HOME Matérias Setor hoteleiro responde por ¼ dos empregos diretos de Pirenópolis (GO)

Setor hoteleiro responde por ¼ dos empregos diretos de Pirenópolis (GO)

Segundo a Presidente da ABIH Goiás, apenas 27,5% dos hotéis da cidade apresentam CNPJ, impedindo que números sejam maiores

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Igreja do Bonfim de Pirenópolis - Foto: Rossyni de Pina

O Censo Hoteleiro de Pirenópolis, realizado em parceria entre a Goiás Turismo e a Associação Brasileira de Indústrias de Hotéis – Goiás – ABIH, aponta que os empreendimentos de hospedagem da cidade goiana são responsáveis pela contratação direta de 911 funcionários sob o regime CLT.

Levando-se em consideração os dados do Ministério do Trabalho e do Emprego – TEM – e da Relação Anual das Informações Sociais – RAIS – de 2017, que apresentavam 3.992 postos de trabalhos registrados em Pirenópolis, o número do censo indica que quase 23% estavam relacionados com o setor hoteleiro.

O número cresce ainda mais se assinalado os empregos indiretos. Considerando que, para cada emprego formal três indiretos são gerados, o volume de ocupação no setor hoteleiro chega a 3199 postos de trabalho. A quantidade chega a ser maior do que a totalidade da População Economicamente Ativa – PEA – ocupada da cidade divulgada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística – IBGE – em 2016: 3147 moradores, o que corresponde a 12,8% da população.

Para a Presidente da ABIH Goiás, Vanessa Pires Morales, esses números poderiam ser ainda mais favoráveis, já que apenas 27,5% dos empreendimentos de hospedagem de Pirenópolis apresentam CNPJ. “Outros 66,5% não possuem o cadastro, o que totaliza 302 estabelecimentos. Além de gerar uma concorrência desleal, essa situação ainda causa graves problemas para a cidade, que deixa de arrecadar ISS – Imposto sobre Serviços – e de estar cadastrado no Cadastur – Cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo”, explica Vanessa.

Outro dado negativo apontado pelo Censo Hoteleiro de Pirenópolis é o tempo de estada dos turistas na cidade. Em alta temporada, os visitantes costumam ficar em média 2,1 dias, geralmente aos finais de semana. Em baixa temporada, os números chegam a 1,24 dia. “Pirenópolis precisa investir em eventos culturais que atraiam os turistas durante toda a semana. Em uma segunda-feira, por exemplo, todos os museus estavam fechados, restavam apenas as cachoeiras e a Rua do Lazer, o que é pouco para uma cidade turística”, diz.

Infraestrutura

Realizada entre 2017 e 2019 com 454 empreendimentos pirenopolinos (compreendendo os meios de hospedagem – estabelecimentos com identificação – e empreendimentos de hospedagem pesquisados através dos canais de venda – Booking, AirBnb, Decolar, etc. – e redes sociais), o Censo Hoteleiro quantificou e qualificou as unidades de hospedagem, atualizando o cenário de potencialidades do mercado hoteleiro da cidade histórica e turística localizada a 130 Km de Goiânia e a 150 de Brasília.

Entre os aspectos analisados também se destacam as acomodações utilizadas pelos visitantes da cidade, que apresentaram deficiências: das 454 unidades de hospedagem estudadas pelo censo hoteleiro, 145 não possuíam banheiros, o que representa mais de 30% das acomodações da cidade. Vanessa acredita que esse número é alto devido a quantidade de hostels e pousadas na cidade, que contam apenas com banheiros compartilhados.

A sustentabilidade também foi um dos pontos pesquisados pelo Censo de Pirenópolis. Dos 454 empreendimentos avaliados, apenas 24 admitiram não fazer nenhum tipo de ação sustentável. Já 98 afirmaram apenas economizar energia. Também tiveram destaques as unidades com aquecimento solar, sendo 59. “Grande parte das ações giraram em torno de campanhas feitas com os próprios hóspedes, como conscientização sobre a importância de desligar as lâmpadas e equipamentos eletrônicos. Porém, há nessa categoria (economizar energia), situações mais complexas, como uso de energia solar”, finaliza Vanessa.

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