Criador da coliving Casa Campus visitou o Brasil em busca de oportunidades


O criador da empresa de coliving Casa Campus, Fahad Siddiqui, esteve entre os dias 24 a 27 de junho em São Paulo e no dia 28 de junho na cidade do Rio de Janeiro em busca de parcerias ao projeto de coliving. Esse sistema vem ganhando adeptos em todo o mundo e visa atingir um número crescente de estudantes, turistas e profissionais liberais. Oferece hospedagem e moradia sem excesso de burocracia, em ambientes integradores, com foco em convivência coletiva, sustentabilidade, tecnologia, custos minimizados, que se adaptam as mudanças geracionais da região.


Fundada na Argentina em 2013, a Casa Campus é a maior empresa da América Latina dedicada ao desenvolvimento e operação de moradias para estudantes universitários e jovens profissionais no gênero de coliving. É uma comunidade em pleno desenvolvimento, que a cada dia agrega valor a seu crescente número de seguidores. Até o momento, possui uma equipe de mais de 60 funcionários, cerca de 600 membros e mais de 300 parceiros de investimento.
A rápida visita de Siddiqui ao Brasil teve como objetivo conscientizar e desenvolver o conceito de coliving. Segundo ele, o Brasil apresenta as condições socioeconômicas perfeitas para essa modalidade de negócios. “O mercado imobiliário evoluiu muito nos últimos anos. As novas tecnologias de construção, mais sustentáveis e eficientes, o uso de energias renováveis e até mesmo uma nova concepção do que é um lar marcaram o futuro do mercado imobiliário internacional, que tem um novo público, com demandas e interesses próprios. O potencial de coliving no Brasil é enorme. Decidimos viajar para São Paulo e Rio de Janeiro porque, como em outras cidades da região e do mundo, vemos que os pilares e as condições fundamentais para o desenvolvimento do conceito são extremamente favoráveis. Acreditamos no futuro das duas cidades, elas têm características culturais únicas, suas instituições acadêmicas têm prestígio, têm potencial turístico e crescente número de profissionais liberais “, ressalta Siddiqui.


Grande potencial de crescimento no Brasil
Ele lembra que a Casa Campus é uma empresa que opera edifícios residenciais sob a modalidade de coliving. Deste ponto de vista, é atraente para diferentes tipos de investidores, sejam eles institucionais, individuais ou de varejo. De certa forma, é uma variante para investidores tradicionais focados em condomínios desenvolvidos no Brasil. Da mesma forma, a Casa Campus pode operar novos edifícios, ou reformar construções já existentes na modalidade de hotel e/ou condomínio/hotel, mas com uma operação de menor custo, que aponta para um mercado potencial autônomo, gerando maior rentabilidade.
Siddiqui explica que o conceito da empresa Casa Campus chega ao Brasil com investidores associados e que, nessa primeira etapa, eles planejam desenvolver entre cinco e oito prédios. Esses edifícios devem contar com um número de apartamentos que gira, aproximadamente entre 100 e 150 unidades, cuja metragem varia de 20 a 28 m2. “Isso implica em um investimento médio de US$ 10 milhões por prédio. Essa primeira fase é voltada para o desenvolvimento da Casa Campus no Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma.


No entanto, o empresário ressalta que tem planos de aumentar o escopo de atuação no País, com o intuito de, futuramente, explorar o potencial, de outras cidades brasileiras. Em São Paulo, a área escolhida compreende a zona de Faria Lima, Av. Paulista, Av. Rebouças e Itaim Bibi, bairros nobres da capital do estado de Sã Paulo. No Rio de Janeiro, este escopo geográfico ainda está sendo delimitado.