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Almyr Klink palestrou no Desafio Senac: Alunos no Comando

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Campos do Jordão (SP) – Almyr Klink, mais conhecido mundialmente como O Navegador Solitário terminou agora à pouco uma palestra no teatro do Grande Hotel Campos do Jordão, em Campos do Jordão (SP). Esta palestra fez parte da programação da segunda edição do Desafio Senac: Alunos no Comando, em que 14 estudantes atuando como gestores e mais de 100 alunos comandam até amanhã (domingo) o hotel Senac Campos do Jordão.

 

Klink é economista formado pela USP e com pós-graduação e autor de cinco best sellers (Cem Dias Entre o Mar e o Céu, Parati entre dois pólos, As janelas do Parati, Mar sem fim e linha d’ água que venderam mais de 1 milhão de cópias e publicadas em seis idiomas.

 

Com um currículum tão invejável, a palestra de Klink não poderia não ser outra a não ser um sucesso. Ele relatou bastante suas experiências de viagens de volta ao mundo, ao Ártico e que viaja regularmente há 20 anos para a Antártica. Mas antes de se lançar a esta aventura, Klink contou sua experiência de remar num barquinho no Atlântico Sul, partindo da costa da África até o Brasil e o eminente risco de capotar e ficar a deriva em alto mar. “Não precisou muita coragem, mas a determinação de remar 10 horas diárias. Cada dia era um novo desafio para cumprir o prazo de chegar em 100 dias e foi necessária muita disciplina. Disciplina esta que deve ser encarada em todas as atividades, como a de hotelaria”, assegurou Klink.

 

Ele revelou detalhes do barco Parati II que utiliza atualmente em suas viagens e segundo ele, pode ser operado por apenas um meio homem. “Este barco possui muita tecnologia, mas é de simples manuseio e graças ao calado pequeno, mesmo que encalhe numa maré baixa, consegue sair facilmente”, assegurou.

 

Ele manifestou sua preocupação em relação às mudanças que estão ocorrendo no Planeta, como o aumento de ventos de 100 nós que anteriormente não existia rumo à Antártica onde ele vive muitas experiências cosmopolitas ao encontrar pessoas de várias partes do mundo. Klink surpreendeu à todos ao afirmar que o grande vilão na Antártica não é o frio, mas encontrar água para armazenar e beber. Mesmo ficando por 15 meses na Antártica, Klink disse que o bem mais escasso que tinha era o tempo. “Difícil não é estar sozinho, mas prover suas necessidades básicas para sobreviver”.

 

Em sua palestra Klink valorizou a criatividade do povo brasileiro que consegue ter 350 tipos de embarcações regionais, a maior do mundo e com muitas influências culturais. Ele citou uma experiência vivida em Guaraqueçaba, que fica na divisa dos estados de São Paulo e Paraná que possui uma tradição muito grande na fabricação de canoas, onde ele adquiriu uma e remou em pé até Parati numa viagem que levou 50 horas.

 

Outro aspecto importante que ele defendeu em sua palestra foram os cursos técnicos como uma eficaz solução para resolver gargalos de mão de obra especializada no Brasil e citou exemplos. “Em países da Europa mais de 50% dos alunos fazem cursos técnicos antes de entrarem na Faculdade, mas no Brasil apenas 5,9% dos alunos fazem curso técnico. O Senac é um bom exemplo que apostar em cursos técnicos fazem à diferença na formação dos alunos”. E finalizando sua palestra Klink criticou a legislação brasileira que proíbe charters de barcos que é uma atividade turística muito comum em vários países do mundo.

 

A Revista Hotéis se hospeda no hotel Senac Campos do Jordão a convite do Senac São Paulo.

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