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Retomada do turismo

57º Conotel: Ricardo Amorim aborda oportunidades e desafios na economia e hotelaria

Mediado por Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA e ministrado por Ricardo Amorim, Economista e Diretor da Ricam Consultoria, foi encerrado há pouco o painel “Oportunidades e desafios na economia brasileira e no setor hoteleiro nos próximos 4 anos”, realizado na programação do 57º Conotel – Congresso Nacional de Hotéis, que acontece no São Paulo Expo Center.

Amorim falou sobre o turismo ‘do lar’, onde 66% do segmento é voltado para a hospedagem na casa de parentes. Segundo ele, isso ocorre em razão do valor que está sendo praticado pela hotelaria, acarretado pela alta inflação. “Como um cenário difícil pode gerar oportunidade? Posso dizer que pode e muito. Os países emergentes têm crescido mais que os desenvolvidos. Porém, com o ‘fator Dilma’, o Brasil foi o país que menos cresceu nos últimos quatro anos”, critica.

O economista também explicou sobre qualificação de mão de obra, taxa de desemprego e suas razões, e produtividade. No País, a produtividade estagnou, mas os salários – logo, os custos – subiram. Com isso, a procura por empregos aumenta, mas as empresas não acompanham a demanda. Segundo ele, a infraestrutura também tem influenciado, quando o Brasil se encontra nas últimas posições nos rankings de melhores aeroportos, rodovias e ferrovias.

De acordo com Ricardo, a inflação obrigou o País a tornar-se um exportador de consumidores, já que todos os produtos são os ‘mais caros do mundo’ aqui. “Em julho do ano passado, os brasileiros gastaram cerca de US$ 2 bilhões, enquanto os estrangeiros gastaram pouco mais de R$ 700 mil no mesmo período”, registrou Amorim, que mostrou também que 46% das vendas dos shoppings americanos foram feitas para brasileiros no último ano, segundo a associação do setor.

Amorim sugere que “para fazer o País crescer, é preciso que a Presidência conquiste a confiança do consumidor. Aumente sua popularidade e volte a ser competitivo mundialmente. O agronegócio, por exemplo, é um segmento que ainda cresce, e acontece em destinos secundários onde a hotelaria pode encontrar muitas oportunidades”. Um dos locais que Ricardo cita é a região Norte do País, que tem muito a ser explorado em diversos aspectos, sociais e econômicos.

Para finalizar o painel, Amorim afirmou que o pessimismo extremo colocado sobre a economia nacional, é o que gerará oportunidade. “As grandes oportunidades só acontecem nos momentos ruins. Quando tudo está bem, todos acham que não é preciso melhorar. Mas quando tudo está ruim, cada setor busca crescer e oferecer o melhor, oferecendo um preço menor, um serviço diferenciado. Esse ano vai ser muito difícil, mas quem estiver bem posicionado, verá a oportunidade”, concluiu.

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