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Ocupação hoteleira no Brasil ficou acima da expectativa durante o Carnaval 2018

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A Praça da Estação, cartão postal da capital mineira, foi uma grande concentração dos foliões - Crédito da Foto para Alexandre Guzanshe

O Carnaval de 2018 registrou altos índices na ocupação hoteleira do País e os números registrados em São Paulo bateram recordes históricos para o período. De acordo com dados da ABIH Nacional — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis –, as cidades mais procuradas nesse carnaval foram Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Olinda (PE) e Fortaleza (CE). O Rio de Janeiro alcançou a média de 86% de ocupação em seus hotéis e bairros como Flamengo e Botafogo atingiram 96%, seguidos por Ipanema, Leblon e Copacabana, com 89% e Barra da Tijuca que fechou sua ocupação em 82%.

Manoel Cardoso Linhares: “A taxa de ocupação dos hotéis tem crescido muito no período do carnaval”- Divulgação

Já a capital paulista surpreendeu o País pela quantidade de foliões na rua e alcançou no Carnaval de 2018 a maior ocupação registrada para o período: 45%. Belo Horizonte também teve seu cenário alterado. A capital mineira passou de cidade de partida a destino para quem quer pular o carnaval. “Cidades como São Paulo e BH estão começando a ser consideradas uma opção de destino para o carnaval brasileiro e de produto para as agências e operadoras de turismo. Nos últimos dois anos, em ambas as cidades, a ocupação dos hotéis no período teve um aumento em torno de 15%” explicou Manoel Cardoso Linhares, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional.

Marco histórico

Um carnaval para marcar a história e o desempenho da hotelaria na capital mineira, assim a presidente da ABIH/MG — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais –, Erica Drumond, define e comemora o resultado do carnaval 2018 para a capital mineira. Um levantamento realizado em 49 empreendimentos hoteleiros, ou seja, 47% dos quartos da cidade, de 09 a 13 de fevereiro, aponta que a estimativa prevista de 50% foi ultrapassada chegando a 52,76%, resultado do crescimento da folia, das estratégias de marketing desenvolvidas pelo setor e da parceria com o poder público.

Érica Drumond: “A hotelaria abusou da criatividade para conquistar os foliões” – Foto: Samuel Gê

A hotelaria abusou da criatividade para conquistar os foliões. Foram diversos mimos como kit ressaca, transfer gratuito, café da manhã especial e com horário estendido, welcome e rodada dupla de drinks, maquiadores a disposição, tarifas e pacotes especiais, entre outros. “A folia na capital mineira já é considerada o segundo melhor destino no Brasil e a rede hoteleira se mostrou sensível a esta realidade impulsionada pela crescente demanda de hospedagem para os foliões que, nos últimos anos tem optado pelo Carnaval de BH, com seus inúmeros e cada vez mais divertidos e criativos blocos caricatos, oferecendo pacotes mais atrativos e acessíveis para este público”, explica Erica.

Segundo ela, ao todo foram comercializadas mais de 17.500 diárias, em média a R$166,65. Erica Drumond ressalta que é preciso melhorar, pois a mesma equivale a valores praticados há cinco anos pelo setor. “É preciso considerar que temos um valor da diária ainda aquém do desejado devido ao aumento no custo fixo da manutenção dos empreendimentos”.

Os hotéis do Nordeste também tiveram uma alta taxa de ocupação Foto – Divulgação.

Alta ocupação também no Nordeste

Fortaleza fechou a ocupação de seus hotéis em 86,2% e Salvador, Recife e Olinda, que esperavam 90% de ocupação, registram durante esse carnaval 98,6%, 97% e 95% de ocupação respectivamente. ”Ao contrário do estrangeiro, o turista brasileiro deixa para fechar a sua viagem na última hora. Entre a expectativa de ocupação aferida uma semana antes do carnaval e as taxas reais do feriado, vimos que destinos como Recife, Olinda e Salvador tiveram suas taxas acrescidas em mais de 5%”, esclareceu Linhares. Já Olinda, Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, todas localizadas em Pernambuco, registraram 95% de ocupação em seus hotéis. Natal (RN) fechou o período com ocupação de 92% e Pipa (RN), 88%. Já no Espírito Santo, a capital Vitória e as montanhas capixabas atingiram 95% de ocupação e Guarapari, juntamente com todo o litoral, 85%. Em Goiás, Caldas Novas 95% e Pirenópolis, 89%. Em Boa Vista (RO), 79%.

Para o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, nesse carnaval, cidades como o Rio de Janeiro já começaram a sentir os efeitos da emissão de vistos eletrônicos que facilitaram a entrada no país de visitantes dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. De acordo com dados divulgados pela Embratur, o Carnaval do Rio de Janeiro contou este ano com a presença de mais de 400 mil turistas internacionais. “Desde novembro do ano passado os australianos podem emitir vistos em até 72 horas, prazo que antes poderia ser de até dois meses e vários grupos de Australianos passaram os festejos carnavalescos no Rio”, esclareceu Linhares.

A expectativa otimista se expande para os canadenses, japoneses e americanos que, desde janeiro, também podem emitir o visto com a mesma facilidade. “O turista internacional programa sua viagem com muita antecedência. Os australianos foram os primeiros a contarem com o benefício. De acordo com a USTOA (United States Tour Operators Association), uma das mais importantes associações de agências e operadoras de viagens dos EUA, a previsão é de que a iniciativa duplique, em alguns anos, o número de turistas norte-americanos no Brasil” comemora Linhares.

Para o presidente da ABIH Nacional, o momento é de buscar formas de estimular o setor durante todo o ano. “O Brasil tem uma variedade muito grande de destinos, atrativos naturais e culturais que precisam ser mais aproveitados. A liberação dos vistos eletrônicos para esses países dever ser só o começo. Precisamos ampliar, urgentemente, os benefícios do visto eletrônico para China. Também precisamos investir mais na busca do turista internacional, aumentar a nossa conectividade aérea, que trará mais vôos e tende a baixar os preços das passagens, tornando o destino Brasil mais competitivo. Também precisamos trabalhar no congresso para a transformação da EMBRATUR em agência, assim teremos mais competitividade e agilidade no mercado internacional”, concluiu Linhares.

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