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Do mochilão aos nômades digitais: o novo perfil de turistas

Dados apontam que mundo pode ter até 1 bilhão de nômades nos próximos anos

Uma pessoa que não tem uma habitação fixa e que vive permanentemente mudando de lugar. Muitos podem não saber, mas a frase citada anteriormente representa o significado de nômade. Esse estilo, adotado por milhões de pessoas, se transformou nos últimos anos. E a tendência é de que a alta seja ainda maior daqui para frente.

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Traduzindo em números reais, o mundo conta, atualmente, com cerca de 35 milhões de nômades, de acordo com o Relatório Global de Tendências Migratórias 2022, da Fragomen, empresa especializada em migração. A expectativa é de que essa quantidade passe para 1 bilhão de pessoas em 2035.

Mas por que esse fenômeno pretende se expandir ao longo do mundo inteiro nos próximos anos? E como isso pode influenciar a economia dos países? Acompanhe o texto abaixo e saiba tudo sobre esse novo perfil de turistas!

Transformação e o nômade digital

Com o isolamento causado pela COVID-19, várias empresas precisaram se adaptar ao home office (modo de trabalho em que cada funcionário trabalha da sua própria casa). E mesmo depois da pandemia, com o avanço das tecnologias, as mudanças da economia e a globalização, muitas empresas resolveram manter o estilo home office como o oficial.

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Uma matéria da Folha de São Paulo, diz que entre janeiro e novembro de 2022, existiam pelo menos 300 nômades digitais no Brasil – especificamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Isso gera um impacto no desenvolvimento do turismo local, movimentando a economia regional em vários sentidos.

Do mochilão aos nômades digitais: o novo perfil de turistas
Planejamento é essencial na hora de programar a viagem – Crédito: iStock
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Diferença para o tradicional “mochilão”

Diferentemente dos nômades digitais, os mochileiros podem ter uma residência fixa e passar um tempo em um país durante as férias, como algumas semanas ou até alguns meses. O mochilão se dedica também a ter uma imersão muito completa em relação à cultura que pode vivenciar naquele momento. E, em muitos casos, vai pedir ajuda dos nativos, já que realiza uma viagem de baixo custo.

Independentemente se o objetivo é fazer um mochilão ou se transformar em um nômade, fato é que isso acaba impulsionando outros estilos de consumo, como aluguel de apartamento temporário ou aluguel de carro anual.

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Impactos nos países e alertas

Especialistas apontam que as cidades mais escolhidas pelos nômades precisam encontrar um equilíbrio entre os turistas, habitantes e nômades digitais. Na Cidade do México, por exemplo, uma parceria com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) transformou a capital do país em um centro global para trabalhadores remotos. Isso triplicou o número de habitações temporárias.

Esse é o grande desafio, já que o movimento pode criar uma distorção do mercado imobiliário, prejudicando a população local. Com isso, o preço de aluguéis de apartamentos mais simples dispara, ultrapassando até o salário mínimo.

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Edgar J. Oliveira

Diretor editorial - Possui 31 anos de formação em jornalismo e já trabalhou em grandes empresas nacionais em diferentes setores da comunicação como: rádio, assessoria de imprensa, agência de publicidade e já foi Editor chefe de várias mídias como: jornal de bairro, revista voltada a construção, a telecomunicações, concessões rodoviárias, logística e atualmente na hotelaria.

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