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Hotelaria hospitalar e hospitalidade hoteleira… “semelhanças” que fazem a “diferença”

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Roberto Toschi*

São dois termos que se confundem, levam a repensar para compreender: hotelaria hospitalar e hospitalidade hoteleira. Na prática, eles fazem toda a diferença, somam forças e ganham cada vez mais importância em seus respectivos mercados. Afinal, quem nunca se pegou cheirando ou alisando as roupas de cama e banho num quarto de hotel, por exemplo? E num hospital, quantos são os pacientes que preferem levar a rouparia de casa para sentirem-se menos constrangidos pelo ambiente hospitalar?
Nessas situações, os enxovais, que pareciam mais um detalhe entre tantas outras atribuições, assumem papéis principais dentro de um estabelecimento hospitalar ou até mesmo hoteleiro. E a escolha desses itens não é tão fácil e simples quanto parece, chegando a repercutir diretamente nos negócios. A opção certa é fundamental tanto para evitar desperdícios – comprar a marca mais barata e não ter a qualidade esperada pode acarretar em gastos dobrados – quanto para satisfazer e até fidelizar clientes.
Em diferentes setores, mas com a mesma relevância, os tecidos são o ponto de partida para a qualidade dos enxovais. E seu destino não se limita a toalhas de banho e mesa, guardanapos, jogos de lençóis, roupões etc. Os tecidos especiais são primordiais para a confecção, por exemplo, dos uniformes dos profissionais e, num ambiente hospitalar, como em centros cirúrgicos e UTIs, as necessidades vão ainda além da qualidade. São indicados tecidos com alta tecnologia agregada, que colaboram com a assepsia dos ambientes e, consequentemente, no combate a infecção hospitalar, preservando a saúde de pacientes e profissionais da área.
Ainda na área da saúde, não param de surgir novas soluções práticas, econômicas e até socialmente corretas. O protetor de enxoval MIP, por exemplo, que lançamos ao mercado nacional recentemente, é usado para cobrir a roupa de cama de hospitais, podendo reduzir em até 40% as despesas com enxovais, tornando-se uma opção favorável ao meio ambiente, tanto pela economia de água quanto pelo desperdício com produtos descartáveis. Para se ter uma idéia, o tecido tem secagem ultra-rápida, em apenas 10 minutos, e absorve até 2 litros por m², proporcionando mais de 200 utilizações. Ou seja, um “negócio da China” como diz o jargão popular, apesar dele vir do Canadá.
Não é à toa que o setor hospitalar chegou a movimentar R$ 137,9 bilhões conforme pesquisa realizada pelo IBGE sobre o ano de 2007 e divulgada em dezembro passado. De 2005 a 2007, a taxa de crescimento foi maior do que a da média da economia – 4,3% contra 3,7%. Outro importante indicador é o aumento do número de beneficiários de planos de saúde, que passou de 31,4 milhões, em dezembro de 2003, para 41,4 milhões, em junho de 2009, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Diante desse panorama, a indústria têxtil tem ótimos motivos para estar animada em relação ao futuro. Afinal, até agora falamos somente de um setor. Imagine se nos aprofundarmos também no segmento hoteleiro no Brasil, que tem perspectivas super otimistas frente às previstas Copa do Mundo e Olimpíadas.
O Brasil tem de se preparar para receber milhares de turistas e, além da infra-estrutura das cidades, as redes hoteleiras são o foco dos investimentos. De acordo com estimativa da Associação Brasileira de Hotéis (ABIH), a oferta de apartamentos de hotéis deve subir de 28,2 mil unidades hoje para 48 mil em 2016. E, com isso, capacitação profissional e produtos de qualidade –desde nas acomodações ao bar e restaurante- são itens fundamentais para um atendimento de primeiro mundo. É a hospitalidade hoteleira que impera.
A verdade é que, seja qual for o segmento, qualidade e personalização são essenciais para destacar-se diante do mercado ao cliente. E, para o negócio, essas características ainda impactam positivamente no faturamento, já que resultam em maior durabilidade. Agora, voltando aos enxovais, ainda é possível pensar que eles não fazem a diferença tanto num hotel quanto no ambiente hospitalar?

*Roberto Toschi, diretor de marketing da Sabie, indústria especializada em enxovais corporativos com 79 anos de mercado.

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