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ADIT Share 2017 debateu operação hoteleira e condominial

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Juliano Macedo, Diretor da JAM Lazer e Turismo foi o moderador deste debate

Direto de Rio Quente (GO) – O desafio de entregar o que foi prometido na operação hoteleira foi o tema da palestra que terminou agora há pouco na sala de eventos do hotel Turismo, que fica no Complexo do Rio Quente. Esta palestra mediada por Juliano Macedo, Diretor da JAM Lazer e Turismo reuniu renomados profissionais do setor para um amplo debate deste assunto, como: Francisco Santos, Diretor da Padrão Argil, Carolina Sass de Haro, Diretora da Mapie, Rafael Guaspari, Consultor de desenvolvimento hoteleiro, Romero Valença, Diretor da Incortel Incorporação e Construção e Alexandre Zubaran, Diretor da recém criada Enjoy Administradora de Hotéis. Ele começou o painel destacando que a hotelaria mudou muito nos últimos anos e hoje em dia se faz necessário estar reinventando o negócio. O hoteleiro moderno deve conhecer e conviver com as novas formas de pagamento, distribuição on line, pois a cada dia uma nova indústria está surgindo. “O segredo para ser competitivo nesta nova indústria é conhecer e atender as necessidades dos clientes, senão o hotel fica irrelevante e está fadado a ter seu espaço ocupado por novos players. Ouvir o que o cliente tem a dizer é essencial. Pela primeira vez em nossa história, o chefe não é um ancião de 80 anos, mas sim um jovem de 20 anos que tem a tecnologia em seu DNA e necessidades bem específicas”, alerta Zubaran.

Ele apresentou de forma rápida a Enjoy, nova empresa que idealizou e está lançando no mercado, utilizando uma grande inteligência de marketing. Um dos parceiros da Ejoy é o Grupo Natos que desenvolve Incorporações Imobiliárias de Resorts na modalidade de uso compartilhado. “Mesmo em uma economia compartilhada, o consumidor está cada vez mais necessitando de serviços personalizados e este é a nossa meta”, assegurou Zubaran.

Para Carolina Haro, ouvir o consumidor e ler os sinas que ele passa é essencial e citou o Airbnb como uma plataforma que surgiu no mercado e num primeiro momento passou um pouco desapercebido e hoje incomoda a hotelaria tradicional. “Por isto trabalhamos muito com estudos mercadológicos para suprir a carência do mercado e nossos clientes possam acertar em suas estratégias e ações”, mencionou Carolina.

Francisco Santos e Rafael Guaspari deram boas contribuições neste painel

Guaspari disse que o mercado tem de ser comandado pela lei da oferta e procura, assim todo mundo vai ganhar dinheiro, mas é necessário entregar o que prometeu e ter marcos regulatórios no negócio. Ele citou o problema ocorrido com os flats na década de 90 que em razão de não ter sido concebido com regras claras, tumultuou o setor hoteleiro no Brasil. O modelo de negócios condo hotel também teve uma análise de Guaspari que disse ter sido contra a intervenção da CVM – Comissão de Valores Mobiliários num primeiro momento, mas que foi um mal necessário para frear a especulação de alguns investidores. Quando o assunto foi fractional, Guaspari deixou clara sua posição que: “Temos que entender que fractional não é um hotel, mas sim uma propriedade compartilhada e possui especificidades diferentes. E o Airbnb não é para locação de poucos dias e a maioria dos condomínios não permite esta operação. Por isto, temos que lutar para que esta plataforma não esteja ao arrepio da Lei e este serviço tem de ser regulamentado. É isto que deve ser combatido e não a plataforma em si”, disse Guaspari. Ele lembrou aos presentes que fractional é um produto feito para três gerações e se não tiver um marco regulatório, já vai dar problema logo na segunda geração.

A Consultora Carolina Haro  e o Consultor Alexandre Zubaran passaram muito de vivência profissional para este painel

Romero Valença discordou de Guaspari e vê o frational como um hotel e quem adquire o produto, em seu ponto de vista, ele quer se tratado como um hóspede. Para ele, a rede hoteleira brasileira já descobriu as vantagens deste sistema e tem um papel fundamental para o crescimento, pois trabalha com muitos padrões e estandars e isto é que vai sustentar o fractional.

Para Francisco Santos, a Padrão Argil vê grandes possibilidades de crescimento e consolidação de mercado trabalhando com produtos compartilhados, como o fractional. “Este produto é bem dinâmico e acompanha uma revolução tecnológica em curso, sendo uma tendência mercadológica irreversível”, acredita Santos.

Segundo ele hoje em dia é preciso estar atento as necessidades dos clientes e estar inovando sempre. “Um bom exemplo são os projetos que desenvolvemos para os portadores de necessidades especiais que podem ser utilizados por hospedes comuns sem ter a agressão visual. Inovar é sempre bom, mas entregar o que se promete é imprescindível para o êxito do negócio”, concluiu Santos.

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