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Encontro da Hotelaria Mineira

5º Fórum de Hotéis Independentes traz debate sobre investimentos

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 4 minutos

Michel Otero, da Ameris; e Lucas Obino, arquiteto e engenheiro, compuseram o segundo painel do 5º Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes, promovido pela Ameris na 58ª Equipotel, no São Paulo Expo, zona sul da capital.

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Para começar, Otero detalhou os pormenores da retomada da indústria hoteleira e as dificuldades do setor para a recuperação do cenário. “Conseguir linhas de crédito está cada vez mais difícil, poucos foram os hoteleiros que conseguiram alguma linha de crédito para a retomada. O hóspede quer mais por menos, ou seja, antes já queria, mas hoje quer ainda mais. Será muito mais seletivo na escolha dos hotéis. Uma indústria de 45 mil hotéis, ou meios de hospedagem é uma indústria pronta, mas precisa ser modernizada, adequada. Na minha experiência como implantador hoteleiro, conheci o Brasil inteiro, do oiapoque ao chuí e isso me deu uma visão dos muitos produtos hoteleiros que temos no Brasil.

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Tenho visto hotéis de todas as estrelas, e a hotelaria independente é a que mais tem a cara do dono, mas isso tem que mudar. Essa hotelaria tem que ter a cara do cliente, pois é ele quem paga a conta. É hora de nos reinventar, mais do que nunca. Os bares, restaurantes estão se reinventando e a hotelaria também precisa. Trata-se de um novo clclo, uma nova etapa”.

Lucas Obino comentou: “Assim como o Michel, sou arquiteto, comecei há cerca de vinte anos e meu desejo sempre foi ser desenvolvedor imobiliário, mas não tinha crédito. Comecei a acompanhar o movimento de crowdfunding, que no início ficava restrito a cultura. Conseguimos em 2016 que o crowdfunding também pudesse ser utilizado para o nosso mercado. Mas o mercado é líquido, o gargalo está em bons projetos”.

Passo a passo

De acordo com Michel Otero, na implantação de um hotel é preciso começar pelo começo. “Na hotelaria existem três pilares básicos, que não devem mudar. O que tem ficado na hotelaria e deve continuar são: cama (composta por colchão e enxoval). O colchão você não compra pela marca e sim pela mola. É como vinho. O vinho você escolhe pela uva. O mínimo é de duzentas molas por m². Se não, você terá dor nas costas. É uma dica que deixo para vocês. O segundo ponto é enxoval: tem de ser branco, limpo, sem nome, grande, que caiba na cama e que tenha quanto mais fios, melhor. Toalhas brancas, com tamanho bom para que enxugue bem, pelo menos 500g. O terceiro pilar é o chuveiro, que tem que ter um jato bom que impressione o cliente. Outro pilar que adiciono é o café da manhã. As frutas devem ser servidas sem casca e com muita variedade. Se o hotel obedecer todas essas observações, com certeza terá posição privilegiada na concorrência”.

Michel Otero: “Existem três pilares na hotelaria que não vão mudar: Cama, Chuveiro e Café da Manhã” (Foto: Hugo Okada)

Lucas detalhou o cenário atual dos investimentos e do mercado financeiro brasileiro dentro do setor de hotelaria: “Acho que é bem clara a evolução do mercado financeiro, principalmente na última década. O mercado brasileiro de investimento vem se sofisticando e exigindo novos produtos. Começou uma demanda tanto do público como do investidor. O funding para desenvolvimento imobiliário começou então a ficar mais caro. Paralelo a isso, potencializado pelo COVID, mas não causado por isso, caiu a demanda por edifícios. Na recuperação hoteleira, hoje temos o modelo que parte do imóvel como garantia real, com eventual inclusão de algumas unidades como garantia, carência de doze meses para o pagamento e um prazo de dez anos para o pagamento da linha de crédito”.

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Para Otero, “na reforma de um hotel você usa no minimo R$ 5 milhões. No entanto, pode ser feita a categorização, com o porcentual de 20% a 30% dos apartamentos sendo mudados de forma completa, até itens decorativos, pisos, pintura, entre outros, para que se possa aumentar a diária média. O objetivo final de uma reforma é aumentar o seu lucro. Nesses apartamentos, você conseguirá a maior diária do empreendimento. No restante, pode ser feito o básico (os três pilares mencionados) e obter uma diária média menor. Essa é uma maneira mais inteligente de realizar uma reforma, alavancando o seu ticket médio e criando receita para o hotel”.

Caminhos

Michel Otero também ressaltou a importância de se olhar para dentro do hotel. “Além de atualizar o produto para se reter o cliente, temos de ter um controle sobre despesas que achamos que não podemos controlar. A maior despesa de um hotel é folha de pagamento. Mas por mais incrível que pareça, estão surgindo oportunidades para mudanças drásticas. As despesas de utilidades (energia, gás e água) devem aumentar ainda mais. Usinas fotovoltaicas são a tendência do momento, com potencial muito grande de ajudar a hotelaria.
A CEMIG, percebendo esse movimento, criou seu próprio sistema de consórcio. Ou seja, é uma mudança de gestão energética. Assim como as placas solares, que também devem crescer e a biomassa. Com relação a água, as cobranças estão equivocadas. A alegação é de que o hotel polui, por ser uma indústria. Existem muitos escritórios de advocacia especializados na contestação de cobranças abusivas. Existem muitas oportunidades para mitigar os custos de uma operação atualmente”.

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