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Pesquisa da ABIH-SP mostra recuperação da hotelaria paulista

A 25ª edição da pesquisa da série exclusiva realizada pela ABIH- SP traz o resumo do desempenho da Hotelaria Paulista no mês de julho/22, com breve análise dos resultados e momento do mercado. Pelo terceiro mês consecutivo, foi apresentado o melhor desempenho desta série histórica.

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As MRTs com foco corporativo acusaram ligeira queda na taxa de ocupação, por conta do mês de férias. Porém, as diárias médias continuaram com boa recuperação, em favor dos resultados positivos. Já as MRTs de lazer, especialmente a Vale do Paraíba – Serra e Circuito da Águas e Estâncias, tiveram um ótimo desempenho pelo mesmo motivo – mês de férias. Os litorais Norte e Paulista apresentaram boa recuperação, embora com menos intensidade em razão do inverno. Analisando o resultado do RevPar, apenas a MRT Centro Paulista apurou ligeira retração. As demais, todas com resultado positivo. O fato é que a hotelaria paulista segue em processo de recuperação de seus índices. Desafios: preservação de taxas de ocupação e rentabilidade da diária média.

Indicadores iniciais

Com base nas respostas da amostragem, o retorno dos hotéis de 14 MRTs do Estado alcançou 87,50% do total de macrorregiões. Representatividade foi medida em 523 municípios ou 81,09% do total do Estado. As 103.755 Uhs referentes aos municípios que responderam à pesquisa representaram 57,27% do total do Estado. As respostas de 166 hotéis equivaleram a 5,12%, também do total de hotéis do Estado de São Paulo.

Principais indicadores de julho/22

A pesquisa da ABIH-SP contempla três indicadores considerados fundamentais para a consistência dos resultados. São eles, taxa de ocupação, diária média e RevPar. A taxa de ocupação na hotelaria do Estado de São Paulo ficou em 61,84%. O acumulado de ano atingiu 55,16%. A diária média foi de R$ 338,54, em julho. E o acumulado do ano registrou R$ 294,61. Já o RevPar registrou R$ 209,35 – o acumulado do ano somou R$ 163,62.

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Relação funcionários/Uhs

A pesquisa apontou, em julho/22, a variação de 0,45% na relação funcionários/Uhs. Variação em relação a junho/22 foi de 0,00%. E de -25% em relação ao início da série. Apesar da forte recuperação dos índices da hotelaria, a recontratação de colaboradores ainda permanece em compasso lento. Neste mês, a relação de funcionários X Uhs disponíveis ficou estagnada. Isso demonstra que persiste um movimento conservador por parte dos hotéis, em repor as perdas de mão de obra.

Os fatores que contribuem com esta ação conservadora podem estar relacionados a custos – a começar com o grande passivo herdado do período de pandemia. Pesam, também, o achatamento das margens por conta de aumentos de insumos e o grande custo de distribuição do produto. A hotelaria segue com o desafio de atender à crescente demanda, aplicando os preços corretos, preservando seus clientes e sem a diminuição da percepção do valor entregue.

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Indicador de desempenho

A taxa de ocupação dos hotéis do Estado, em julho/22, de 61,84%, sofreu variação positiva de 2,96% em relação a junho/22. Já na comparação com julho/19, caiu 1,42%. A variação em relação a julho/20, o 4º mês da pandemia, explodiu em 414,48%. Em relação a julho/21, esse o 4º mês da 2ª onda da pandemia, variação positiva foi de 56,08%. Por seu lado, o indicador de desempenho relacionado ao RevPar, em julho/22, ficou em R$ 209,35. Isso significa variação positiva de 10,97% em relação a junho/22. E de 10,47% quanto a julho/19. Quando se compara a julho/20, variação alcança 807,75%. Já julho/21, fica positiva em 108,62%. Nos dois casos, cabe ponderar o impacto da pandemia, como assinalado no parágrafo anterior.

O desenvolvimento do projeto da Pesquisa de Desempenho da Hotelaria no Estado de São Paulo, creditado a Roberto Gracioso, conta com Gláucia Sangiovanni na coleta, tratamento e administração de dados. ABIH-SP é presidida por Ricardo Roman Jr.

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Denise Bertola

Denise Bertola é Repórter da Revista Hotéis

Um Comentário

  1. Sou hoteleira e não estamos sendo conservadores na contratação, pelo contrário. Tivemos as seguintes situações: agendamos entrevistas e os candidatos não comparecem. Com pouco tempo de trabalho, os novos colaboradores recebem proposta em outra área, que não possui escala 6×1 ou um salário maior e ele sai. Não só aqui, mas conversei com outros colegas e estão passando pela mesma situação.

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