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Incorporação hoteleira em cidades secundárias é discutida no GRI

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Manuel Gama, presidente da rede Travel Inn e Roberto Rotter, da Rede Plaza de Hotéis participaram do debate

A incorporação hoteleira em cidades secundárias e terciárias acaba de ser debatido em mais um painel do GRI Hotéis 2015, evento promovido pela Global Real Estate Institute no hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, na capital paulista e que tem a Revista Hotéis como mídia parceira.

O debate reuniu os principais profissionais do setor de investimentos e incorporação hoteleira, foi moderado pelo vice-presidente do Secovi, Caio Calfat, juntamente com Gilberto Martins, diretor da CBRE Brasil; Rafael Pinho, diretor executivo da Morgan Stanley Brasil; Henrique Costa, COO da Costa Hirota Brasil; Manuel Gama, presidente da Travel Inn Brasil e do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil); Roberto Rotter, presidente do conselho consultivo da FOHB; Romero Valenca, diretor de desenvolvimento de negócios da Incortel Brazil; Alfredo Soncini, diretor executivo da Engebanc Real Estate Brasil.

Na opinião dos participantes é extremamente importante realizar um estudo de viabilidade concreto antes de construir um empreendimento hoteleiro, pois muitas vezes o destino possui apenas um hotel e que atende a demanda da cidade. De acordo com Caio Calfat, no segundo ciclo do desenvolvimento dos hotéis, essas cidades não interessavam os hotéis de rede, onde apenas 25 / 30 cidades interessavam para as grandes redes, e hoje esse número é diferente, onde mais de 200 cidades estão sendo contempladas com hotéis dessas redes. “O crescimento chinês pode ser identificado nessas cidades secundárias, as quais possuem capacidades na área de agronegócio muito grande”.

De acordo com Juliano Macedo, a rede Mabu possui cerca de 20 projetos em cidades secundários. O executivo ressaltou que é muito difícil lançar projetos em cidades maiores por conta das questões burocráticas para a viabilização dos empreendimentos, onde muitos projetos ficam parados por conta da demora na aprovação desses projetos. “A gente não tem projetos em capitais. Optamos por investir nesses destinos secundários. Fechamos um projeto em Itajaí (SC), pois tudo passa pela BR 101. Para nós é importante estar presente nesses destinos que tem se desenvolvido de maneira muito positiva”, afirmou.

De acordo com Gama, existe mercado, existem compradores para esses empreendimentos, o que não existe é uma infraestrutura adequada para esses destinos, o que pode ser um entrave. Gama também alertou sobre a possibilidade da superoferta de leitos nessas regiões.

Calfat comentou sobre a superoferta afirmando que o manual de boas práticas lançado a alguns anos que auxilia o investidor a identificar a possibilidade de super oferta ocorrer. “Apesar do Manual, ainda conseguimos identificar a superoferta em regiões como Belo Horizonte, Santos, Rio de Janeiro, entre outros locais. Pra combater esse problema, o uso do manual auxilia bastante. Além disso, temos a CVM, a qual tem ajudado a combater a superoferta em algumas regiões ao lançamento de projetos”, alertou.

Para Rotter, ainda existe muito amadorismo ao se lançarem novos projetos. “Grande parte da malha hoteleira ainda é independente, a qual representa cerca de 75% dos hotéis. Muitos empresários decidem construir um hotel sem nem realizar um estudo de viabilidade, apenas pela vontade de ser dono de um hotel”, avaliou.

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