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Arquitetura de experiência para projetos de propriedade compartilhada foi tema no ADIT Share

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Direto de Gramado (RS) –  Em mais um painel da programação da 8ª edição do ADIT Share, evento que neste ano é transmitido diretamente do Wish Serrano Resort, em Gramado (RS), o tema “Arquitetura de experiência para projetos de propriedade compartilhada” foi discutido pelos convidados: Kardec Borges, Diretor executivo da UNYT Arquitetura de Resultados; Abílio Lopes de Almeida Junior, Fundador da Griffe Arquitetura; Margarida Caldeira, Diretora Executiva da Broadway Malyan; e Eduardo Manzano, Fundador e Diretor da EDMA Studio.

O painel teve a moderação de Kardec Borges, que direcionou sua primeira pergunta para o arquiteto Abílio Lopes de Almeida, que explicou como está sendo a sua experiência no período atual, de entrega de projetos. “Fomos para Olimpia em 2012, quando ainda não havia a legislação e fizemos três empreendimentos que já estão em operação e um em construção que é o Solar das Águas, com 1 mil apartamentos e previsão para 2021. Sempre digo que a arquitetura de experiência não é nova. Cada residência é especial para uma família. Em um hotel, da mesma forma, o cliente final, que vai utilizar o equipamento. Com a globalização, o consumidor mudou, antes as fábricas como a Volkswagen, produziam os carros e éramos obrigados a compra-lo de acordo com a cor que eles disponibilizavam. Hoje ouve-se mais o cliente e sua expectativa. Os apartamentos eram plantas únicas, hoje a varanda integrou com a sala, a cozinha virou gourmet. Nesse negócio de experiência, o arquiteto hoje aprofunda mais na humanidade e a pandemia veio a calhar, porque todos voltamos para si e para as nossas famílias. Agora estamos apurando as lições aprendidas nessa experiência”, pontuou Abílio.

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Margarida Caldeira opinou: “o que eu diria sobre a dificuldade enquanto arquiteta para conseguirmos focar e dar a melhor experiência para o cliente: nunca talvez tenhamos tido tanta diferença entre o nosso público alvo, que vai desde os baby-boomers até os centennials, que procedem os millennials. Uma marca também é relevante, agregam sem dúvida grande valor, por outro lado, tem seus gargalos. Um resort de montanha e um resort de praia tem públicos diferentes, por outro lado, temos a hotelaria em que vai desde o cinco estrelas até o resort urbano e falando dele, com as características lifestyle que as marcas vem investindo há tanto tempo. Temos de providenciar a melhor experiência e ter em conta que quem vai usufruir desse espaço, tenha a melhor experiência em serviço, pois não há arquitetura que resulte sem serviços”, observou a arquiteta.

Eduardo Manzano: “Hoje temos um público que sabe o que quer”  Foto – Divulgação

Experiência agrega valor

Segundo Eduardo Manzano, “a experiência está atrelada ao valor do tíquete e agrega valor a qualquer tipo de empreendimento, da hotelaria super econômica ao luxo. Hoje temos um público que sabe o que quer. O que nos perguntamos é qual a próxima novidade. Essa próxima novidade se tornou o Santo Graal da arquitetura de experiência. Uma pesquisa encomendada pela Marriott apontou que a experiência do hóspede começa no momento em que ele entra no quarto, não é na reserva e nem na recepção. Isso porque depois do trajeto, ele quer entrar no quarto e se jogar na cama. Isso está ligado ao projeto, ao quarto”, detalhou.

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Abílio complementou: “As vezes você pega o empreendimento e começa a criar coisas que daqui a dois anos não serão mais relevantes. Os interiores devem ser ambientes polivalentes, a arquitetura naval e aeronáutica por exemplo, trabalha com espaços menores, onde há praticidade e lazer. Tem de se cuidar do mobiliário e do espaço interno para ser multifuncional”, explicou.

Kardec então perguntou para Eduardo Manzano sobre o movimento da arquitetura “falar” com o local onde está inserida. “O hotel voltar a ser o hub urbano da cidade é necessário para que ele sobreviva. O lobby está aberto para a rua, o restaurante não está enclausurado. O brasileiro tinha vergonha de entrar no restaurante dos hotéis e a solução encontrada foi colocá-lo do lado de fora. Todo projeto tem de ter uma relevância para a malha da cidade. O hotel hoje é um componente extremamente urbano e essencial. Hoje todos os hotéis, de quaisquer categoria, têm um espaço de coworking, o que o coloca sob a observação como uma extensão da própria casa”, afirmou. “Quando você tem componente de atividade aquática e o coloca para day-use você tem de saber o fluxo, pois se houver problema nesse sentido, não entender essa questão desde o começo, isso interfere até no sistema viário”, complementou Manzano.

Projeto para milhares

Para Margarida, “Muitas marcas (em Portugal) começaram a investir menos no A&B, pela própria oferta urbana da cidade. O Moxy, da Marriott; o Canopy, do Hilton; e o Citizen M, são hotéis onde a experiência acontece no lobby. O lobby é onde tudo acontece, no coworking, no check-in, no bar, enfim, o cliente é convidado a estar no lobby e não no quarto, que são, na maioria das vezes, unidades pequenas. Este é um conceito interessantíssimo. E que muitas redes, tendo em vista os millennials, estão a investir nesse foco. Cada caso depende dos clientes que vão frequentar o espaço. Não é por acaso que nós arquitetos quando estamos fazendo um projeto de hotelaria, e eu fiz dezenas de hotéis diferentes, sempre observamos que o quarto sempre tem um item novo. É muito interessante pensar como ao longo dos tempos, temos de entender os clientes de nossos clientes e isso é apaixonante porque é um trabalho não só para uma, mas para milhares de famílias diferentes”, pontuou a arquiteta.

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