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União da iniciativa pública e privada na Argentina é debatido na 5ª edição do LASOS

Com as medidas em curso, a Argentina poderá passar de 6,5 milhões de turistas estrangeiros recebidos anualmente para 9 milhões em 2020

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Da esquerda a direita da foto, Patrício Rossi, Sebastian Slobayen, César Raul Mochón e Fernando Gorbarán

Direto de Buenos Aires – Argentina –Patrício Rossi, Diretor de desenvolvimento da RCI na América do Sul foi moderador deste painel que fez parte da 5ª edição do LASOS – Latin American Shared Ownership Summit, evento promovido pela RCI – Resort Condominiums International no hotel InterContinental de Buenos Aires. O painel contou com a participação de: Sebastian Slobayen, Subsecretário do Ministério de Turismo da Argentina, César Raúl Mochón, Presidente da Câmara de tempo compartilhado da Argentina e Fernando Gorbarán, Diretor da Câmara Argentina de Turismo. Ambos representando três setores distintos, Raul quis saber dele como existe a colaboração entre eles e a sinergia para fomentar o setor do tempo compartilhado.

O Subsecretário Sebastian começou informando que o Ministério do Turismo é um grande colaborador da iniciativa privada. “Interpretamos que o estado deve fazer o investimento necessário para que aconteçam negócios rentáveis e sustentáveis a longo prazo. O setor turístico é muito dinâmico e temos muitos desafios a serem enfrentados e a iniciativa privada é uma forte aliada nossa em busca de soluções. Um bom exemplo, foi os esforços em conjunto na promulgação da lei de reembolso do IVA – Imposto sobre Valor Agregado para este imposto deixasse de existir para todos os turistas que visitam a Argentina. Não é fácil o Governo Macri tomar decisão, pois ela vai contra a arrecadação, mas s benefícios gerados foram superiores”, disse Sebastian.

E ele está com uma expectativa muito otimista em relação a performance do turismo na Argentina nos próximos anos. “Nosso plano de governo é bem focado em valorizar e incentivar o turismo. Para isto, estamos fazendo uma revolução, criamos o plano setorial onde o ministério seja apenas um player para posicionar a Argentina como um player mundial de turismo. A Argentina vem nos últimos anos correndo atrás de uma melhor conectividade aérea para se integrar com os países vizinhos e ao resto do mundo. Com isto pretendemos dobrar o número de vôos nos próximos quatro anos. Temos 11 milhões de passageiros transportados por ano o que possibilita receber 6,5 milhões de turistas estrangeiros por ano. Com as medidas em curso, devemos chegar a 2020 recebendo  9 milhões de turistas estrangeiros. Estamos convictos que podemos chegar a estes avanços e contando com a colaboração da iniciativa privada”, assegurou Sebastian.

Prioridade do Estado

Fernando destacou que a melhora com o setor público passa por um processo histórico com a chegada do Governo Macri. Segundo ele, a atividade turística foi uma das primeiras metas estabelecidas e prioridade do Estado. “Turismo é um compromisso de Estado e está bem expresso nas metas do Governo Maurício Macri. Isto nos leva a aumentar os investimentos e gerar mão de obra. Para nós o mais importante é que esta posição de estado se mantenha para nos dar garantias e segurança do nosso trabalho”, lembrou.

Raúl disse que mantém fortes investimentos na Argentina e Uruguai há 40 anos desenvolvendo empreendimentos e vê na união da iniciativa pública com a privada, cercada de bons incentivos e citou algumas conquistas: “Conseguimos a aprovação há oito anos atrás da Lei de tempo compartilhado que foi um grande incentivador de investimentos neste setor e mais recentemente a criação do Instituto  de Promoção Turística. São marcos que mostram que os dois setores te devem andar juntos, não pode existir enfrentamento de nenhuma das partes. Mas devemos ter um estreitar ainda mais nosso relacionamento, pois tento há vários meses uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Santos, mas infelizmente não estou conseguindo”, manifestou indignado Raúl.

Ficou clara a posição dos painelistas a união da iniciativa pública com a privada

Uma preocupação dele é que os planos estabelecidos pelo Governo Macri e que deu forte incentivo ao setor turístico, seja duradouro. “Não se pode mudar um governo e mudar as estratégias, pois nosso setor não pode viver com estas oscilações”, destacou Raúl.

As plataformas colaborativas também foram debatidas e ficou claro que elas são bem vindas a Argentina, mas elas têm de ser reguladas, pagarem impostos, regras igualitárias para os investidores estabelecidos não sentirem lesados. Eles concordaram que a Argentina é um destino consolidado, apesar de ter ficado atrasado nos últimos anos em razão de faltas de incentivos de governos anteriores. “Queremos correr contra o tempo e tirar este atraso. Ter uma maior conectividade para atrair mais turistas, criar o turismo fluvial, desenvolver um corredor da natureza contemplando várias regiões com potenciais inexplorados. Vamos também continuar a oferecer ferramentas para incentivar os investimentos”, concluiu o painel o Subsecretário Sebastian.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Buenos Aires e se hospeda no hotel InterContinental a convite da RCI para cobrir este evento.

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