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Brasil tem mais de duas centenas de travel techs; estudo traz panorama do setor

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Você sabe o que é uma travel tech? Pode ser que, em seu conceito técnico e teórico, não, mas seguramente você tem conhecimento prático sobre o assunto. Travel techs são as empresas de tecnologia da informação que prestam serviços de intermediação de viagens, turismo e mobilidade, cada vez mais acessadas pelos diferentes estratos socioeconômicos da população.

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Um panorama desse mercado foi desenvolvido e está concentrado em um estudo inédito no país: o Anuário das Travel Techs Brasileiras. A pesquisa foi realizada pela Loureiro Consultores: “O anuário é um trabalho pioneiro, de mapear o ecossistema brasileiro de travel techs, e é apenas o primeiro trabalho de muitos sobre esse mercado”, adianta o consultor Fernão Loureiro, responsável pelo estudo.

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O anuário deste ano identificou 219 empresas brasileiras que atendem aos critérios de travel techs, que devem movimentar mais de R$ 35 bilhões já em 2022. Elas foram divididas em sete categorias: Agenciamento e Reservas On-line (63 players), Despesas Corporativas (15), Eventos (26), Experiências (12), Hospedagem (27), Mobilidade (todos os modais; 59 players) e Tecnologia para Outros Players (17). Segundo Loureiro, elas estão listadas por ordem alfabética, e o ranking por tamanho ou valor de mercado por ora não será aplicado, já que o objetivo é priorizar o mapeamento propriamente dito.

Para tanto, foi tomado como critério inicial o fato da empresa ter sido criada no Brasil. Além disso, para figurar no radar do estudo, a empresa tem que ser detentora dos seus ativos de tecnologia. Também houve rigor com o conceito de travel tech. Foram mapeadas startups que, no uso intensivo de tecnologia, são voltadas a atividades de fato relacionadas à viabilização de viagens, turismo e deslocamentos.

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Convidado a contribuir por ter lançado em 2020 o Mapa das Travel Techs, com 96 empresas, o fundador, sócio e CEO da Onfly, Marcelo Linhares, diz que todas as 219 empresas mapeadas de fato proporcionam ao público soluções em turismo e mobilidade. Por sinal, observa Linhares, há uma convergência cada vez maior entre essas duas categorias – turismo e mobilidade. “Embora historicamente sejam considerados segmentos diferentes, quando olhamos a jornada do viajante essas verticais se cruzam e se sobrepõem o tempo todo, tornando-se quase indissociáveis”, argumenta.

Conforme antecipado por Fernão Loureiro, a construção do anuário é o primeiro passo para uma série de iniciativas com o intuito de promover e buscar a expansão do segmento de travel techs. “Lançaremos eventos e capacitações ao mercado sobre tecnologia, seja de empresas tradicionais – que também têm tecnologia de serviço ao cliente, controle de custos e rastreamento de pessoas – como especialmente de empresas nativamente digitais.”

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Impulso importante porque, de acordo com a avaliação de Marcelo Linhares, a recuperação da atividade turística – uma das mais atingidas pela pandemia de Covid-19 – “passa inevitavelmente por uma transformação digital”, tanto de consumidores como, sobretudo, dos players do mercado. “Estamos defronte do maior desafio da história para o setor. De um lado, milhões de pessoas com hábitos cada vez mais digitais, ávidos pelo retorno das viagens e, de outro, uma indústria totalmente fragilizada e ainda repleta de ineficiências, com baixíssima maturidade digital.”

Brasil tem mais de duas centenas de travel techs; estudo traz panorama do setor

O anuário deste ano identificou 219 empresas brasileiras que atendem aos critérios de travel techs (Foto: Pixabay/Free-Photos)

Linhares acrescenta: “O turismo brasileiro não pode ficar ilhado no meio de tanta disrupção que está acontecendo em outros países e segmentos, proporcionada pela democratização da tecnologia e da digitalização. Nunca a tecnologia esteve tão acessível como agora, e o setor precisa urgentemente se digitalizar ou ficará como coadjuvante nesta nova economia.”

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Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), o turismo no Brasil representou 8,1% do PIB em 2018, “o que evidencia a importância do estudo para detalhamento destas movimentações do setor, que é tão significativo para a economia nacional”, complementa o CEO da Onfly.

Além da Onfly, o anuário da Loureiro Consultores contou com o apoio dos seguintes players do mercado: Sensys, Compra Direta, Loupit, Argo, B2B, Tech Travel, Kontrip, Gover, Paytrack e Nina Tech. As seguintes empresas de atividades correlatas também contribuem com a publicação: Localiza, CEP Transportes e AVSC.

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Harus 1

ACESSE O ESTUDO: https://1drv.ms/b/s!Ai1Jui_mH9oi51I5lRIDHuaa5j_r?e=e8xHoI

MAIS INFORMAÇÕES: https://loureiroconsultores.com/travel-techs

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