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Expo Retomada

Caldas Novas (GO) lidera Turismo Compartilhado no Brasil

Artigo de Fernando Salomão*

O Turismo é uma das atividades econômicas que mais precisa encontrar soluções durante a pandemia da COVID-19 para amenizar os impactos desse período. Mas para além da questão da sobrevivência, o momento tem se revelado uma oportunidade para o segmento se reinventar e consolidar uma tendência de um novo normal que já é realidade em outros setores: o compartilhamento. Ter acesso a um transporte ou um espaço de trabalho compartilhado, por exemplo, atrai quem desempenha atividades flexíveis que não estão rigorosamente atreladas a um único meio de locomoção ou ambiente laboral.

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No Turismo, a opção de compartilhar um imóvel de lazer ganhou força no Centro-Oeste, especialmente em Caldas Novas, no Estado de Goiás. A cidade conta com o maior número de imóveis desse segmento, concentrando 18 de um total de 109 instalados de Norte a Sul do País, segundo estudo mercadológico “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2020”, realizado pela consultoria Caio Calfat, especializada em gestão de empreendimentos imobiliários, hoteleiros e turísticos. É uma tendência conectada com o comportamento do consumo colaborativo que cresce a cada dia e torna mais democrático o acesso das pessoas a bens e serviços.

Vista aérea de Caldas Novas que concentra 18 unidades de turismo compartilhado  – Crédito da foto – Prefeitura de Caldas Novas

Afinal, adquirir um imóvel continua sendo um sonho para muitos brasileiros, que dirá então comprar um imóvel para usufruir das férias. Em Caldas Novas, destino disputado que recebe em média dois milhões de visitantes por ano e possui o metro quadrado construído bastante valorizado, adquirir um imóvel para descanso e lazer requer um investimento considerável. Um desafio que o Turismo Compartilhado soluciona, proporcionando uma alternativa inteligente e econômica para ter um imóvel. É por essa razão que essa modalidade de Turismo se desenvolve tanto no Estado de Goiás quanto em outras localidades do País.

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E, na contramão do que se podia imaginar, a pandemia potencializou esse crescimento. Como muitos negócios vinculados à economia compartilhada surgiram por meio das plataformas digitais, meio que se apresenta atualmente como o mais prudente para consumir em tempos de isolamento social, a comercialização de empreendimentos online tem sido a saída para manter os negócios ativos.

Com a utilização das plataformas, que possibilitam expor os diferenciais de um empreendimento por meio de fotos e vídeos, é possível inclusive negociar com clientes do exterior, algo improvável quando as prospecções se concentravam no stand de vendas. É claro que o cenário ideal para o Turismo é aquele em que vivíamos antes da pandemia, mas este acontecimento não pode nos imobilizar. É quando mais temos que nos unir na busca de soluções para superar desafios e até mesmo transformar para melhor as nossas relações e, assim, sairemos dessa crise mais fortes e ainda mais preparados para os “novos normais” que já estão em nossas vidas.

*Fernando Salomão é Diretor Comercial do Lagoa Parques e Hotéis.

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