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Evento do FOHB debate mercado imobiliário e fontes de financiamento para os hotéis

I Fórum Nacional da Hotelaria é promovido pelo FOHB, revista Época e jornal Valor Econômico

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Ricardo Mader foi o moderador desse painel que contou com a participação de renomados profissionais do mercado

O Hotel InterContinental, em São Paulo (SP), realiza hoje (4) o I Fórum Nacional da Hotelaria e seguiu a programação com Ricardo Mader Rodrigues, Membro da ISHC (International Society of Hospitality Consultants) como moderador do Painel – Mercado Imobiliário e Fontes de Financiamento para o Setor.

Rodrigo Reali: “A indústria de fundo imobiliário é ainda muito recente no Brasil e há espaço para se desenvolver”

Para enriquecer a discussão foram convidados alguns especialistas: o Gerente de Investimentos Estruturados da CVM, Bruno de Freitas; o Analista da HSI Associate, Rodrigo Reali; o Gestor de Portfólio XP Asset, Marcelo Rainho; o Professor do SENAC/SP, Fernando Martinelli e o Gerente do Departamento de Educação, Bens de Consumo, Comércio e Serviços do BNDES, Job Rodrigues.

Marcelo Rainho: “O mercado de capitais ainda está engatinhando no setor hoteleiro no Brasil”

Abrindo o debate, Ricardo Mader comentou sobre como o fundo imobiliário, um instrumento para qualquer tipo de investidor que queira ter acesso ao investimento e negócios de base imobiliária, pode ser uma opção rápida para o investidor quando ele precisa de crédito, e perguntou aos convidados se, além do BNDES, os bancos de investimentos podem ser uma fonte de captação no setor. Para Job Rodrigues, se você tem a oportunidade, mas não tem o recurso, é recomendado que procure por essa fonte de captação, e afirmou ser raro o investidor ter todo o dinheiro no momento de investir. “O trabalho é justamente ir aos bancos e procurar seu espaço. O BNDES tem um recurso de financiamento a longo prazo, mesmo sendo mais comum créditos de curto prazo”, diz.

Job Rodrigues: “O BNDES tem um recurso de financiamento a longo prazo, mesmo sendo mais comum créditos de curto prazo”

Marcelo Rainho acredita que o mercado de capitais ainda está engatinhando no setor hoteleiro no Brasil. Bruno de Freitas citou que os investidores de shoppings, por exemplo, aderiram ao fundo de investimentos e talvez o mercado hoteleiro possa se espelhar nesta questão. Reali comentou que a indústria de fundo imobiliário é ainda muito recente no Brasil e há espaço para se desenvolver.

Fernando Martinelli: “A multipropriedade não pode ser considerado um investimento”

Martinelli, ainda, citou que os fundos imobiliários têm mais interesse em projetos performados, e falou sobre o conceito de fractional, frações de imóveis vendidos para o usuário final, que contam com valores atrativos, complementando que isso não pode ser considerado um investimento.

Ricardo complementou que, boa parte do sucesso do fractional, é o fato de o comprador ter a escritura do imóvel. “O brasileiro está enraizado na cultura do direito de propriedade e acaba enxergando o negócio com outros olhos”, incrementando que o País é um destino caro, mas justamente porque não existem propriedades escalonadas por aqui. “Entendo que nós restringimos muito o turismo de lazer. O fracionado apresenta uma alternativa diferente, que cabe no bolso do consumidor, e o fato de ele poder tirar férias e ficar hospedado em diversos destinos do mundo é uma das características mais atrativas”, finaliza.