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Proibição dos cassinos no Brasil é tema do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas

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Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA foi um dos debatedores deste painel

Direto de São Lourenço (MG) Os 70 anos de proibição dos cassinos no Brasil foi o painel que abriu a grade de programação do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas que teve início agora há pouco em São Lourenço (MG). O evento que acontece no Hotel Brasil, é promovido pela FBHA — Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação em parceria com a Les Clefs d’Or – Associação Brasileira de Concierges e conta com apoio oficial da Revista Hotéis e de várias entidades. Participaram deste painel Euler Corradi que é autor do livro “O Rei da Roleta”, biografia da vida de Joaquim Rolla, considerado o maior empresário dos cassinos no Brasil. Também participaram deste painel, Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; Marco Aurélio, Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurante e Bares de São Lourenço; o Deputado federal Newton Cardoso Júnior e Magnho José Santos de Sousa, Presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal que começou seu debate enfatizando que: quando o decreto presidencial fechou em 1946 os 71 cassinos no Brasil, simplesmente acabou com 53 mil empregos de forma direta. E desde então, o Brasil mantém a legislação mais antiga e inadequada na área de jogos no mundo. “Hoje os jogos controlados pela Caixa movimentam cerca de R$ 14 bilhões ao ano, mas os ilegais movimentam muito mais. O Jogo do bicho movimenta 12 bilhões e completa 75 anos de proibição, mas a sociedade acredita que esta aposta é legal, pois ninguém deixa de receber. Estima-se que existem cerca de 450 mil pontos de jogos no Brasil, contra 13 mil pontos da Caixa. Estima-se também que as máquinas caça níquel movimentem 3,6 bilhão, os bingos, R$1,3 bilhão, as apostas na internet movimente cerca R$ 3 bilhões. Ou seja, esta indústria ilegal movimenta mais de R$ 20 bilhões de aposta ao ano”, revelou Sousa.

Magnho José Santos de Sousa
Magnho José Santos de Sousa: “O Brasil mantém a legislação mais antiga e inadequada na área de jogos no mundo”

Potencial do mercado

Ele lembra que existe um potencial grande para os jogos no Brasil, pois estima-se que cada brasileiro gasta R$ 170,00 por ano em jogos, mas muito atrás de outros mercados, como Itália que gasta R$ 2.175,00. “A indústria de cassinos movimenta nos Estados Unidos movimenta US$ 240 bilhões anual”.

E uma vez legalizado os cassinos, a Região Sul de Minas tem uma grande vocação, tanto com equipamentos hoteleiros, como a produção de equipamentos de cassinos no Brasil”, destacou Sousa. Ele se mostra bem otimista em relação a legalização dos cassinos no Brasil, pois o atual momento é bem favorável, pois o Governo Federal necessita de receitas e geração de empregos. “A Câmara dos deputados fez a reunião de 14 projetos e criou a Comissão Especial do Marco regulatório dos Jogos no Brasil. Com isto, abriu-se as discussões para a legalização dos jogos no Brasil, incluindo cassino, bingos e o do bicho. E Sousa lembra que a atual legislação no Brasil faz com que seja praticamente impossível de se lavar dinheiro nos jogos, pois cada movimentação acima de R$ 10 mil tem de se comunicar ao COAF. “Isto desmistifica as críticas dos céticos ou mesmo do Ministério Público”, concluiu Sousa.

Marco Aurélio: "“São Lourenço tinha sete cassinos, Caxambu tinha quatro, assim como várias outras cidades"
Marco Aurélio: ““São Lourenço tinha sete cassinos, Caxambu tinha quatro, assim como várias outras cidades”

Em seguida Marco Aurélio iniciou sua explanação lembrando os áureos tempos dos cassinos que movimentava toda a economia da região do Circuito das Águas de Minas Gerais. “São Lourenço tinha sete cassinos, Caxambu tinha quatro, assim como várias outras cidades. A economia da região era muito fomentada e havia linha aérea diária trazendo turistas de várias partes do mundo que ainda podiam aproveitar as águas termais”, lembrou Aurélio. Segundo ele, logo depois do fechamento, foi tentada várias vezes a reabertura, através de projetos de leis que não prosperaram. Com isto, houve uma queda acentuada na economia das cidades dos Circuitos das Águas e somente os cassinos podem reativar”.

Euler Corradi lembrou que da noite para o dia os investimentos do empresário Joaquim Rolla simplesmente acabaram após a decretação em 1946 pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra.  Segundo Corradi, o empresário Rolla foi proprietário das casas de jogo Cassino da Urca, Cassino de Icaraí, Hotel-Cassino Quitandinha, Cassino da Pampulha, Grande Hotel de Araxá e Cassino da Urca de Poços de Caldas.

Newton Cardoso Jr: A Comissão está tendenciosa em querer aprovar somente os projetos de cassino com o maior valor investido e assim colocar os cassinos dentro dos resorts no Brasil"
Newton Cardoso Jr: A Comissão está tendenciosa em querer aprovar somente os projetos de cassinos com o maior valor investido e assim colocar os cassinos dentro dos resorts no Brasil”

Momento favorável

O Deputado federal Newton Cardoso Júnior se diz muito confiante que os jogos serão legalizados em breve no Brasil, pois o atual momento é favorável e exige geração de receitas e empregos. “Os aumentos da carga tributária e impostos como a CPMF, a Lei de repatriação de recursos no exterior de bens não declarados são tentativas do Governo Federal para aumentar as receitas. Mas legalizar os jogos é mais simples de que as alternativas mencionadas”, lembrou o Deputado Newton Cardoso Júnior que integra a comissão na Câmara dos Deputados que está sendo debatida a legalização dos jogos no Brasil.

Um grande público prestigiou o painel
Um grande público prestigiou o painel

Ele disse que na semana passada deu entrada no Requerimento 37 para que sejam incluídas as estâncias hidrominerais como prioritárias para receber os cassinos no Brasil, pois hoje o que se discute é a contemplação de apenas 35 cidades no Brasil. “Como não entrou na pauta das discussões na semana passada, eu exigi que o documento fosse lido e o requerimento acolhido na Comisão. Tenho notado que esta Comissão está tendenciosa em querer aprovar somente os projetos de cassino com o maior valor investido e assim colocar os cassinos dentro dos resorts no Brasil. Isto é inaceitável e vamos defender, pois senão, todos os cassinos ficarão em economias fortes como a de São Paulo”, enfatizou o Deputado que defende que o desenvolvimento regionalizado seja a primícia básica da legalização dos cassinos no Brasil. “Temos que comprar a briga e fazer pressão para que nossos pleitos sejam atendidos, pois a vontade da Região do Circuito das Águas de Minas Gerais é de ter cassinos para revitalizar a economia”, concluiu.

E finalizando o debate, Alexandre Sampaio destacou que ações como este painel engrandecem o setor de turismo, pois é uma oportunidade para os empresários  discutirem e interagirem e assim escolherem o melhor caminho. “Apoiamos a legalização dos jogos como os cassinos, pois vão fomentar a economia de muitas cidades, como as dos Circuito das Águas de Minas, assim como a economia de muitos estados”.

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