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Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

As avaliações dos hóspedes em relação a experiência que tiveram nos meios de hospedagem vão mudar muito a partir da pandemia do novo coronavírus

A pandemia da COVID-19 fará alterações profundas em normas e procedimentos operacionais dos hotéis. O hóspede será ainda mais exigente e a velha máxima do tripé para um hotel ter sucesso que é a localização, localização e localização, poderá ser mudado para limpeza, limpeza e limpeza. Os hábitos de higiene dos hóspedes mudaram muito nessa pandemia e alguns estão até com paranoia e desconfiam que o vírus pode estar em qualquer lugar à espreita para contaminá-lo. E uma pesquisa da Skift, a maior plataforma de inteligência da indústria e marketing em viagens, detectou isso. A localização não é mais o quesito principal na hora de escolher um hotel, pois agora os hóspedes estão mais preocupados é com o fator limpeza. E de nada adiantará o hotel ter um bom colchão, chuveiro, amplas áreas de lazer, uma variada gastronomia, um moderno fitness center e tentar oferecer muitos mimos aos hóspedes se pesa contra si avaliações negativas da limpeza no TripAdvisor. Por isso, limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

 

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Retomada do turismo

E gigantes mundiais da hotelaria já perceberam que esse será um dos novos desafios a serem enfrentados pós pandemia do  COVID-19, como a Marriott International que criou recentemente um Conselho Global de Limpeza com o objetivo de promover altos padrões de limpeza durante e pós a pandemia. A plataforma multifacetada para atender aos novos desafios de saúde e segurança conta com tecnologias aprimoradas e isso inclui pulverizadores eletrostáticos com desinfetante de nível hospitalar para higienizar superfícies em todo o hotel. Utilizando a mais alta classificação de desinfetantes recomendada, os pulverizadores limpam e desinfetam rapidamente áreas inteiras.

Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

A Marriott International criou recentemente um Conselho Global de Limpeza com o objetivo de promover altos padrões de limpeza durante e após a pandemia (Freepik)

Além disso, a empresa está testando a tecnologia de luz ultravioleta para higienizar as chaves de convidados e dispositivos compartilhados pelos associados. “A COVID-19 criou uma nova era na hotelaria e estamos revendo nossos padrões operacionais para maximizar a segurança de nossos hóspedes e associados. Queremos que eles entendam o que estamos fazendo hoje e planejemos no futuro próximo nas áreas de limpeza, higiene e distanciamento social, para que, quando passem pelas portas de um de nossos hotéis, conheçam nosso compromisso com sua saúde e segurança, que é a nossa prioridade. É igualmente importante para nós que nossos associados saibam as mudanças que estamos fazendo para ajudar a proteger sua saúde ao servir nossos hóspedes”, destacou o CEO da Marriott International, Arne Sorenson.

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Cuidados redobrados de higienização

Já a rede hoteleira espanhola Meliã montou um esquema especial para os 12 empreendimentos que seguem operando no País, mesmo em meio ao processo de isolamento social gerado pela pandemia do coronavírus. E, para receber corretamente os hóspedes considerando o momento, Meliá Jardim Europa, Meliá Ibirapuera, Tryp São Paulo Higienópolis e Tryp São Paulo Tatuapé adaptaram sua operação com cuidados redobrados de higienização, conforme as recomendações da OMS. Nos meios de hospedagem que permanecem funcionando, a companhia tem adaptado padrões de serviço e implementado procedimentos como o uso de máscaras pelos colaboradores e a disponibilização de álcool em gel em diferentes pontos nos hotéis. Mas não é só. Check in e check out agora seguem orientações de distanciamento e segurança, restaurantes e áreas de lazer, como piscina e academia, encontram-se fechados, e o café da manhã é servido no apartamento, assim como o room service.

Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

Paulo Michel: “Nossos protocolos de higiene e segurança foram ajustados de acordo com as recomendações da OMS” (Foto: divulgação)

O Louvre Hotels Group – Brazil adotou uma série de medidas internas em toda a rede de hotéis no País que são administrados nas marcas Royal Tulip, Golden Tulip, Tulip Inn e Soft Inn. O plano de ações inclui treinamento e atualização constante das equipes sobre informações que surjam interna e externamente, evitando que o novo coronavírus se dissemine pelos hotéis e preservando o bem-estar de hóspedes e colaboradores. “Nossos protocolos de higiene e segurança foram ajustados de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde em todos os nossos hotéis para cumprir as novas diretrizes. Queremos garantir ao cliente uma estadia segura e agradável em nossos hotéis”, esclarece o CEO da rede no Brasil Paulo Michel. Entre algumas ações que rede Louvre Hotels Group está adotando estão: Orientação geral detalhada e atualizada para as equipes dos hotéis sobre como lidar com a situação no dia a dia e reforço dos procedimentos operacionais (avisos, limpeza, EPIs, etc), seguindo também recomendações da OMS; Disponibilização intensificada de álcool em gel em todas as dependências do hotel e material gráfico informativo enviado aos hotéis para serem expostos nas áreas comuns do hotel.

Segurança e bem estar aos hóspedes

A rede Swan Hotéis decidiu manter em operação durante a quarentena da COVID-19, quatro de suas cinco unidades no Rio Grande do Sul, mas para oferecer segurança e bem-estar aos hóspedes, elaborou o Guia Swan Contra a COVID-19. A CEO da rede, Gabriela Schwan Poltronieri explica que esse Guia foi elaborado levando em consideração todas as ações que devem ser implementadas, seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde. “Atividades do dia a dia foram modificadas, para evitar ao máximo o contato entre pessoas. O café da manhã está sendo servido nos apartamentos para cada hóspede, com todos cuidados de higienização, mesmo procedimento adotado pelos restaurantes que funcionam dentro dos hotéis – entrega dos pratos direto nos apartamentos. Todas as superfícies com maior contato tanto nos apartamentos como nas áreas comuns, estão com higienização reforçada, especialmente detalhes como maçanetas, balcões, interruptores, corrimões. As áreas de trânsito dentro do hotel estão com espaços delimitados por marcadores, de forma que tanto os hospedes quanto os funcionários circulem apenas o mínimo necessário”, destacou Gabriela.

Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

O Guia Swan contra a COVID-19 tem bastante informações para garantir a segurança dos hóspedes e colaboradores (divulgação)

Para manter a segurança nos serviços de delivery, a rede hoteleira está solicitando aos entregadores que higienizem as encomendas antes de entregar aos hóspedes. Itens de leitura, como jornais e revistas, foram retirados do lobby dos hotéis, para evitar contaminação cruzada. Em todos os apartamentos, a direção operacional colocou um espaço para que os hóspedes possam deixar seus calçados incentivando que eles usem para evitar a contaminação nos demais espaços do apartamento. “No Swan Tower Novo Hamburgo, que tem como característica um grande número de moradores, especialmente pessoas acima de 60 anos, a equipe se dispõe a fazer as compras, higienizar corretamente e entregar no apartamento do morador”, concluiu Gabriela.

 

Reinventar a governança hoteleira

Maria José Dantas, Presidente da ABG – Associação Brasileira de Governantas e Profissionais de Hotelaria assegura que a governança hoteleira deverá se reinventar no pós COVID-19 diante da nova realidade nunca antes experimentada. “A governança hoteleira passará por uma transformação, com a adoção de novos processos, adaptação de materiais, EPI’s, novos protocolos de segurança para as equipes e para o hóspede. O setor terá grande protagonismo como influenciador na escolha do cliente de um hotel para se hospedar, baseado na confiança e na percepção de segurança”, assegura Maria José. Mas ela faz um alerta. Poucos são os hotéis no Brasil que possuem equipes operacionais de governança conscientes e preparadas para evitar a contaminação biológica. “Todas as vezes que eu palestrei para essas equipes operacionais sobre a contaminação biológica no processo de limpeza dos apartamentos, eu saía do auditório com a certeza que tinha falado sobre algo que a maioria desconhecia. Alguns poucos tinham consciência, outros alguma ideia e, para a maioria, era tudo novidade. O meu desafio era passar para eles a compreensão do que é sujidade biológica e fazê-los entender, com total clareza, a diferença entre processo de higienização e limpeza”, enfatiza Maria José.

Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

Maria José Dantas: “Poucos são os hotéis no Brasil que possuem equipes operacionais de governança conscientes e preparadas para evitar a contaminação biológica”

Garantir a segurança do hóspede

Para ela, são esses processos que podem garantir a segurança do próximo hóspede e é na execução deles que camareiras e arrumadores correm maior risco de contaminação. “Se o uso de bactericida já era uma necessidade extrema para a higienização dos banheiros, os novos tempos exigem uma adaptação na rotina da camareira e no processo de limpeza diária. No método ABC de Housekeeping, que orienta a sequência lógica dos processos de higienização, limpeza e arrumação, a recomendação é usar bactericida no banheiro e detergente no quarto. Para o momento atual, é imprescindível a higienização das mãos ao final de cada processo de limpeza” completa Maria José deixando algumas recomendações:

  • No atual contexto, o uso do bactericida pode ser ampliado para todas as superfícies do quarto, controles remotos, bancadas de trabalho, telefones, maçanetas internas externas, enfim, em todas as superfícies que o hóspede toca.
  • Alguns desses itens já eram limpos com bactericida, outros só com detergente que, comprovadamente, também é eficiente para combater o vírus.
  • É muito importante observar que a limpeza dos componentes eletrônicos deve ser cuidadosa para não danificá-los. O Ideal é o uso do álcool 70° com pano umedecido, ou panos especiais de limpeza com peróxido de hidrogênio, em sentido único.
  • Os cuidados das equipes de governança redobraram. O uso de EPI’s tornou-se essencial, bem como a higienização das mãos. Algumas áreas que poderiam passar despercebidas, agora têm que ser objeto de atenção como, por exemplo, as botoeiras dos elevadores, fonte de contaminação das mãos.
  • A lavagem frequente das mãos, como amplamente divulgado por especialistas, pode ser a maior arma contra essa pandemia. Se não puder lavar as mãos imediatamente, use álcool gel.
  • Temos que ter atenção e cuidado com as ações rotineiras, como andar de elevador, pegar em corrimãos e fechar as torneiras.
  • Jamais consumir qualquer alimento deixado nos apartamentos, além do risco de envenenamento, o risco de contaminação é muito alto.
  • Outro hábito que deve ser incorporado é a higienização diária dos uniformes, em algumas empresas isso já é regra.
  • Já para os cuidados pessoais além do ambiente profissional, também é recomendado retirar a roupa usada no transporte para ir e voltar ao trabalho assim que chegar em casa e não vestí-las novamente até serem lavadas, assim como a lavagem das mãos.
  • Já foi comprovado que o vírus sobrevive por algum tempo em contato com a nossa roupa, então essa atitude ajuda na prevenção. O ideal é, ao chegar em casa, retirar toda a roupa usada no transporte e tomar banho.
  • O suporte do carrinho onde a camareira coloca a mão para empurrar também precisa ser higienizado várias vezes por dia, preferencialmente na saída de cada apartamento, assim como a higienização dos pulverizadores/borrifadores, das luvas e das mãos.
  • Nesse caso, torna-se obrigatório ter uma solução bactericida no carrinho, que pode ser o álcool gel, peróxido de hidrogênio ou solução clorada.
  • É importante lembrar que o cloro pode danificar metais cromados e outras superfícies. área hospitalar e pode ser utilizado com segurança no setor hoteleiro.
  • Independentemente da solução higienizadora, é preciso oferecer à camareira uma opção para lavar as mãos ao final de cada processo.
  • A camareira deve usar a própria pia do apartamento após higienizado e tenha papel toalha para secar as mãos.
  • Em seguida, ela deve pulverizar bactericida novamente e secar a pia com papel toalha. Se não houver outra opção, essa pode ser a melhor alternativa para a lavagem frequente das mãos. E Maria José conclui dizendo: “O ato de hospedar alguém já presume que o anfitrião se preocupará em cuidar, dar atenção, oferecer o que houver de melhor para prover o bem-estar e conforto do seu visitante. Isso significa trabalhar dentro dos princípios da hospitalidade e, na atual conjuntura, também significa atender em conformidade com as orientações das autoridades de saúde”.

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Liberação gradativa

Alerta público a SANTUR – Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina está liberando de forma gradativa a reabertura dos hotéis que estavam com as atividades suspensas em razão da COVID-19. Mas a entidade alertou que fará uma forte vigilância e fiscalização e para elaborou e distribuiu um estudo aos meios de hospedagem elaborado pelo COES – Centro de Operações de Emergência em Saúde. Entre algumas obrigações comuns a todos os empreendimentos com funcionamento autorizado estão:

  • Uso de máscaras por parte de todos os funcionários, inclusive os que não tenham contato com o público;
  • Priorização de afastamento sem prejuízo de salário dos trabalhadores com mais de 60 anos, hipertensos, diabéticos, gestantes e imunodeprimidos e medidas de higienização e prevenção ao contágio;
  • Somente poderão ativar 50% de sua capacidade total de hospedagem;
  • Devem disponibilizar álcool gel para uso dos clientes na recepção, nas portas dos elevadores e nos corredores de acesso aos quartos;
  • Os serviços de alimentação, tais como restaurantes, bares e lanchonetes, localizados dentro das hospedagens poderão atender aos hóspedes somente em serviço de quarto;
  • As áreas sociais e de convivência, tais como sala de jogos, academias e piscinas, deverão permanecer fechadas;
  • O serviço de governança deverá intensificar a higienização dos quartos e banheiros com desinfecção das superfícies com álcool a 70º ou sanitizantes de efeito similar, além da limpeza de rotina;
  • Ao final da estadia do hóspede, o estabelecimento deverá realizar a limpeza e desinfecção completa do quarto e superfícies, antes da entrada de novo hóspede;
  • Todos os trabalhadores deverão usar máscaras de “tecido não tecido” (TNT) ou tecido de algodão durante todo seu turno de serviço, independentemente de estarem em contato direto com o público;
  • Nos pontos de atendimento aos hóspedes, deve ser disponibilizado dispensador de álcool gel.

Limpeza e higienização serão fatores decisivos na escolha dos hotéis pós COVID-19

O manual de boas práticas na hotelaria que a Santur lançou contém muitas informações importantes

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Mario Cezar Nogales

Sobre o uso de álcool 70 nos equipamentos eletrônicos.
Como consta em minhas duas obras “Camareira em Hotelaria” e “Gestão e operações hoteleiras” o produto correto é o Álcool Isopropilico.

Assim como outras superfícies depende muito de como lá reage pois cada material tem produtos corretos e de acordo com o PH.

O problema não é implantar o sistema correto. A questão é treinar as camareiras com o conhecimento correto.

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