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Yes, nós temos azeite brasileiro no café da manhã!

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 4 minutos

Artigo de Ana Beloto*

Você já provou um azeite nacional? Não fique tímido caso a resposta seja negativa! É normal, quando pensamos em comprar um azeite de oliva, procurarmos apenas marcas importadas espanholas, portuguesas, italianas, chilenas e nem percebemos que existem rótulos nacionais na prateleira do supermercado. Em 2018, o Brasil comemorou dez anos da primeira extração de azeite extravirgem feita pela EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerai, em Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais. Município pioneiro na olivicultura no País. Os trabalhos de melhoramento genético e seleção natural já renderam o desenvolvimento de oito cultivares brasileiras, uma delas, a conhecida como “Maria da Fé”, que é derivada das primeiras árvores trazidas da Europa em 1937.

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Plantações de azeitonas tomam conta das montanhas de Maria da Fé (MG) – Foto – Divulgação – EMATER

Nessa última década, a produção se estendeu para regiões do Sul e do Sudeste do país e, por se tratar de uma cultura nova no Brasil, ela ainda está em adaptação, mas com números surpreendentes de crescimento. Em 2018, segundo a IBRAOLIVA – Instituto Brasileiro da Olivicultura foram produzidos 150 mil litros de azeite de oliva no Brasil, 42% a mais que no ano anterior. Em 2021, a safra em Minas Gerais foi de 50 mil litros, segundo informações divulgadas pela EPAMIG.

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O Brasil produz azeites de oliva de excelente qualidade e com uma vantagem: chegam frescos e em intervalo curto após a sua extração na casa do consumidor, além de ter características sensoriais de amargo e picância distintas às de outras regiões produtoras mundiais. Um azeite com aroma frutado, herbáceo e com o máximo de sabor que vem tendo a sua qualidade superior reconhecida que recebe prêmios todos os anos em vários concursos internacionais.

O Brasil produz azeites de oliva de excelente qualidade – Foto – Divulgação

Aspectos que fazem a diferença do produto

O azeite é feito por um processo natural, 100% suco de azeitona, por essa razão busque pelo azeite envasado mais recente. Ao contrário do vinho, quanto mais novo o azeite, melhor. Muitos fatores influenciam na qualidade, sabor e aroma do azeite de oliva, como a época da colheita das azeitonas, a região, o clima, o solo local, a umidade, o calor, a chuva, geadas e nevascas. Além disso, deve-se observar se o olival é de planície ou montanha. Portanto vários aspectos fazem a diferença do produto, como os tipos de cultivo, se recebem menos ou mais água, se são ecológicos e se o processo de produção do azeite seguiu o controle da temperatura em que foi feito a decantação do azeite, também a sua filtragem e modo de conservação, envase e embalagem.

Azeite extra virgem de oliva não é permitida a mistura de outros óleos – Foto – Divulgação

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Luz e o calor são grandes inimigos do azeite

Para que o produto seja considerado “azeite extravirgem” ou “azeite de oliva virgem”, não é permitida a presença de misturas com óleos vegetais refinados, como de soja, de outros ingredientes, aromas ou sabores. A luz e o calor são grandes inimigos do azeite, seguido do oxigênio. Por isso, ao comprar o seu azeite escolha embalagens escuras que ajudam a isolar o produto da luz. Verifique o local de origem, isso garante a qualidade e controle sobre toda a produção.

Eu trabalho há 20 anos no mercado de azeites de oliva no Brasil. Formei-me na Espanha, na Itália e no Uruguai como sommelier de azeite. Recordo-me de que ao visitar os produtores em países mediterrâneos, nos hotéis me serviam no café da manhã: pão, tomate ralado e azeite da região. Não por acaso, eles aproveitam essa importante refeição do dia para que as pessoas possam conhecer e apreciar a experiência da gastronomia com ingredientes locais. Isso é valorizar a cultura e fazer disso uma importante geração de turismo, adaptando nossas receitas tradicionais e oferecendo o que temos de ingredientes locais. Já imaginou servir uma goiabada com queijo e azeite mineiro para os seus hospedes no café da manhã? Garanto que seria no mínimo curioso e geraria uma boa história para contar e divulgar o seu estabelecimento. Caso você tenha um pequeno empório de produtos regionais dentro do hotel, ainda incentivará o hóspede a levar para casa um pouco da experiência vivenciada.

A zeite é sempre uma boa pedida para ser servido no cafe da manhã – Foto – Divulgação

Alimento saudável e nutritivo

Além de ser saudável, rico em vitaminas e gorduras boas, o azeite é muito saboroso. Dá um toque especial nos seus pratos, sendo usado no preparo ou na finalização, podendo ser usado até mesmo em sobremesas. Por isso o azeite é um alimento versátil, cheio de sabores e aromas, que combina muito bem não só para finalizar pratos salgados, mas também para ser usado em sobremesas, sorvetes, saladas de frutas, bolos, doces em calda e em compotas. Portanto, conheça valorize e divulgue os nossos azeites brasileiros! Os mais de 85 produtores locais e a nossa rica gastronomia regional agradecem.

o Breakfast Festival será realizado em breve nos melhores hotéis de Belo Horizonte

*Ana Beloto é Azeitóloga, comunicóloga, especializada em marketing, varejo internacional e antropologia da alimentação responsável pelo blends de azeites nacionais e internacionais lançados no Brasil. Pertence ao corpo docente da ABS-Minassem – Associação Brasileira de Sommelier.

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