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Transformação digital é o primeiro tema da nova edição do HSMAI Strategy Conference

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A sétima edição do HSMAI Strategy Conference teve início na manhã desta quinta-feira, 12 de novembro, com uma novidade: o evento pela primeira vez, foi transmitido online, devido ao advento da pandemia do novo coronavírus.

Com conteúdos inovadores e cases surpreendentes, o HSMAI Strategy Conference, após introdução de Gabriela Otto, Presidente da HSMAI no Brasil, abriu os trabalhos com a palestra “Transformação digital e inteligência artificial”, ministrada por Renato Barbosa, Líder de Negócios de Inteligência Artificial América Latina da Amazon. Renato Barbosa iniciou a sua apresentação explicando sobre a sua atuação na empresa e a importância da cultura da inovação dentro da operação da Amazon, seja no varejo, na loja de tecnologia, entre outros. “A Amazon tem este conceito de inovação que vai além do varejo”, afirmou.

Gabriela Otto, Presidente da HSMAI Brasil, abriu o evento

Segundo Barbosa, “no passado se víssemos um carro oferecendo doces de graça, nossos pais logo avisavam para não falarmos com esses estranhos. No entanto, hoje em dia temos um carro com balinha e um motorista desconhecido e entramos nele, andamos mais nesses veículos do que nos nossos próprios. O cenário mudou e temos de nos adaptar a essa nova realidade, que já acontecia antes da pandemia. Já era uma evolução em curso. Isso só através de dados é possível, essa transformação cultural. Nova York, por exemplo, desde 2010 tem uma média de 12 a 13 milhões de corrida por mês. Em dois anos e meio este mercado foi engolido e transformado, devido a forma como as pessoas agem. O mercado de táxi por exemplo, acabou esquecendo de olhar para o cliente, subindo preços e, quando as corridas de aplicativo começaram – com foco no cliente – os valores diminuíram”, explicou.

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A tecnologia se adapta a você e não o contrário

Barbosa mostrou um gráfico que mostrou o tempo de vida das 500 maiores empresas do mundo, segundo a Fortune 500. “O grande ponto é que as empresas de mais destaque são aquelas com novas ideias e que se adaptam aos seus clientes e os novos costumes. O Mercado Livre é a empresa mais valiosa da América Latina e ela se reconhece como uma empresa de tecnologia que atende o comércio livre e o varejo digital. Provavelmente vocês devem ter utilizado algum serviço nesses dias de pandemia. O Netflix, por exemplo, é um dos maiores broadcasters, provedores de streaming de hoje. O que estamos vivendo é maior do que a internet, do que um celular. É uma transformação de padrão de pessoas, do modo de uso, do consumo. O único método de sobrevivência é a adaptação a este novo cenário. A transformação digital entra ai e é o que fiz nos últimos anos dentro da Amazon”.

Transformação digital

Três pilares englobam esse tema: tecnologia, transformação de pessoas e cultura. “Na área de tecnologia, se tivermos cinco pessoas pensando numa sala do mesmo jeito, isso significa que você não vai chegar longe. Grupos diversos geram visões diferentes de um mesmo tema. Infelizmente a visão que muita gente tem é que o peso de cada um dos pilares implica muito investimento, no quesito pessoas, se pensa ‘temos de olhar para isso’ e no quesito cultura, ‘as pessoas vão comprar conosco’. A tecnologia comprada por si só não traz transformação. Quando falamos nos aplicativos, estamos falando de uma mudança que vai além da tecnologia. A tecnologia é o meio, mas se as pessoas e a cultura não vierem como principal mecanismo de transformação, então essa não acontece de fato dentro da corporação”, afirmou Barbosa.

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Estudo do cliente

Como fazer com que o cliente seja melhor atendido? Barbosa respondeu com um case: “Fiz um trabalho com uma empresa e eles me falaram: ‘Renato queremos inteligência artificial porque a tecnologia gera muito impacto. Um comentário numa rede social pode tanto nos colocar para cima como nos derrubar. Então a ideia é colocar uma câmera de reconhecimento facial para alertar a chegada dos influenciadores, permitindo a recepção e o tratamento VIP, para que eles escrevam boas impressões. Respondi: ‘Mas porque não fazer isso para todos? Atender a todos de forma igual?’. O pessoal da empresa então compreendeu meu ponto e responderam: ‘Você tem razão’. Depois disso, temos muito forte o ponto de vista das pessoas. Todas as empresas hoje têm metodologias ágeis, pensadas por grupos com prazos e resultados a serem entregues de forma rápida, que permitem a cultura voltada ao cliente baseada em dados e a tecnologia como meio para conseguir isso”, disse.

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Criação de cultura

Renato Barbosa explicou que, na Amazon, todos os colaboradores são líderes em uma mesma missão. “Não contratamos pessoas para manter o que temos hoje e sim para construir o que queremos amanhã. Organizações e times muito grandes geram perda de velocidade. Você precisa ter equipes pequenas com autonomia para tomadas de decisões e responsabilidades. Os times são pequenos e descentralizados mas cada um é responsável por uma área e pelo seu desempenho. A transformação digital não é digitalização, isso é importante destacar. Se pegarmos nossos processos e adaptarmos a inteligência artificial, e a pessoa por trás disso continuar do mesmo jeito, então não há a transformação de fato. É um estado perpétuo de agilidade, com você sempre pronto para movimentar-se para onde o seu cliente quer ir”, pontuou. “O dinamismo é algo muito grande dentro da nossa sociedade. O momento que vivemos hoje foi o principal acelerador da transformação. A transformação digital está em curso já há um tempo”, complementou.

Renato Barbosa mostrou dados sobre a importância da Inteligência Artificial na indústria

Áreas de sucesso

Segundo Barbosa, as áreas de maior sucesso da Transformação Digital são: experiência do usuário, operações de negócios, tomada de decisão, inovação e vantagem competitiva. “40% das iniciativas de transformação digital foram suportadas pela Inteligência Artificial. Uma dado muito interessante é que 15 trilhões dos 112 movimentados no ano de 2030 serão via Inteligência Artificial. 14% do PIB daqui a dez anos será executado sem ação humana, com a IA tomando decisões”, concluiu.

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