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Atrio adota ações ágeis e assertivas para superar pandemia da COVID-19

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 6 minutos

Ações ágeis e assertivas adotadas pela Atrio no enfrentamento da crise da COVID-19 foram decisivas e o modelo de negócios permaneceu sólido. A administradora deverá encerrar 2021 com 71 hotéis em operação, continuar a crescer e chegar a cerca de 100 hotéis até o final de 2023. Para isso, aposta na empresa de locação de curta temporada Xtay e na Livá Hotéis e Entretenimento, a primeira administradora de multipropriedade que foi recém lançada no Brasil. E outra aposta é a hotelaria de luxo e para isso foi criada a Atrio Hotel Management para administrar o WK Design em Florianópolis que segundo o CEO, Paulo Roberto Caputo, está apresentando performance animadora. Confira nessa entrevista exclusiva.

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Escola de resultados

Revista Hotéis – Vocês estão apresentando ao mercado a Atrio Hospitality Group. Qual é o objetivo e o que isso vai impactar na atuação?

Paulo Roberto Caputo – O objetivo é aproveitar o modelo de gestão e a capacidade de entrega da Atrio em novos segmentos. O mercado de hospitalidade tem evoluído e entendemos que devemos enxergar estas mudanças como uma oportunidade, não como uma ameaça. Estamos nos reinventando.

R.H – Como a Atrio está posicionada hoje no mercado? Quantos empreendimentos estão em operação, o pipeline e perspectivas de crescimento?

P.R.C – A Atrio irá encerrar 2021 com 71 hotéis em operação e quase 10.000 apartamentos. Nós fomos muito ágeis e assertivos no enfrentamento da crise da COVID-19 e o nosso modelo de negócios permaneceu sólido. Assim, especialmente em conversões, deveremos continuar a crescer e chegar a cerca de 100 hotéis até o final de 2023, fora os novos negócios da Xtay e da Livá.

R.H – Qual foi o impacto da pandemia da COVID-19 nas operações da Atrio e como teve que lidar com os investidores? As perdas já foram recuperadas?

P.R.C – O impacto foi brutal, mas nos saímos bem. Fomos muito rápidos em agir, em adaptar a operação à crise. Um dos segredos, além da agilidade em tomar as decisões necessárias, foi a comunicação com os investidores. Fizemos neste ano e meio mais de 100 reuniões e assembleias com investidores, sempre com a presença de pelo menos um diretor. Esta transparência fez toda a diferença. As perdas já foram em grande parte recuperadas, estimamos encerrar 2021 tendo recuperado mais de 80% do prejuízo gerado durante a pandemia. Hoje 2/3 dos nossos hotéis já estão pagando aluguel para seus investidores.

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“Deveremos continuar a crescer e chegar a cerca de 100 hotéis até o final de 2023, fora os novos negócios da Xtay e da Livá”

R.H – A Atrio Hotel Management passou a administrar no final de 2020 o WK Design Hotel em Florianópolis. Com isso deixou de ser apenas uma administradora franqueada da Accor. É essa a tendência de crescimento de vocês?

P.R.C – A Accor é e continuará a ser nossa grande parceira de desenvolvimento de hotéis, especialmente nas categorias econômica e midscale. Já no segmento upscale teremos duas possibilidades, empreendimentos com marcas Accor, como o Grand Mercure Rayon em Curitiba, ou que utilizem sua própria marca, com gestão Atrio. Estamos animados com a performance do WK Design, que vem superando nossas expectativas. Como todos falam, realmente a hotelaria de luxo é apaixonante.

R.H – Você também é um dos investidores da recém criada startup Xtay. Ela é uma resposta ao crescimento do Airbnb ou uma aposta em estadias de curta temporada repletas de automatização para gerenciar imóveis de fundos imobiliários? A Xtay não seria uma “concorrente” da própria Atrio?

P.R.C – A locação de curta temporada é um novo segmento, que irá concorrer sim com a hotelaria tradicional. Isto é uma realidade e assim nossa decisão foi entrar no segmento, desenvolver tecnologia própria e procurar aproveitar esta tecnologia em todos os negócios que a Atrio atua. Alguns segmentos da hotelaria serão mais ou menos afetados pelo novo modelo, por exemplo, a hotelaria “long stay” tradicional, acaba não fazendo mais muito sentido. Fundos imobiliários de imóveis residenciais para renda ainda não existem no Brasil, mas eles são uma realidade lá fora, e deverão ser aqui também

Atrio adotou ações ágeis e assertivas para superar a pandemia da COVID-19 e acelera crescimento

A Livá é a mais recente aposta do empresário Paulo Roberto Caputo para administrar empreendimentos de multipropriedade

R.H – Outra recente aposta que está fazendo é o lançamento da Livá Hotéis e Entretenimento para a gestão de empreendimentos de multipropriedade. A Livá nasceu com quais objetivos?

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P.R.C – O segmento de multipropriedade é novo no Brasil, mas um dos que mais cresce com projetos em todas as regiões. A Livá quer ser para o setor o que a Atrio é para a hotelaria tradicional, ou seja, uma operadora independente, que trabalha com os incorporadores desde a concepção do projeto, já pensando na eficiência da operação e no valor a ser entregue aos clientes, proprietários e hóspedes. O setor hoje é muito verticalizado, como já foi a hotelaria, mas com certeza este mercado irá demandar operadoras especializadas.

R.H – Como você analisa a multipropriedade no Brasil e por que da escolha do Rafael Almeida, CEO da Natos Multi para sócio da Livá?

P.R.C – A multipropriedade é de certa forma a “democratização” do turismo familiar. Pessoas conseguem acesso a resorts muito bons e em localizações privilegiadas por um valor competitivo, aos quais elas não teriam acesso não fosse a multipropriedade. Outro efeito é a quantidade de projetos, que não seriam financeiramente viáveis e assim não seriam construídos, no modelo tradicional. Desta forma haverá uma proliferação de produtos que aumentará muito a oferta, o que é bom para o desenvolvimento do turismo no Brasil, mas claro trará uma nova concorrência ao setor. O Rafael é um amigo de longa data, com experiência e um histórico de sucesso no setor, assim foi natural estarmos juntos. Ele também é um entusiasta do entretenimento, assim a Livá irá atuar fortemente nesta área, inclusive na gestão de parques, juntos ou não aos nossos resorts.

Atrio adotou ações ágeis e assertivas para superar a pandemia da COVID-19 e acelera crescimento

Paulo Roberto Caputo: “Estamos de olho nas oportunidades apresentadas pelo mercado hoteleiro para crescer e consolidar ainda mais a Atrio”

R.H – A Livá já está fazendo a gestão de algum empreendimento no conceito de multipropriedade? Que análise você faz do crescimento dela nos próximos anos?

P.R.C – Estamos iniciando a operação em Caldas Novas do Lagoa Eco Towers e do Lagoa Jardins, com 480 apartamentos e 130 casas respectivamente, agora em dezembro. Iniciaremos também a operação do Capivari Eco Resort, próximo a Curitiba, no início do ano. Em ambos os casos participamos ativamente da montagem hoteleira dos empreendimentos, trazendo para os incorporadores os 30 anos de experiência da Atrio em hotelaria. Tem sido um ganha-ganha, o incorporador gasta menos e melhor e nós temos um hotel melhor para operar no dia seguinte.

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Encontro da Hotelaria

“Na gestão da Livá, estamos trazendo para os incorporadores os 30 anos de experiência da Atrio em hotelaria”

R.H – Como planeja operar os empreendimentos de multipropriedade agradando aos cotistas e os hóspedes. Não poderia estabelecer uma relação conflituosa?

P.R.C – O primeiro ponto é entender os dois públicos e tratá-los adequadamente, respeitando as diferenças. Com o cotista entendemos que o segredo é a comunicação, que precisa ser intensa e sempre procurar valorizar sua condição de proprietário. A tecnologia tem que ser a grande aliada, para prover eficiência na operação e entregar serviços com volume. Outro ponto é o entretenimento, que precisa se reinventar continuamente, trazendo novidades que motivem o cotista a voltar todos os anos. E o hóspede não cotista vai ser atraído pela qualidade do entretenimento, pelas instalações e serviços hoteleiros, que já serão oferecidos aos cotistas. Sempre digo, o cliente vem atraído pelo entretenimento, mas se ele não comer e dormir bem a experiência é ruim.

R.H – Na sua opinião, quais são as diferenças da gestão de um hotel tradicional para a multipropriedade?

P.R.C – A principal diferença é o volume, são grandes hotéis com elevado número de hóspedes, cotistas ou não. A gestão do condomínio e o relacionamento com os cotistas são as principais diferenças. E é uma relação continua, mensalmente você precisa se comunicar. Mas isto é algo que estamos acostumados, hoje já temos milhares de investidores com os quais nos relacionamos continuamente, através do App e do portal da Atrio.

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Comments

A. César de Oliveira

Olá a todos, espero que estejam bem!
Parabéns pela a proposta acolhedora e inovadora da rede Átrio, vejo que é um produto autêntico e atualizado para o mercado atual, desejo a todos um excelente mercado e retomada financeira para todos.

Bonadona

A profundas tansformações digitais e dos modelos de detenção vem desafiando o segmento da hospitalidade a se adaptar. A pandemia ampliou as turbulencias. Atrio é uma das operadoras que mostra iniciativas fortes e estruturadas para ajustar seu modelo de negocios e suas propostas, tanto aos clientes como aos investidores.. O mapa mudo, e os caminhos ainda tem que ser inventados, sobrarão desafios sem duvida. Mas é uma postura de líder de mercado, merece muito respeito e deve consolidar sobremaneira a confiança dos seus parceiros.

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