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Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 24 minutos

Por conta da COVID-19, regras de distanciamento social foram seguidos, além de ingressos, cardápios e acessos darem espaço para a era digital

Depois de um bom tempo cumprindo o isolamento social, as famílias puderam se organizar e viajar nas festas de final de ano. Em outros países do mundo, hotéis, resorts e parque aquáticos reabriram aos poucos. Já no Brasil, as redes começam a fazer o mesmo a partir de novembro para que nas férias de fim de ano todos viajassem.  Falando especificamente dos parques aquáticos, muito populares em festas de aniversário, comemoração, até mesmo num final de semana em que a família se reúne, surgiram questões para as famílias de como foi feito o tratamento da água, por exemplo, nessa retomada pós COVID-19. Outras dúvidas surgem na questão da tecnologia ajudando nos protocolos, além de como os funcionários foram treinados para que isso ocorra de forma contínua e em segurança? As outras áreas do parque, como bares e restaurantes, foram adequados as necessidades atuais.

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

O Acqua Park Splah voltou a funcionar após decreto municipal que autoriza o funcionamento de condomínios hoteleiros e demais empreendimentos da categoria em Caldas Novas, Goiás – Foto – Divulgação

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O Acqua Park Splah, por exemplo, administrado pelo Grupo diRoma, após decreto municipal que autoriza o funcionamento de Condomínios Hoteleiros e demais empreendimentos da categoria em Caldas Novas, Goiás, colocou em prática as medidas necessárias para que voltassem a funcionar. “Sabemos que essa retomada será lenta, os usuários estão receosos quanto a sair de casa, principalmente no quesito viagem por vários dias. Nosso compromisso é levar tranquilidade ao usuário, mostrar que preparamos um ambiente seguro para que ele possa aproveitar todo o lazer com sua família, todos os protocolos estão rigorosamente implantados para que nossos colaboradores e usuários se sintam seguros”, explica Aparecido Sparapani, Superintendente do Grupo diRoma.

O público tem respondido positivamente desde a reabertura, que aconteceu em 28 de agosto, comparecendo a ponto de atingir a capacidade permitida nos decretos municipais. Esse retorno dos visitantes e o desempenho na implementação das medidas de prevenção foi incentivo para a inauguração de duas novas atrações no parque no início de outubro, os toboáguas Rocket Slide 1 e 2. O mecanismo para o funcionamento do brinquedo é importado do Japão e levou cerca de um ano para ter a instalação concluída.

As duas capsulas são ponto de partida para os visitantes terem uma sensação de queda livre a 22 metros de altura, em segundos. Em Rocket Slide 1 a descida é por um túnel de 104 metros de cumprimento, com 8 segundos da largada até a chegada, já na Rocket Slide 2 o percurso de 60 metros é finalizado em quatro segundos. Podem acessar as atrações pessoas acima de 1.50m e até 130 quilos.

Quase todos os empreendimentos do turismo possuem áreas para alimentação, e nos parques aquáticos não é diferente. São esses detalhes que o Acqua Park Splah busca se organizar. “Nossos bares estão funcionando normalmente, todos os nossos produtos estão passando por um processo antibactericida antes mesmo de ir para o almoxarifado, passa por um novo processo quando vai para o ponto de venda, todos os funcionários estão trabalhando com luvas e máscara, os produtos como sachês estão sendo embalados individualmente, assim como louças e talheres’, diz Sparapani.

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

Aparecido Sparapani: “Nosso compromisso é levar tranquilidade ao usuário, mostrar que preparamos um ambiente seguro para que ele possa aproveitar todo o lazer” – Foto – Divulgação

O contato do cliente com cardápios, ingressos, acessos, o que antes ainda caminhava para ser 100% digital, hoje é uma realidade. “Preparamos todos os setores para que o cliente tenha o mínimo contato possível com os equipamentos de uso comum, as compras on-line, o uso do código QR em cardápios, o controle eletrônico de acesso, além do trabalho coletivo de todos os colaboradores nas informações ao cliente”, esclarece o Superintendente Sparapani.

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Importante atração no local, os equipamentos e atividades radiais também passaram por adaptações. Além do controle no distanciamento, os equipamentos são esterilizados antes e após as atividades, programamos tratamentos intervalados para os corrimãos, assim como nos sanitários. O carro chefe nos parques aquáticos evidentemente são as piscinas. O tratamento da água, o distanciamento social e fiscalização são os principais “mandamentos’. O Acqua Park Splah busca oferecer o melhor serviço. “Todas as nossas piscinas frias são tratadas com cloro e ozônio, as termais eram tratadas somente com ozônio mas, devido aos protocolos essas também passam a ter o tratamento com cloro. O distanciamento será acompanhado principalmente pelos nossos recreadores e fiscais dos brinquedos, será uma rotina”, diz Sparapani que destaca outras medidas de segurança tomadas.

Piscina Termal: “Elas são extremamente seguras, não existe a possibilidade de proliferação de bactérias ou vírus, o controle no tratamento é uma das nossas preocupações constantes. Os cuidados são os mesmos com as piscinas cobertas”.

Piscinas de onda: “Esse é um grande centro de atrações, por ser muito grande não temos problemas de aglomerações, a água recebe também os mesmos tratamentos das demais”

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

Foto 4 – Todas as piscinas frias do Acqua Park Splah são tratadas com cloro e ozônio – Foto – Divulgação 

Orientações e apoio

Para que todos consigam bem atender seus clientes, diversos parques estão seguindo “selos” de padrão de higienização. Com isso, o SINDEPAT – Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas, que é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2003 pelos principais Parques Temáticos e Atrações Turísticas do Brasil, com a principal finalidade de defender os interesses do setor, busca ser o braço direito das empresas nisso. “Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o SINDEPAT, em parceria com outras associações do setor, tomou a frente no encaminhamento dos pleitos que poderiam apoiar as empresas associadas a sobreviver durante o período em que permanecessem fechadas, preservando assim os postos de trabalho de seus colaboradores. Diante do novo cenário, nossa principal preocupação é com a saúde pública, e a orientação sempre foi pelo acompanhamento e cumprimento de todas as determinações dos governos municipais e estaduais em relação a aberturas e fechamentos. Elaboramos os protocolos de segurança sanitária que serviram de base em conjunto com a ADIBRA, outra associação do setor de parques, inclusive, para a criação do selo Turismo Responsável, do Ministério do Turismo, e estimulamos nossos associados a aderirem ao selo, bem como a outras chancelas de segurança, como o selo do WTTC – World Travel & Tourism Council”, afirma a Diretora executiva do SINDEPAT, Carolina Negri.

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Carolina Negri: “Desde o início da pandemia, incrementamos nossa comunicação com os associados, por meio de reuniões virtuais, do Boletim Covid-19 e de newsletter semanais” – Foto – Divulgação

Além disse, Carolina Negri comentou como a entidade está auxiliando nos processos de adaptações. “O SINDEPAT, junto com a ADIBRA e a IAAPA, participou da elaboração dos protocolos de segurança sanitária. Os detalhes, item a item, foram discutidos em grupos de trabalhos segmentados por tipo de parque, compostos por profissionais dos parques, buscando termos os protocolos mais completos, norteando assim a retomada das atividades, que somente se dá quando permitida pelas autoridades municipais e estaduais, uma vez que o Brasil enfrenta diferentes realidades no combate à pandemia, dada sua dimensão continental. Desde o início da pandemia, incrementamos nossa comunicação com os associados, por meio de reuniões virtuais, do Boletim Covid-19 e de newsletter semanais”, diz.

Protocolos para a reabertura

A palavra mais escutada para a reabertura de qualquer hotel, parques ou pousadas era “protocolo”. Lidar com todos eles, colocar em prática e garantir a segurança dos visitantes vem sendo fator fundamental. “Os protocolos de segurança para parques e atrações turísticas são os mesmos e devem ser adaptados a cada empreendimento, dentro das particularidades que possuem. A redução da capacidade de visitantes é um dos mais importantes, assim como a redução na capacidade de assentos de cada atração, como podem ser as piscinas e tobogãs, dentro dos parques aquáticos, a marcação de filas indicando o distanciamento nas atrações, a compra/venda de ingressos on-line e com agendamento, sempre que possível, a limpeza reforçada em todas as áreas de alimentação, banheiros, corrimãos etc, a higienização de guarda-volumes a cada uso, a medição de temperatura para entrada dos visitantes nos parques, entre outras”, alerta. 

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Liberdade e festas

Viajar, férias, passeio em família. Todas as palavras têm conotação de liberdade e festas. É esse o desafio que todos os parques passaram neste final de ano. “Os parques são os mesmos, assim como os atrativos turísticos. As reaberturas acontecem com muita responsabilidade, respeitando os novos protocolos e a liberação por parte das autoridades competentes. Entendemos que é uma adaptação para todos, para parques e clientes, e que a responsabilidade pela segurança é conjunta. Ainda assim, respeitando os protocolos, os parques podem oferecer o ambiente de alegria e diversão que é sua característica. Não há tour virtual ou aplicativo capaz de substituir o frio na barriga que a montanha-russa ou o tobogã proporcionam”, assegura Carolina Negri.

Preocupação com a saúde publica

Pensando no trabalho da entidade, a Diretora executiva do SINDEPAT comentou sobre a responsabilidade que todos os associados da entidade estão tendo na reabertura, inclusive aguardando mais tempo para seguir de forma mais segura. “Nossa principal preocupação é com a saúde pública, por isso nossos associados têm sido muito prudentes nas reaberturas. No Rio de Janeiro, por exemplo, parques e atrativos turísticos tiveram permissão para retomar as atividades ainda em julho, mas optaram por esperar até 15 de agosto para fazer essa retomada da forma mais segura possível. Gostaria de destacar que ainda temos importantes pleitos junto aos governos, especialmente no que diz respeito à concessão de créditos para ajudar as empresas associadas, uma vez que estudos mostram que somente no segundo semestre de 2021 poderemos alcançar os números de antes da pandemia. Mas, como ponto positivo, queria lembrar do lindo trabalho de solidariedade que muitos associados desenvolveram. Juntos, arrecadaram mais de 200 toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade em seus entornos, uma vez que muitas comunidades locais vivem quase que exclusivamente do turismo. Também houve campanhas de estímulo à doação de sangue, assim como uma união muito forte entre as associações do setor. Nos preocupamos, ainda, em falar com o consumidor final, comunicando os protocolos de segurança em nossas redes sociais, mas também apoiando a necessidade de ficar em casa. Em maio, colocamos no ar o site Amo Parque, com dicas de entretenimento para toda a família, mas com foco principal nas crianças, para ajudar na permanência dentro de casa”, finaliza.

Em nota, a entidade esclarece que o momento que vivemos ainda é instável, não somente para os parques e atrações turísticas, mas para toda a sociedade. “Recentemente, vimos novas restrições ao comércio e serviços por conta do aumento de casos e transmissões pelo novo coronavírus. Nossa primeira preocupação é com a saúde pública e, por isso mesmo, seguimos à risca as determinações governamentais. Adotamos rígidos protocolos de segurança sanitária para receber de forma segura e responsável nossos visitantes. Esperamos chegar a 2021 com boas notícias em relação ao recrudescimento da pandemia para que, assim, parques, atrações e todos os setores da economia voltem a crescer”, aponta o SINDEPAT.

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O Beach Park obteve a certificação pelo selo Turista Seguro, do Ministério do Turismo, e pelo Safe Travels, do WTTC – World Travel & Tourism Council – Foto – Divulgação 

Reabertura dos parques 

Após 140 dias com as atividades suspensas, o Beach Park reabriu o parque aquático no dia 6 de agosto somente para hóspedes e em soft opening – abertura gradual para testar os novos protocolos e procedimentos. No dia 10, o parque abriu para o público, com agendamento prévio e limite de até 30% da capacidade. Segundo a Diretora de Marketing e Conteúdo do Beach Park, Clarisse Linhares, “Estamos seguindo o protocolo da ADIBRA – Associação das Empresas de Parques de Diversão do Brasil, do SINDEPAT – Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas, da (IAAPA, na sigla em inglês) – Associação Internacional de Parque de Diversões e Atrações, além de seguir as orientações do Governo Estadual. Essas medidas vão desde a limitação na quantidade de visitantes por dia no parque, além de distanciamento e limpeza, até determinações sobre o padrão de cloro das piscinas. Demos ainda um passo a mais, implementamos medidas avançadas de biotecnologia, o que fez com que garantíssemos a certificação pelo selo Turista Seguro, do Ministério do Turismo, e pelo Safe Travels, do WTTC – World Travel & Tourism Council”, alerta.

Em relação as piscinas, Clarisse Linhares usa um estudo americano para explicar como as coisas acontecerão no Parque. “Segundo estudo do CDC – Centers for Disease Control and Prevention americano, o cloro das piscinas impede a propagação do novo coronavírus em ambientes aquáticos. Além disso, todas as boias utilizadas nos brinquedos do parque aquático, assim como os demais acessórios e mobiliários, passam constantemente por rigorosa higienização.  Por todo o parque há sinalizações indicativas para que o distanciamento seja feito assim como está descrito nos protocolos. Medidas como a compra antecipada de ingresso e a redução da capacidade, que inicialmente será de até 30%, nos ajudam a evitar a formação de filas e qualquer tipo de aglomeração”, diz.

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O Beach Park ficou 140 dias fechado em razão da pandemia da COVID-19 – Foto – Divulgação

Assim como em todos os empreendimentos, o uso da tecnologia no Beach Park será fundamental. “Nós aproveitamos esse momento para implementar algumas tecnologias que já desejávamos. O ingresso do parque, por exemplo, deixou de ser físico e passou a ser um QR code, sendo a compra feita antecipadamente através do nosso site, onde também é feito o agendamento de data da visita. Os cardápios de nossos restaurantes também são acessados via QR code e os pedidos feitos por meio digital. Nos hotéis, aparelhos de ar-condicionado receberam um tratamento permanente com tecnologia IRC (ionização catalítica radiante), própria para descontaminação do ar em ambientes internos. Com ação esterilizante, a luz UV é utilizada para desinfecção de malas, em cabine própria, e na limpeza das superfícies dos quartos. Restaurantes e áreas de grande circulação passam por constantes processos de nebulização com tecnologia nanotech, que cria uma película protetora nas superfícies.  O uso dessas tecnologias é importante para reduzir ao máximo os riscos de contaminação, preservando o conforto, a segurança e a praticidade para turistas e colaboradores”, diz.

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Preocupação com a alimentação

Para conter a contaminação, mais uma vez a tecnologia auxiliou na parte das praças de alimentação. Os famosos cardápios deram espaço para QR code. “Alguns dos nossos restaurantes já voltaram a funcionar, como o Restaurante de Praia. Dentro do parque, por enquanto, somente quiosques. O acesso aos cardápios, como citado anteriormente, é feito por meio de leitores de QR code e os pedidos por meio digital. Além disso, adotamos as seguintes medidas: desinfecção de mesas, cadeiras, trajetos e demais superfícies regularmente e com produto apropriado, número reduzido de mesas com distanciamento entre elas, talheres, copos, pratos e guardanapos embalados, bandejas esterilizadas antes de cada entrega dos pedidos à mesa”, finaliza Clarisse Linhares.

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A grande maioria dos restaurantes e lanchonetes nos parques aquáticos tiveram cardápios através de QR code e os pedidos por meio digital – Crédito – Mariamichelle/ Pixabay

Águas naturais

Construído em meio a natureza, o parque aquático Hot Park é o único do cerrado a ser abastecido apenas com as águas naturalmente quentes da região, o que levanta alguns questionamentos referente a limpeza da água. Oliver Krause, Gerente geral de parques da Aviva, explica como está sendo feito a higienização do local. “Tratamos a água sem a adição de produtos químicos que possam alterar suas características naturais. Como, por exemplo, o Geoclor, desenvolvido para manter os níveis de balneabilidade e potabilidade da água, sem alterar sua estrutura. Além disso, toda a água utilizada nas cozinhas, banheiros e limpeza passam por nossa Estação de Tratamento de Esgoto, para serem reutilizadas. Evitando assim, o desperdício dos recursos hídricos. Todas as atrações e em áreas, como a Praia do Cerrado, terão capacidade reduzida. Também teremos espaços família, que serão ocupados mediante agendamento prévio”, aponta.

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Todas as piscinas do Hot Park são tratadas com cloro na diluição 0,8 a 3 mg/litro conforme protocolo de parques aquáticos desenvolvido juntamente as associações nacionais e internacionais de parques – Foto – Divulgação

Com isso, Krause estabeleceu as medidas que serão tomadas de forma individual em cada uma das atrações do parque:

Mega Tirolesa, Caiaque, Mergulho e outras atrações de maior contado: Todos os equipamentos são higienizados para cada uso, os funcionários que atendem usam máscara e Face Shield, na atração que necessita de transporte é respeitado o distanciamento e o veículo também é higienizado após cada viagem.

No complexo utilizam pulseiras com tecnologia FRID, assim os pagamentos são efetuados sem contato.

Utilizam marcações de distanciamento em todas as atrações e todos associados trocam de máscara a cada 3 horas. Bem como, oferecem espaços para famílias como na Praia do Cerrado onde os espaços são separados para respeitar o distanciamento e higienizados diariamente. Sujeito a capacidade, a Praia do Cerrado recebe até 750 pessoas e disponibiliza 150 espaços família, onde operam com pré agendamento.

Lazy River: com um fluxo máximo de 35 pessoas por turno para garantir o distanciamento, guarda vidas no local para garantir a segurança de todos;

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

Foto 10 – Os protocolos que o Hot Park pratica foram validados pelo do InCor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Foto – Divulgação

Medidas de prevenção

Oliver Krause também destacou a importância da prevenção da saúde dos colaborares, seguindo todos os protocolos instituídos pela Imunologia do InCor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “Uma das medidas cruciais nesta retomada é além de cuidar do bem estar das pessoas é também zelar pela saúde delas e dos funcionários do empreendimento, e como consequência, fazer o cliente sentir segurança no setor. Reabrimos no dia sete de agosto com segurança e transparência nos protocolos de conduta, tomando todos os cuidados necessários. Vale reforçar que todas as associações do setor se uniram para a elaboração de protocolos rígidos, o que garante ainda mais segurança, visto que podemos compartilhar as melhores práticas uns com os outros. Os novos procedimentos que estamos adotando foram validados pela equipe de Imunologia do InCor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que reuniu equipe de médicos multidisciplinares para analisar todas as etapas da operação.

Nosso grande desafio é fazer o público se comprometer a seguir estas restrições. Sabemos que existem muitos que não seguem os protocolos e por esta razão as campanhas de conscientização são muito importantes. Montamos uma equipe justamente para fazer essa abordagem de forma leve e descontraída, chamada “Doutores Botos da Alegria”, finaliza.

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Oportunidade mercadológicas

Parques aquáticos abrem espaços para diversas empresas atuarem no setor. Desde restaurantes até o mais importante: água. Pensando nisso, a hth está há 90 anos no mercado atuando nos cuidados das piscinas. “A hth é a empresa que mais auxilia tratadores, lojas e instituições que possuem piscina. Prestamos serviço através do site, com o nosso atendimento ao cliente (única empresa no seguimento de piscina com este serviço). Temos também um técnico que dá consultoria gratuita por telefone. Além de oferecemos produtos e sistemas automatizados que garantem a eficiência do tratamento e a qualidade da água para os banhistas”, diz Fabio Forlenza, Professor piscinas da hth.

A pandemia da COVID-19 também trouxe desafios para todas empresas. Forlenza lembra que essas medidas são essenciais e devem ser seguidas de acordo com a nova norma da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. “Agora a atenção em ralação a qualidade da água será melhor observada tanto pelos responsáveis pelo tratamento como por consumidores que frequentam a piscina. Isso é bom, pois serão evitados vários tipos de doenças. O principal procedimento é manter o cloro livre entre 1 a 3 ppm. É importante ressaltar os cuidados com a segurança de armazenamento e manuseio dos produtos, principalmente não misturando produtos químicos em um mesmo recipiente. Também a segurança quanto ao afogamento de crianças deve ser redobrada. As piscinas devem seguir a nova norma da ABNT – 10.339 – de 2018”, justifica. 

Procedimentos da hth

O passo a passo para tratamento de manutenção é dividido em duas partes: o tratamento físico e o tratamento químico. O tratamento físico baseia-se na limpeza de bordas conforme a necessidade, escovação das paredes, a revisão da areia para a troca ou mesmo a lavagem, passar a peneira, aspiração da sujeira do fundo e também a limpeza ao redor da piscina. Já o tratamento químico, consiste na avaliação dos principais parâmetros; alcalinidade (uma vez por mês), pH (três vezes por semana), cloro livre (uma ou duas vezes por dia no verão).

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

Foto 11 – A hth é a empresa que mais auxilia tratadores, lojas e instituições que possuem piscina – Foto – Divulgação

Para piscinas comerciais o melhor cloro é o Cloro Concentrado hth PRO, a base de hipoclorito de cálcio. Como complemento do tratamento orientamos o uso do nosso clarificante (uma vez por semana), o algicida de manutenção (uma vez por semana), também temos um excelente produto para melhorar a performance da areia, chama-se reduz aspiração (uma vez por semana). A utilização destes produtos está disponível de forma gratuita no site da hth.

Esses procedimentos garantem um rigor de qualidade e segurança não só para o novo coronavírus mas também para outras doenças. “Os produtos da hth tem um rigoroso controle de qualidade. Nossa marca tem mais de 90 anos, temos fábrica em vários países. Muitas piscinas comerciais, como clubes, parques aquáticos, academias e condomínios usam os nossos produtos e estão satisfeitos tanto com a qualidade como com a nossa prestação de serviços”, comenta. “Para evitar doenças transmissíveis por água de piscina o mais importante é manter o residual de cloro livre entre 1 a 3 ppm, para piscinas comerciais orientamos manter o cloro livre em 3 ppm. A purificação da água da piscina é fundamental para prevenção de doenças”, finaliza Fabio Forlenza.

Mudanças das normas técnicas

O diálogo em paralelo a vontade dos parques foi um importante divisor de águas para que voltassem. Sendo assim, as empresas que fornecessem serviços para hotéis, resorts e os próprios parques aquáticos se reuniram para conversar sobre essa volta com segurança. Engº Antonio Carlos Ignacio, sócio da Construtora Conref – Engenharia de piscinas.  “Nestes meses de isolamento participamos de vários grupos de estudos para essa nova fase de parques e hotéis fechados, participei também de uma revisão nas normas técnicas para fabricação de brinquedos aquáticos e construções de piscinas e fizemos várias webinares com especialistas, fabricantes e operadores de parques do brasil e de outros países, discutindo as melhores formas e protocolos para as reaberturas dos parques e hotéis tanto no brasil como no exterior.

Foi pensado e discutido muitas ideias para poder reabrir parques e hotéis com a máxima segurança possível e com isso obtivemos muito mais experiência e ideias para poder melhorar a nossa consultoria e projetos para nossos clientes. O tratamento químico e físico moderno das águas devem ser uma das prioridades”, disse.

A   Conref   é   uma   empresa   que   elabora master plan, projetos técnicos e a construção total dos parques aquáticos e piscinas de empreendimentos. Por conta da pandemia, Antonio Carlos Ignacio comenta que o fluxo das pessoas entre as atrações dos parques e o sistema de tratamento físico-químico terá maior atenção. “Mesmo antes da pandemia, em todos os projetos e construções de parques desenvolvidos pela Conref, sempre optamos por desenvolver as atrações aquáticas, piscinas, brinquedos aquáticos distribuídos pelo parque numa formatação que não haja aglomerações, filas longas e que o fluxo de pessoas pelo parque seja funcional. Mas a partir desta pandemia estaremos mais focados ainda a melhorar todos os fluxos de pessoas entre as atrações dos parques”, alerta. “Em nossos novos projetos estamos focados também na qualidade da água com novas tecnologias de monitoramento do sistema de tratamento da água, com melhor estudo do sistema de distribuição hidráulica com automação total  de filtros e motobombas para aberturas e fechamento de válvulas, com sensores e leitores de temperatura, pH, cloro, turbidez e qualidade geral da água, sistemas de tratamento químico com ozonizadores especiais e geradores de cloro limpo”, completa.

Obras e Colaboradores

Em relação ao trabalho da Conref no dia a dia na obra e nos cuidados dos funcionários, Antonio Carlos Ignacio comenta que: “Em nossas obras estamos obedecendo todos os protocolos exigidos para trabalhadores da construção civil. Nosso programa determina as boas práticas de higienização nas áreas sanitárias e de alimentação para que nossos colaboradores sintam segurança no trabalho. Estamos trabalhando com número menor de pessoas e cumprindo todos os protocolos específicos para prevenir a covid-19. Nossa equipe trabalha com todos EPIs exigidos por lei e mantém todos os distanciamentos sociais e higiene nos ambientes de trabalho. Pensando na proteção e bem estar dos funcionários, a Conref, com base nos protocolos de segurança sanitária criou um manual de boas práticas e entregue a todos os colaboradores para informas as ações e novas formas de trabalho visando a segurança e saúde de todos”, diz. “Com a retomada das obras nestes últimos dois meses voltamos a construção do novo Parque Aquático do Quality Resort de Itupeva, do parque aquático do empreendimento Bali Park de Luziânia, do Parque aquático do Jardins de Monet de Maringá, em Porto Feliz a construção da maior piscina de ondas de 30 mil m2 do empreendimento Village da Fazenda Boa Vista e muitos outros projetos, mas com uma nova forma de trabalho obedecendo todos os protocolos de saúde e segurança de nossos colaboradores. Também estes projetos e obras terão os sistemas mais modernos de tratamento físico-químico da água,  para menor custo de manutenção e melhor qualidade para os usuários”, finaliza.

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Além da importância da parte da engenharia civil das piscinas, outros fatores são importantes para que tudo esteja perfeito. Para a construção ou conservação de uma piscina é necessário considerar os equipamentos específicos para piscinas que permitem o bom funcionamento da mesma fazendo com que tudo ocorra perfeitamente.

Por isso, a Nautilus – uma empresa brasileira, fundada em 1984, especializada no desenvolvimento, fabricação e comercialização de equipamentos para piscinas e SPA, oferece equipamentos de qualidade como filtros, motobomba, robôs e geradores de cloro que auxiliam na limpeza da piscina com tecnologia e automação. A empresa também oferece equipamentos para aquecimento de água garantindo água quente da piscina o ano todo. “Os equipamentos da linha Tratamento da Nautilus são essenciais para os cuidados físicos com a água da piscina e para limpezas periódicas, eliminando partículas e outros resíduos por meio da filtração. A linha conta com filtros e motobombas para todos os tipos e dimensões de piscinas, além dos elementos filtrantes Areia e Zeólita, todos com a qualidade e a confiança da marca Nautilus, pioneira no Brasil em filtros rotomoldados e sem emendas”, comenta Giovana Bretas, Assistente de Marketing da empresa. 

Piscina atrativa

Após todas essas etapas de construção e equipamentos, deixar a piscina atrativa e bem iluminada é um grande diferencial principalmente em parques aquáticos, além de garantir a segurança iluminando o espaço evitando acidentes. “Os refletores de LED SMD e Super LED da linha Iluminação da Nautilus são extremamente versáteis e têm capacidade e eficiência para atender a todos os tipos e dimensões de piscinas. Projetos desenhados com as opções de LED da Nautilus proporcionam versatilidade na decoração do ambiente, com diversas opções de cor: monocromáticas ou RGB, que permitem o controle da variação com até 19 tipos de efeitos de luz e cor”, diz Bretas.

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

A Nautilus trabalha com aquecimento e acessórios de conservação – Foto – Divulgação

A quarentena fez com que a procura por esses tipos de serviço progredisse. Segundo Bretas, manter os parâmetros da água sempre equilibrados, mais do que nunca, será primordial.  “Devido à pandemia, as pessoas que ficaram em isolamento notaram que poderiam usufruir muito mais da área de lazer de suas casas e passaram a investir em mais conforto e praticidade, aquecendo a piscina e automatizando o tratamento da água”, comenta. “Manter os parâmetros da água sempre equilibrados com os Kits Teste de Medição da Nautilus é essencial para a saúde da água.  Além disso, o tratamento automático com o gerador de cloro EasyClor da Nautilus, além de prático, mantém a água sempre livre de fungos, bactérias, vírus e até contra a proliferação de larvas de mosquitos, como os da dengue”, finaliza.  

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A Speed Kids possui várias soluções de brinquedos aquáticos – Foto – Divulgação

Speed Kids

A empresa oferece playgrounds secos e aquáticos, modulares com diversos componentes do tipo escorregadores, pontes, escaladores e jogos interativos. “Nós da Speed Kids /Emotion Water Slides, estamos sempre alinhados e comprometidos com os novos procedimentos criados para conter o avanço da COVID-19. Desde o início da pandemia, as Associações de parques e hotéis como SINDEPAT, ADIBRA E IAAPA fizeram um trabalho bem criterioso desenvolvendo protocolos que deverão ser seguidos por nossos clientes e parceiros. Com isso eles conseguirão manter um ambiente mais seguro para seus hóspedes e usuários”, aponta o Diretor Mario Eduardo Abissamra.

 

Nova atração em Maceió

O Pratagy Acqua Park começou a operar em regime de soft openning no final do mês de julho de 2020, junto com a reabertura do resort que trabalha com redução em sua capacidade. A nova atração recebeu o investimento de R$ 35 milhões, levou dois anos para ficar pronta e faz parte de um audacioso projeto de expansão elaborado pelo Grupo Pratagy. Par Bernardo Amorim, Diretor Geral do Grupo Pratagy, o parque é uma enorme conquista para o grupo. “O Pratagy se consolida como o maior complexo turístico e de entretenimento de Alagoas, onde as famílias brasileiras e de outros países passam a ter um destino que alia um moderno parque aquático, hospedagem de qualidade e as mais belas praias do Brasil, tudo isso em um só lugar”, ressaltou o executivo.

Parques aquáticos adotam novas regras e auxílio da tecnologia na retomada

O Pratagy Acqua Park entrou em operação recentemente e exigiu um investimento de R$ 35 milhões – Foto – Divulgação 

Pensado para atender famílias inteiras, desde crianças de colo a vovôs e vovós, o parque aquático do Pratagy Beach oferece ambientação com a temática fundo do mar, um brinquedo interativo de toboáguas com 16 atrações, um rio lento com 300 metros de extensão e uma piscina com 1,10m de profundidade e 300m². Construído em uma área de aproximadamente 15.000 m², a atração tem capacidade para acomodar até 600 pessoas por dia e três grandes pilares – arquitetura, tematização e paisagismo – sustentam a temática “Fundo do Mar” do Pratagy Acqua Park

A decoração preenche todos os espaços do parque com adereços em forma de pedras de corais. Conchas e estrelas do mar estão presentes em forma de coberturas e espreguiçadeiras. Um náufrago, que inclusive é uma das atrações, uma ossada de baleira, revestimentos que lembram a areia da praia e um ouriço gigante – posicionado logo na entrada do empreendimento – são os responsáveis por trazer um pouquinho dos encantos e mistérios do mar para os visitantes.

No que diz respeito à segurança e operação, o Gerente Geral do Grupo Pratagy, Thales Athalimar, é categórico. “O parque foi cuidadosamente projetado para operar de acordo com os padrões norte-americanos de segurança e segue à risca as normas impostas pela NBR 15926, que regula o funcionamento dos equipamentos em parques de diversões”.

Além disso, um dos mais modernos sistemas de tratamento de água, onde se fará necessária apenas a reposição da água que se evapora, também foi implementado no projeto, junto com um eficiente controle de automação, que comandará o parque remotamente por meio de uma central de controle e segurança.

Consumo de Alimentos & Bebidas

Ao contrário do resort, que opera em regime all-inclusive, a alimentação dentro do parque será com consumação à parte. Os visitantes contam com uma lanchonete Bob’s, a primeira da marca em parques no Brasil, dois quiosques de alimentos e bebidas e um bar molhado.

Para maior comodidade dos visitantes, as despesas são pagas por meio de pulseiras com tecnologia NFC, que dispensa o uso de bolsas, carteiras e cartões de débito e crédito durante a estadia no parque. O investimento realizado nesse sistema de cobrança, aliás, foi pensado para tornar a experiência dos visitantes ainda mais confortável, prática e segura, haja visto que não há interação física.

Para os portadores de necessidades especiais e/ou pessoas com mobilidades reduzida, o parque foi todo projetado com rampas de acesso e banheiros adaptados.

Fora isso, o parque oferece ainda guarda volumes, loja de souvenirs, serviço de locação de toalhas, cinco gazebos VIPs para locação e serviços diferenciados, banheiros masculino e feminino (além do família), enfermaria e estacionamento privativo para carros e ônibus. Após a liberação das autoridades, os preços para entrar no parque poderão variar de R$ 90,00 a R$ 180,00, considerando meia-entrada e inteira. Crianças com menos de dois anos de idade não pagam. Hóspedes do Pratagy terão os ingressos já incluídos na diária dependendo do pacote adquirido.

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