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Marketing Hoteleiro em tempos de crise

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Floriano Camargo - Foto - Divulgação

Artigo de Floriano Camargo*

Vivemos num momento conturbado da economia do país; entretanto algumas áreas, especialmente no Rio de Janeiro, aceleram operações focadas no maior evento do próximo ano. O parque hoteleiro disponível, que muito bem recebeu a Copa do Mundo em 2014, acompanha o nascimento de mais de 20 novos meios de hospedagem, que em ritmo frenético buscam estar disponíveis em 2016 para as Olimpíadas.

Curioso e intrigante é saber que existem hotéis fechando as portas e outros fazendo malabarismo para sobreviver. O difícil trabalho de marketing na indústria do tempo livre, em destaque a indústria sem chaminés – os hotéis -, que absorve a necessidade de não só manter a clientela atual, mas angariar novos adeptos, comete erros primários, ao não se aperceber que existe uma gama pujante de consumidores passíveis de serem alcançados com simples ações.

Dentro do atual modismo, quase todos se renderam às redes sociais; a depender de sua localização, estabelecem escritórios nos grandes centros emissores, crendo assim que tudo se resolverá. Entretanto, se escondem da clientela, em dias e horários em que tais agentes – escritórios – estão fora de seus horários normais de trabalho.

Pois bem, se tecnicamente dizemos que a porta de entrada do hotel é o setor de reservas, como se omitir de contatos em determinados dias e horários, se o estabelecimento funciona 24 horas? E ainda pior, em alguns casos, nem os telefones dos hotéis são disponibilizados; parecendo deixar claro que existe mesmo a intenção de não serem “importunados”.

Os sites, veículos de forte apelo, são criados e funcionam como algo completamente alheio às estruturas administrativas desses meios de hospedagem, pois cada dia que passa, mais e mais encontramos formulários de contato inadequados, e-mails inoperantes, etc.. Será que a equipe de vendas acessa ao site, para tentar estabelecer empatia com a clientela? Colocar-se no lugar dela, aplicando o olhar para dentro do seu próprio estabelecimento? Creio que atuam na base da reação, ou seja, quando são questionados, ao invés de se anteciparem aos acontecimentos.

Ao imperar o imediatismo, as preocupações com a ocupação da próxima semana esquecem-se do planejamento que trará os resultados do próximo mês e do próximo ano. O mercado continua latente e criteriosamente mapeado pelos grandes – e oportunistas – grupos internacionais; é preciso que, mesmo os médios e pequenos grupos nacionais atentem para uma visão mais profissional desse intrincado negócio que lida com o imaginário, com os sonhos das pessoas. A cada dia uma necessidade se apresenta e ela precisa ser conhecida, trabalhada e satisfeita pelo prestador de serviços. Atenção com suas estratégias de marketing. 

*Floriano Camargo é Professor e Consultor em Hotelaria – Administração – Turismo. Contato – camargofloriano@gmail.com – Tel.: (21) 98764.1089.

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