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Expo Retomada

15º ESFE inicia programação abordando a infraestrutura de mobilidade em SP

Teve início na manhã desta terça-feira, dia 11 de fevereiro, a 15ª edição do ESFE – Encontro do Setor de Feiras e Eventos no espaço Unibes Cultural, em São Paulo.

O primeiro painel, denominado “Infraestrutura de Mobilidade Para os Eventos” teve moderação de Otavio Neto, do Grupo Radar & TV, e Keynotes de Antônio Carlos Vieira, Gerente da Central de Operações da Companhia de Engenharia e Tráfego – CET. Participaram como debatedores, Paulo Octavio Pereira de Almeida, Vice-presidente executivo da Reed Exhibitions Alcântara Machado, Daniel Galante, Diretor geral do São Paulo Expo e André Carvalho, Gerente de marketing e inovação da Mitsui Alimentos.

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Vieira iniciou a apresentação explicando as definições de eventos conforme a legislação vigente. “Exemplos de operações especiais são os eventos Fórmula 1, Stock Car, Virada Cultural, Parada LGBT e operações de estádios de futebol. No próximo final de semana já estaremos envolvidos com o Carnaval. Para este ano, a previsão é de 600 a 650 blocos de Carnaval para os próximos dias. No ano passado estiveram envolvidos 1.208 agentes e neste ano, serão no mínimo 1.300. Este é um acréscimo de cerca de 30% em recursos humanos”, explicou o executivo.

Antônio Carlos Vieira (Foto: Hugo Okada)

Ele explicou que a CET promove estudos sobre o local onde os eventos são realizados e são apurados itens como bloqueios e desvios de trânsito, inversão temporária de direção de ruas, desligamento temporário de radares, pontos de ônibus disponíveis, treinamento das equipes, montagem de logística para o transporte de equipes, entre outros. “Além da divulgação por meio da imprensa, atualmente temos um contrato com o aplicativo Waze em que nós inserimos os bloqueios de via com antecedência. Temos picos de cadastramento de bloqueios de vias em junho, outubro (turismo religioso) e muito distribuído ao longo do ano, os eventos de corridas em locais públicos”, revelou.

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A CET começa o trabalho de planejamento das vias meses antes da realização do evento. Segundo o gestor, as etapas da operação da Companhia para o evento, incluem acompanhamento de limpeza e manutenção do viário; acompanhamento de instalação de equipamentos; remoção de interferências imprevistas e outros. “Durante a operação a central recebe informações como lentidão, vias interrompidas e outros. As equipes de campo agem para solucionar esses imprevistos. Após o término do evento, também auxiliamos no recolhimento de todo o material e recuperação das vias para o tráfego normal”, concluiu.

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Vieira defende a criação de um calendário único de eventos por segmento. “Para cada interlocutor que está planejando um evento, existem mais de oito gerências na CET para que ele discuta o andamento e estrutura”, disse o executivo, que ressaltou a importância da unniformização das necessidades e reivindicações. “Vejo com bons olhos essa situação. Um dos objetivos da lei é que pessoas do próprio evento façam o mesmo que um agente da CET faria. Isso desonera o custo do evento e deixa o agente livre para o atendimento de modo geral”, finalizou.

Unificação

Daniel Galante defendeu a criação pela CET de uma central única de comunicação. “Todos os anos, muitos eventos se repetem e a logística não muda muito. Claro que esperamos por novos eventos todos os anos, mas para os que já são tradição, não há segredo e facilitar essa comunicação é essencial”, observou.

Para Paulo Octavio, “o impacto que os eventos causam na sociedade é grande, nos mais diversos níveis, seja religioso ou corporativo. Eu vejo com muitos bons olhos essa sugestão”. O gestor citou o problema da chuva que atingiu a cidade no dia anterior ao evento e como é fundamental o canal aberto e, na impossibilidade de alteração urgente da infraestrutura, que haja no mínimo, uma melhora na gestão. “Eventos são vetores de desenvolvimento econômico e cada vez mais devem estar inseridos na agenda da cidade. Um problema de alagamento não pode impedir a sua realização. A gestão é fundamental, e agradeço a abordagem para que as pessoas se deem conta que se trata de picos absurdos que causam impactos na cidade e o que temos de encontrar é a melhor forma de gerir tudo isso. Não podemos esquecer que do outro lado, pessoas vão sempre indagar o porque do evento estar acontecendo próximo de suas casas. É portanto, também, um trabalho de público”, observou.

André Carvalho (Foto: Hugo Okada)

André Carvalho, da Mitsui Alimentos, opinou: “A partir do convite para estar nesse painel, pensei muito sobre a mobilidade para os eventos. É muito providencial estarmos abordando esse tema. Quando falamos de marketing é importante que pensemos nos modelos de mídia tradicional, mas, massivamente, nas mídias sociais e na experiência do usuário, acima de tudo. Hoje é um dia interessante para falar de mobilidade, após uma chuva que marcou o ano, deixando a cidade no caos. Feiras e eventos são modelos de mídias, onde mostramos nossos portfólios e benefícios do consumo de nossos produtos e isso inicia na mobilidade, com o participante deixando a sua casa para o local onde ele está acontecendo”.

Paulo Octávio Pereira de Almeida (Foto: Hugo Okada)

Paulo Octávio também detalhou os principais gargalos encontrados no momento de planejamento da mobilidade para os eventos. “A experiência é fundamental, mas temos de nos preocupar com o participante que coloca o pé para fora de casa a caminho do evento. Temos de ter um diálogo aberto com o poder público ou as marcas vão começar a questionar essa modalidade se as coisas não melhorarem. Vamos gerenciar o que nos cabe, dispensando recursos, relacionamento e outras ferramentas”, finalizou.

A 15ª edição do ESFE trouxe o tema “MICEberg”, que teve como intuito mostrar que por trás de cada evento e feira, existe uma operação grandiosa e cheia de detalhes. Além dos painéis, o ESFE promoveu ainda uma rodada de negócios, colocando fornecedores em contato direto com tomadores de decisão e representantes de renomadas empresas.

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