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Austeridade na hotelaria em tempos de guerra contra o coronavírus

Artigo de Mario Cezar Nogales*

No atual cenário global, minha análise é de que estamos em guerra, uma guerra sem bombas ou soldados, sem invasões ou alianças; se trata de uma guerra silenciosa e com geração de pânico e histeria geral. Nesta guerra alguns países se demonstram preocupados com a possível destruição da economia global com ações que de fato ajudam como distribuição de dinheiro a todos (para manutenção da econômica), corte de cobrança de impostos, consumo com água, energia elétrica e gás, já que foi por ação destes mesmos governantes, e por decreto, que colocaram seus países em quarentena, fechando comercio, aeroportos e fronteiras, nitidamente um estado de guerra.

A duração deste conflito ninguém sabe de fato, alguns dizem 15 dias, outros… meses e como sempre o setor hoteleiro é o primeiro em ser afetado.

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Os governos brasileiros, nas três esferas, (federal, estadual e municipal) estão tomando as mesmas medidas que a maioria do globo, fechando a maior parte do comercio, colocando as pessoas em quarentena (mesmo que não obrigatória), fechando divisas, aeroportos, etc. e em contrapartida, ações que de fato mantenham a economia não são praticas ou rápidas, tudo o que demonstraram até agora são adiamentos com imposto e ou liberação para acordos com os empregados/colaboradores chegando ao absurdo de dizerem que também sofrerão pois terão grandes reduções de arrecadação de impostos, o que fica nas costas dos empresários todas as contas.

Como empresários, não temos a sustentabilidade para a manutenção desta guerra enquanto estes governantes ainda não se ativeram ao fato de que estamos em guerra, e como não podemos esperar nada dos governantes devemos ser muito austeros nas finanças neste momento.

Como sobrevivente de outra guerra, similar, mas não global, (a de 2001 quando os aeroportos americanos fecharam) e não com tanto tempo estimado, aqui vão algumas dicas para a sobrevivência de seu negócio hoteleiro:

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Fechamento completo de andares

Se a sua ocupação atual caiu drasticamente e não há como prever a volta dela, mas ainda há poucas reservas entrando e se mantendo, mantenha funcional uma parte de seu hotel, o equivalente a ocupação que você tem, ou seja, se antes se tinha 80UH’s ocupadas e hoje apenas 8UH’s, apenas um andar é suficiente para atender seus hóspedes sem perda de qualidade. Este fechamento de andares irá consumir muito menos energia, água e gás e muito menos equipe.

Redução do quadro de funcionários

Há noticias de que o Governo Federal colocou uma medida provisória de renegociação de salários por este período, se for verdade e de fato colocado o quadro poderá ser mantido (ou não, a depender de como está reagindo seu hotel) com a redução da carga horária de trabalho juntamente com os salários, já que antes você operava 80UH’s e hoje opera 8UH’s.

Revisão de todos os preços

O que vale agora é fazer caixa, esqueçam-se dos lucros e dividendos, o que temos de fazer a manter o hotel vivo ou seja, revejam seus planos e budgets e se mantenham na ativa.

Férias coletivas

Uma opção para aqueles que zeraram as suas reservas, há uma possibilidade da duração deste conflito seja de apenas 15 dias, contudo não há certezas, fechar o hotel com férias coletivas é como reiniciar e recomeçar do zero.

Quais seriam as medidas corretas dos governos?

Neste caso que estamos passando, que é de fato igual a uma guerra mundial, garantir abrigo, energia e alimentos é o que devem ser feitos, logo todos os impostos deveriam ser zerados assim como a cobrança da distribuição de energia, água, gás etc. Os aluguéis (comercial e residencial) cortados pela metade e os financiamentos já existentes de casa própria (daquele que mora na casa) ser interrompida.

Esta maneira é como vejo que os governos deveriam atuar neste tempo de conflito, com estas ações acima (como vejo) a manutenção de nossa economia será possível.

*Mario Cezar Nogales é consultor especializado em hotelaria e conta com experiencia no ramo desde 1989, sendo autor de sete livros técnicos em hotelaria. Acesse: www.snhotelaria.com.br

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Edgar J. Oliveira

Diretor editorial - Possui 31 anos de formação em jornalismo e já trabalhou em grandes empresas nacionais em diferentes setores da comunicação como: rádio, assessoria de imprensa, agência de publicidade e já foi Editor chefe de várias mídias como: jornal de bairro, revista voltada a construção, a telecomunicações, concessões rodoviárias, logística e atualmente na hotelaria.

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