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Receitas adicionais e seus impactos no mercado de viagens corporativas

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Nem sempre o menor preço da passagem aérea inclui o direito a despachar a bagagem, alerta o Executivo da Abracorp, Gervasio Tanabe - Foto: Divulgação

A ABRACORP – Associação Brasileira de Viagens Corporativas – está em contato com algumas das principais companhias aéreas com o objetivo do compartilhamento das informações, junto às TMC´s associadas, sobre o atual panorama de desenvolvimento e o cronograma para a aplicação dos recursos já disponíveis no ambiente NDC – New Distribution Capability. Ou seja: Como a expansão tecnológica impacta sobre os preços e as regras comerciais de cada companhia aérea para venda dos serviços agregados?

O tema ganha relevância com as experiências das TMC´s já em curso, tanto no mercado doméstico como no internacional. Segundo o Diretor da Maiorca, Bruno Waltrick, torna-se mais importante ainda o papel do consultor na orientação aos viajantes. Se as compras via sistemas de OBT (Online Booking Tools) agilizam o processo, não significa que a menor tarifa seja a melhor opção.

Tudo dependerá dos planos de viagem do cliente. Se ele está levando material de amostra, por exemplo, 10 kg como bagagem de mão poderão ser insuficientes para ele. “Todas as TMCs e agências de viagens têm que se preparar para informar aos seus clientes que nem sempre o menor preço ofertado por algumas das empresas aéreas inclui o direito a despacho de bagagem”, alerta o Executivo da Abracorp, Gervasio Tanabe.

As empresas aéreas estabelecem diferentes regras para cada família de TKTs. E em cada família, as regras de bagagem, remarcação e reembolso são diferentes. Neste cenário, a composição do preço final das passagens pode incluir ainda outros valores diferenciados. Estes são definidos a critério de cada empresa aérea, para a cobrança de taxas integralizadas à tarifa, inclusive multas. Cada vez mais, os serviços profissionais, prestados pelas TMCs e agências de viagens, são percebidas pelos clientes como indispensáveis.

O barato pode sair muito caro para todas as corporações que adotarem como política de viagem a compra de passagens pelo critério do menor preço. Além disso, outro fator de vital importância passa a ser o programa de milhagem das companhias aéreas. Nos níveis mais elevados da maioria delas, alguns benefícios como bagagem e marcação de assentos serão privilégios gratuitos. Porém, como fica a política de viagens das empresas? Um novo imbróglio ao gestor de viagens e às TMC´s está no ar.

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