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Retomada do turismo

LGPD em Hotelaria: Hoteleiros revelam medidas para adequação à lei

Dando prosseguimento ao Fórum de Lei Geral de Proteção de Dados do Hôtelier News, realizado nesta quinta-feira, dia 24 de outubro, no Staybridge Suites São Paulo, Matheus Garcia (GJP), Rafael Galan (Unique) e Edgar Zattar (Aviva) se reuniram para debater os principais desafios na implantação da nova Lei Geral de Proteção de Dados nos seus respectivos empreendimentos. “A LGPD vem nos ajudar na classificação dos dados de forma correta. É uma necessidade e a dificuldade é entender o fluxo. Uma coisa interessante é que nós somos acumuladores de dados. O desafio é entender, junto a nossas áreas de negócios, o que deve ser mantido e o que não. A análise dos dados e a minimização dos dados são os principais desafios”, disse Edgar Zattar, da Aviva.

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Galan explicou que: “Tomei a frente do projeto e levei a diretoria essa questão, que num primeiro momento, teve certa resistência por ser uma lei europeia. Contratamos então uma assessoria jurídica para validar todos os processos. Estamos amadurecendo pouco a pouco com todos trabalhando juntos. É para todos, temos que levar todos para dentro dos treinamentos. O trabalho está bastante maduro no Unique, estamos tirando as pessoas de suas zonas de conforto, que estão deixando velhos hábitos como deixar fichas no balcão”.

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Matheus Garcia, da GJP, acha que a LGPD é uma grande oportunidade para o negócio hoteleiro: “Temos uma grande estrategia no nosso Customer Center e se você não conhece o seu cliente, você não tira o melhor dessa experiência. É assim que você estabelece a confiança do hóspede na melhor utilização dos seus dados pessoais. E hoje, dados pessoais é o novo petróleo”, disse. No entanto, o profissional também explicou que, como em qualquer transformação, há benefícios e riscos. “Temos de ter em mente que os nossos terceirizados também tem de estar em adequação à LGPD”, complementa.

Processos internos

Rafael Galan explicou que o Unique está preocupado em capacitar os colaboradores. “Até um salva-vidas deve ter noção das informações pessoais com as quais está lidando. Claro que estamos criando linguagens diferentes para cada um dos associados, todos precisam entender essa novidade. A área de processos também está passando por mudanças. Não queremos impactar a experiência do cliente. O meu recepcionista têm de estar apto para explicar ao cliente sobre consentimento do uso de dados. Isso é importante e está dentro do nosso orçamento para 2020”, destaca, observando que existem duas consultorias trabalhando na capacitação, uma jurídica e uma técnica.

Escolha de fornecedores

A hotelaria possui um leque amplo de fornecedores. Edgar Zattar, da Aviva, explicou que a escolha – em nova era de LGPD – está alinhada com a diversidade de atuação da companhia. Hoje a Aviva possui resorts, hotéis de lazer e vacation club. “Nosso desafio é grande com nossos fornecedores. Os grandes estão caminhando bem, mas os pequenos nós temos de ensinar muita coisa, trazê-los para nossos workshops para que conheçam a nossa realidade. Chegamos a nos assustar com alguns que ainda não têm noção do que a LGPD na hotelaria. Isso provocou dentro do nosso jurídico o surgimento de uma série de contratos novos”, detalha o executivo.

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Rafael, do Hotel Unique, revela: “Estamos na verdade, preferindo quem tenha o know-how para trabalhar junto, pois sozinho não damos conta de controlar tudo”.  Já na GJP o foco do processo é centralizar e consolidar plataformas de grandes players para a minimização de riscos. “O maior desafio é o fornecedor local. Temos de chamá-los, explicar e se não houver adequação, trocar. O nosso jurídico tem um longo caminho pela frente para a readequação de contratos a fim de validar as cláusulas de LGPD”, afirma Garcia.

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