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ADIT Share 2020: Seis dicas de arquitetura de conteúdo que você precisa saber

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 4 minutos

Direto de Gramado (RS) – Encerrando a programação do primeiro dia de programação da 8ª edição do ADIT Share, realizado de forma híbrida no Wish Serrano Resort e transmitido para todo o mundo, Leonardo Fontenele, CEO da Imagic, trouxe a palestra: “Destaque-se em um mundo sempre igual: seis dicas de uma arquitetura do conteúdo que você precisa saber”.

Leonardo Fontenele começou sua apresentação falando sobre a importância da ADIT e das iniciativas de eventos da entidade e agradeceu o convite feito por Caio Calfat. Em seguida fez um resumo de sua atuação no mercado de turismo. Segundo Fontenele, “A arquitetura em si não é suficiente para dar a resposta que buscamos. Na verdade o que fazemos é aumentar a possibilidade dos empreendimentos dando a eles o que chamamos de valor percebido. O valor percebido é o que você gosta e se dispõe a pagar. Hoje ao longo de todos esses anos, após estabelecer escritórios em diversos destinos do mundo, posso hoje estar aqui oferecendo a vocês seis dicas curtas, para essa empresa que é um bebê com potencial fabuloso”.

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1 – Conheça a sua audiência – “É muito importante conhecer o seu público. De acordo com estudos, 57% das pessoas chegam por meio de avião e outros 37% de carro. Gramado é um triunfo sobre uma logística difícil. Outro ponto é o propósito da visita. 55% é leisure, lazer. Alguns anos atrás, a MM’s colocou uma loja na China e errou. Porque se desconectaram do povo chinês. Fui chamado e expliquei que faltava cultura local, era preciso conectar o povo a marca. Mesmo as lojas do aeroporto precisavam ser mais lúdicas. Esse é um exemplo, pois passaram a ser um grande sucesso”, afirmou o executivo.

2 – Arquitetura de conteúdo – A arquitetura do conteúdo, segundo Fontenele, pode ser a baliza de como conduzir o seu empreendimento. “O Beach Park foi um dos empreendimentos o qual trabalhamos para encontrar o caminho certo. A primeira coisa que fizemos foi criar uma atração infantil. Fizemos um plano maior e destacamos a área infantil. Precisávamos ir de encontro a área infantil, criar piscinas menores, e criar mais atrações lúdicas. Criamos então o Acqua Circo, com um personagem como mestre de cerimônias do espaço, além de momentos instagramáveis, antes do termo ser popularizado. O parque transcendeu e passou a ser visto pela internet. Deu certo e passou a concorrer com empreendimentos de nível internacional. Gerou lucratividade, performance e reconhecimento”.

Leonardo Fontenele, CEO da IMAGIC: “O valor percebido é o que você gosta e se dispõe a pagar”

3 – Cuide dos aspectos visuais, eles importam – “Quando se projetam grandes atrações, alguns detalhes não são percebidos, mas alguns são. Projete como se fosse para você, não pense que o público não nota, ele nota sim. Uma entrada, uma pracinha, uma área de piscina, tudo pode ser melhorado. Parques aquáticos podem ser trabalhados além de brinquedos. Não faça apenas um rio lento e sim uma ilha, um item encantador”, recomendou.

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4 – Senso de lugar – “As pessoas tem uma coisa chamada tatuagem cultural. É preciso usar o senso de lugar ao seu favor. A Disney de Hong Kong, por exemplo, fatura 30 ou 40% mais do que o Ocean Park, próximo dali. O público chinês não cresceu com essa tatuagem cultural, do Mickey ou da Minie. E a Disney mantém até um trem de metrô ali dentro, para manter o seu público lá. A prefeitura de Foz do Iguaçu tinha um edital pronto para o marco das três fronteiras e ia fazer três árvores gigantes e em cima de cada uma, um restaurante com vista 360 graus. Argumentei que, se apresentassem outro projeto, ele seria aprovado. Usei o senso de lugar e criei um projeto relacionado a Guerra das Missões. A ideia era criar uma homenagem onde o público passasse pelas ruínas e aprendessem como tudo aconteceu de uma forma divertida. É um sucesso”, revelou Fontenele.

5 – Unique Proposition – Ofereça algo que só você tem – “Frequentemente a concorrência é decidida por quem paga menos. Mas nós queremos que o empreendimento se destaque de verdade. Fomos chamados para Macau, para visitar o hotel City of Dreams, que precisava se destacar, reagir a grande oferta de cassinos que se multiplicava na região. Analisamos marketing, entretenimento, arquitetura e o público, formado na sua maioria por orientais. Um dos símbolos que eles valorizam são as sereias. Fizemos antes de tudo, um 3D sem a necessidade de óculos com um filme só de sereias. Logo virou uma atração com todos os passantes voltando seus celulares para a tela. Nem tudo é arquitetura e esse projeto colocou o City of Dreams como o cassino mais visitado de Macau e o mais lucrativo”, ensinou.

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6 – Visão + Capital Financeiro + Coragem – “Para uma ideia sair do papel é preciso visão. Você ver a mesma coisa do que os outros e algo mais. Se a sua visão é correta e bem construída, o capital vem. Com capital, é preciso coragem. A coragem de seguir o caminho que nem todos seguem. Quando a Ford estava praticamente quebrada no Brasil, ela lançou a Eco Sport. Aquele veículo carregou a Ford nas costas. As pessoas compraram porque queriam fazer parte daquele mundo. Todo conteúdo é feito para aficionados e quem não é, deve sentir vontade de participar”, finalizou Fontenele.

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