoop, na IBM, Siemens e BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, explica que “por sermos uma plataforma tecnológica de serviços financeiros, conseguimos atuar em diversos segmentos. Sendo assim, o mercado hoteleiro não poderia ser diferente. Na nossa visão, nossa plataforma pode auxiliar redes de hotéis, hotéis e até aplicativos de hotelaria em infinitas frentes”.

O Chief Technology Officer e cofundador da Zoop, Rodrigo Miranda, exemplifica a atuação na hotelaria. “Com as nossas tecnologias de pagamentos, o hotel tem a possibilidade de realizar o split de pagamentos, facilitando a gestão dos recebíveis e fazendo as divisões conforme a determinação para pagar cada um dos estabelecimentos (Airbnb, Hotel Urbano etc).” Para Tinti, do PicPay, a empresa oferece a possibilidade de que os pagamentos aconteçam diretamente pelo celular, sem necessidade de maquininha, anuidade ou mensalidades. “As taxas por transação também são bastante competitivas no mercado, e o estabelecimento tem total controle sobre a taxa que será descontada de cada pagamento, a depender do prazo para recebimento do dinheiro”.

Para os locais onde o acesso à internet é precário – infelizmente uma realidade em muitos lugares do País –, o Diretor comercial do PicPay conta que a empresa lançou o “PicPay Card, um cartão físico de débito (a partir do saldo da carteira) e de crédito que funciona como uma extensão do aplicativo, possibilitando ao hóspede fazer o pagamento nas máquinas de diferentes adquirentes”.

Ciente de que a grande maioria dos meios de hospedagens é de pequeno porte e familiar, a Zoop abrange soluções para este segmento e todos os demais. “A companhia contempla qualquer negócio que vê como diferencial ter uma solução de pagamento própria para agregar valor ao cliente.

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Vantagem competitiva

Se a hospedagem vê como vantagem competitiva oferecer serviços financeiros com a sua própria marca e ser um provedor do mesmo, conseguimos atender a demanda independente do porte. Isso vai dizer muito sobre as intenções de como o negócio pretende expandir”, diz Miranda, CTO da Zoop e mestre e PhD em engenharia de sistemas pelo Coppe da UFRJ, com atuações na Siemens, GOSharp, Nokia e Vodafone. Ele prossegue: “Mas é claro, a plataforma oferecida pela Zoop é especialmente útil quando você considera os marketplaces que podem se diferenciar dos grandes players de mercado, como Booking, ao poder oferecer uma solução de pagamento que é de ponta a ponta, indo da experiência digital até o mundo físico”.

Soluções para os meios de hospedagem PicPay e Zoop apresentam diversas soluções para os meios de hospedagem. Isto inclui produtos e serviços no mundo físico quanto no mundo digital. O PicPay oferece duas soluções para os estabelecimentos, explica o Diretor Comercial: “o PicPay Empresas, focado em Pessoas Jurídicas com pontos de venda física e taxa por transação de até 1,99%; e o PicPay E-commerce, como solução voltada para websites, sem taxa de adesão ou cancelamento. Em ambos os casos, o usuário faz o pagamento ao estabelecimento pelo celular, por meio de QR Code. Caso o local tenha máquina Cielo, também é possível aceitar o PicPay”.

Em relação a Zoop, o CEO Fabiano Cruz exemplifica com serviços terceirizados num hotel. “Um hotel frequentemente tem serviços de massagem, guias, restaurantes e outros fornecedores envolvidos, cada um com suas peculiaridades operacionais e tributárias, podendo muitas vezes ser executado por terceiros. Em um caso como esse para facilitar a gestão e pagamento de todos os envolvidos, podemos utilizar o split de pagamento, que funciona como uma solução para dividir esses valores”.

Miranda, CTO da Zoop, descreve uma solução utilizada para os parceiros do meio de hospedagem. “O dinheiro transacionado pelos parceiros pode ser liquidado em uma conta digital do próprio estabelecimento ou em alguma outra conta bancária qualquer.

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Essa é mais uma de nossas ofertas onde o nosso cliente pode oferecer para seus clientes contas digitais para que possam receber seus pagamentos sem a necessidade de uma conta bancária tradicional”. Ele destaca que “isso ocorre sem a necessidade de adequação regulatória. Dessa forma, nossos parceiros podem focar no core business que a Zoop cuida do que tange às questões de regulação”, finaliza o executivo.

Pagamentos e transferências iniciados com um simples toque no celular, por exemplo, a qualquer dia do ano, sem limite de horário, e com o dinheiro imediatamente disponível ao recebedor. Este é o Pix, tecnologia que estará disponível a partir de novembro e tornará mais fácil e rápida a realização de pagamentos e transferências entre pessoas, empresas e entes governamentais. É mais uma alternativa além dos modelos tradicionais existentes como TED, DOC, boleto, cheque e cartões.

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Em um comunicado oficial do BC, o Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do banco, João Manoel Pinho de Mello, diz que “para além da rapidez e praticidade dos pagamentos instantâneos, a sociedade poderá sentir os benefícios da maior competição no mercado de pagamentos de varejo, com redução de custos e melhoria na qualidade dos serviços. Além disso, essa iniciativa, em linha com a revolução tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e promove a eletronização dos pagamentos, reduzindo o risco operacional e as dificuldades relacionadas ao uso do dinheiro em espécie”.

A logomarca oficial do serviço de transferência do Banco Central

Para usar o Pix, explica o BC no mesmo comunicado, “será preciso que o pagador e o recebedor tenham conta em um banco, em uma instituição de pagamento ou em uma fintech – não necessariamente uma conta corrente, as transações também poderão ser feitas usando uma conta de pagamento ou poupança”.

O dia e a hora da transação não importarão, nem se o solicitante e o recebedor da operação possuem relacionamento com o mesmo banco ou instituição. A liquidação será imediata, ou seja, o recebedor terá em poucos segundos os recursos disponíveis em sua conta. Mais que celeridade, “o Pix trará mais facilidade na realização das transações, que poderão ser feitas por meio de QR Code ou a partir da inserção… Essa matéria especial só pode ser lida na íntegra em nosso aplicativo. Ele está disponível na versão Apple e android. https://www.revistahoteis.com.br/aplicativo Além deste conteúdo, verá diversas outras matérias exclusivas em nosso APP e terá o mundo da hotelaria na palma da mão.

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