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Encatho & Exprotel: Especialistas falam sobre tendências em retrofit no setor

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Engenheiros, um hoteleiro e arquiteto debateram ferramentas e soluções para o retrofit ideal de um empreendimento

Direto de Florianópolis (SC) – O segundo e último dia do Encatho & Exprotel – Encontro Catarinense de Hoteleiros, evento promovido pela ABIH-SC no Centrosul, na capital do estado, realizou mais uma palestra visando a capacitação dos participantes nas mais diversas áreas da hotelaria.

O tema “Retrofit como tendência na hotelaria” esclareceu temas inseridos neste universo. Quem mediou este painel foi Valdir Luiz Della Junior, Diretor do Hotel Emacite Flex e Diretor da ABIH-SC Regional Planalto.

Paulo Mendes Gobbi, da Arquitetos Associados, apresentando o conceito do retrofit, que designa modernização de algum equipamento já considerado ultrapassado ou forma de norma.

Para ele, adequar a estrutura às mudanças de público, como o aumento da terceira idade entre os viajantes, significa respeito pelo consumidor. “Nós que somos donos do empreendimentos nos agarramos a ele, e precisamos ‘soltar a corda’. Este é um dos entraves que impedem a evolução do empreendimento e até do setor. O apego ao patrimônio acaba travando as mudanças no caso da hotelaria familiar, ou ao significado histórico, cultural e emocional.”, argumentou o arquiteto.


Ele observa que existe um grande medo de proprietários e investidores de perder a identidade daquele hotel, o que é compreensível. “Também acontece dos fundadores acharem que só eles saberão administrar o negócio, gerando sangria do capital. Com isso, há desgaste do patrimônio, e se dá tempo às coisas, elas vão envelhecer, principalmente algo tão perecível como o apartamento. O tempo é o maior inimigo da arquitetura, e todo espaço precisa de manutenção”, elencou Gobbi.

O arquiteto disse ainda que apesar de qualquer dificuldade que se tenha, é necessário investir em retrofit, pois ela também está atrelada a rentabilidade. “A modernização pode ser feita lentamente, mas constantemente. Não podemos acostumar com a forma que está, ignorando o ‘elefante na sala de estar’. Encontre os elefantes em todos os lugares. O mercado é dinâmico e o produto precisa estar atualizado. Planejar, fazer análise financeira fazem parte do processo”, destaca.

Um erro que Gobbi lembra ser cometido por muitos hoteleiros é querer trazer um conceito de design e estrutural de fora para seu empreendimento, enquanto seu público não foi analisado.

Conceito “BIM”

Em seguida, Alison Truppel, Diretor de Projetos da Projetar Soluções em Telecom; a Engenheira civil Késia Alves da Silva e Euclides Ademir Espindola, Engenheiro Sanitarista da Alves Espindola Engenharia e Consultoria falaram sobre a otimização de tempo no retrofit.

Truppel iniciou sua fala abordando a tecnologia como o corpo do empreendimento do futuro. A metodologia BIM (Building Information Modelling – Modelagem da Informação da Construção) prevê a redução dos custos e erros de projeto, aumento de eficiência, controle do cronograma e execução com precisão, além de aprimorar o gerenciamento de todas as etapas da construção.

A ferramenta permite o detalhamento de tudo o que é utilizado no projeto, desde os porcelanatos até o encanamento. Ele sugere que sejam observadas indormações sobre problemas tecnológicos, de segurança, internet e gasto de energia. Em case apresentado por Alison com o hotel Meliá Brasil 21, após ter registrado nota baixa na qualidade de sua internet nas pesquisas de satisfação, faz análise de equipamentos, site survey e gerenciamento por acesso, identificando os problemas reais.

A Engenheira Késia Alves da Silva mostrou as diferenças entre o método tradicional de levantamento de informações da obra tradicional e pelo étodo BIM. Enquanto a primeira utiliza-se fitas métricas e tremas, no software o tempo é otimizado com um Laser Scanner que detecta exatamente as medidas de forma automatizada e rápida, com fotos e anotações precisas. “O BIM é a malhor solução para a obra. Ela demanda menos tempo, com maior qualidade e com diminuição de custo”, disse.

Dando continuidade ao tema, Euclides Espindola falou sobre as etapas do software, que começa em 3D e termina em 7D. Segundo o engenheiro, a metodologia pode ser utilizada em qualquer fase da obra. Na fase 5D por exemplo, são inseridos os custos do projeto; a 6D analisa a sustentabilidade dos ambientes e aproveitamento energético e 7D, que mensura o ciclo de vida e operação do empreendimento.

Para finalizar o painel, Marcone Souza Melo, do BRDE/SC esclareceu o tema “Recursos para retrofit”. O BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul tem linhas de crédito que possibilitam o financiamento para equipamentos de projetos de engenharia e arquitetura, obras civis, móveis e utensílios, estudos e projetos de engenharia, pesquisa, desenvolvimento e inovação, dentre outros.

A redação da Revista Hotéis viaja a convite da ABIH-SC e se hospeda nos Hotéis Valerim Plaza e Faial Prime Suites.

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