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Fórum aborda a cibersegurança e a minimização de riscos na hotelaria

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Paulo Alessandro Silva, Sebastian Gianni e Ayres Mello (Foto: Hugo Okada)

Paulo Alessandro Silva, da Tempest, Ayres Mello da Totvs e Sebastian Gianni da Oracle foram os convidados do painel que iniciou os trabalhos da tarde no Fórum de Lei Geral de Proteção de Dados na Hotelaria, iniciativa do site Hôtelier News, realizado nesta quinta-feira, dia 24 de outubro, no Staybridge Suites São Paulo.

Silva iniciou falando sobre segurança da informação. “Quem atacaria um hotel? Temos visto que, teoricamente, setores mais associados a especulações financeiras são mais propensos a ataques. Isso não é verdade. O mercado de hospitality é alvo e já temos casos muito relevantes que ocorreram no cenário nacional. A maior oportunidade da LGPD é tirar o tema do calabouço das empresas e trazê-lo a tona, colocando-o no patamar em que deve estar. Ofensores de oportunidade existem e possuem diferentes perfis e objetivos. Grupos organizados, terrorismo cibernético, com intuito a gerar danos em empresas, como o China Ministry of State Security, responsável pelo famoso caso da Marriott, que entrou para a história como o terceiro  maior caso de vazamentos de dados no mundo, continuam atentos as oportunidades”.

Silva explicou os diferentes tipos de ataques, como ao ponto de vendas, presente na maior parte dos casos noticiados recentemente. “Observamos uma crescente desses casos nos últimos anos. Outro bastante comum é o fishing que usa marcas populares para oferecer promoções e roubar dados dos usuários descuidados”, explica. “Já existem casos de hackers que bloqueiam quartos e só liberam seus hóspedes mediante o pagamento de bitcoins”, revela.

Para o especialista, preocupar-se com a LGPD é essencial ao exercício da hotelaria. “E mais preocupados com a LGPD estão os ofensores, que estão taggeando as informações. Em fóruns da Internet, são negociados dados por bitcoins e de acordo com diálogos que obtivemos, os próprios ofensores estão conscientes da vigência da lei, comentando entre si que os dados comercializados atualmente valerão muito mais com entrada da lei”, revela Silva.

Sebastian opina: “A questão da segurança não se limita ao sistema no computador. Há de se ter cuidado com as fichas físicas, há de se implementar processos. O alvo da LGPD de início serão as grandes redes mas também vai chegar aos hotéis pequenos. Acredito que os hotéis devem se preparar, procurar assessorias, pensar que menos é mais e prevenir dores de cabeça”.

Mello explica que existem diferentes formas de invasão de sistemas, inclusive físicas e presenciais: “Há hackers que utilizam terminais até de lojas de varejo em shopping centers para atacar um sistema todo. É preciso ter consciência do tamanho do perigo”, observa.

Silva revela que os dados mais comuns, menos suscetíveis a risco, podem ter menos relevância na hora de proteger as informações da empresa. “Existe uma massa de dados que deve ser guardada como em um cofre e o grande desafio do hoteleiro é saber a diferença entre uma e outra”, afirma.

Gianni também atentou ao fato da necessidade de uma conscientização das pessoas, capacitação tecnológica em dias de ameaças cibernéticas. “Não estamos preparados para lidar com a quantidade de tecnologia que nos é apresentada”, ressalta o gestor. “Se o governo não prepara as pessoas sobre a relevância da tecnologia nos dias atuais, cabe as empresas fazer com que saibam com o que estão lidando”, conclui.

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