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ADIT Share debateu administração de empreendimento de fração imobiliária

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Maya Camera do Condomínio Paúba Canto Sul foi a moderadora do painel

Direto de Maceió (AL) – Este painel deu início a grade de programação do segundo dia da 4ª edição do ADIT Share, seminário pioneiro e único no País a debater sobre o mercado de propriedades compartilhadas. O hotel Best Western Premier Maceió (praia de Pajuçara em Maceió – AL) é o palco do evento que é promovido pela ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil e a Revista Hotéis é Media Partner. A moderação deste painel ficou por conta de Maya Camera do Condomínio Paúba Canto Sul e teve como debatedores, o Consultor Caio Calfat, da Caio Calfat Real Estate, Amilcar Mielczuck, Diretor da Verde Gente, Alex Cavaleiro, Diretor da Cavaleiro Consultoria e Juliano Macedo, Diretor da JAM Lazer e Turismo.

Crescimento vertiginoso

Quem iniciou o debate foi Amilcar Mielczuck,  que disse estar convicto que o modelo de fractional vai crescer muito no Brasil nos próximos anos e se estender a várias outras regiões. “Hoje a escala maior é em Olímpia (SP), Caldas Novas (GO) e Gramado(RS), mas várias outras localidades apontam um grande potencial para crescer esta modalidade de negócios no Brasil. Então, será necessário o surgimento de redes internacionais administrando este negocio. Se vai ter cada vez mais empreendimentos acontecendo, cada vez mais será necessário zelar pela qualidade do serviço prestado. Se o condomínio quiser fazer auto estão, é necessário se profissionalizar e prestar serviço de hotelaria de alta a qualidade”, avalia Mielczuck.

Tendência de mercado

Juliano Macedo disse que já existe uma tendência de mercado para se construir um mercado novo, como o fractional. “Muitas administradoras que possuem experiência na gestão de flats, ganharam embasamento para a gestão de multipropriedades. Com isto, será mais fácil entender o valor da taxa de administração, como vai ser a prestação de contas, a adoção de um sistema que funciona, assim como a gestão fiscal e a contábil. A credibilidade no mercado desta administradora dará a tranquilidade para ter uma performance boa no futuro”, avalia Macedo.

Febre do negócio

Alex Cavaleiro disse ter receio da figura de uma administração hoteleira fazendo a gestão de multipropriedades. “Estamos vivendo um momento em que virou febre este tipo de administração, mas no dia em que uma empresa tiver problema, vai refletir em todo o meio. É necessário expertise neste negócio, pois uma administração hoteleira tem uma vocação e a administração fracionada é outra completamente diferente. Os dois modelos de negócios existem especificidades e particularidades que devem ser entendidas”, lembra Cavaleiro.

Regras básicas

O Consultor Caio Calfat em sua explanação mencionou um trabalho realizado no ano passado para o Grupo Privê em Caldas Novas em multipropriedades. “O caminho é o mesmo de administrar um hotel ou de uma multipropriedade.  Mas algumas regras básicas têm de ser seguidas a risca, como saber lidar com o inventário de diárias e um bom departamento comercial. Administração em multipropriedade tem de ser mais próxima dos proprietários. Lidar com 100 a 150 condôminos não e mesma coisa que lidar com 1000. Esta equação deve estar bem alinhada. É fundamental a presença de um asset management na convivência com a rede hoteleira, pois poucos condôminos conhecem a operação hoteleira. É necessário conhecer a cultura de cada modalidade, mas isto leva tempo”, assegura Calfat.

Na visão de Mielczuck, uma administradora que sabe fazer a operação de um condohotel sabe fazer a operação de um fractional. “Existem administradoras internacionais interessadas em entrar neste segmento e isto não preocupa, mas sim a rentabilidade do serviço, do sonho e da experiência. As questões de assembleia são secundárias. Priorize a qualidade do serviço prometido e deve ser entregue. O momento é bom para se especializar”, concluiu o painel Mielczuck.

Ambos painelistas foram unânimes em concordarem que é necessário que estes condomínios de multipropriedades possam ter uma verba substancial para se defenderem de ações na justiça e alguns casos comuns foram comentados como: uma abelha picou um condômino e a administradora foi obrigada a pagar uma ação na justiça. “A indústria da multa está se tornando muito comum no Brasil e muitas pessoas vivem disto, por isto todo cuidado é pouco”, concluiu Alex Cavaleiro.

A Revista Hotéis é Media Partner deste evento e se hospeda em Maceió no Maceió Mar Hotel. 

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