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‘Viajar’ é tema abordado no último dia do Tendências 360

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 4 minutos

Terminou agora pouco o primeiro painel do último dia do Tendências 360, evento realizado pela Mapie Consultoria. Os convidados deste painel foram Flávia Lorenzetti, da Selina, Eduardo Fleury, do Kayak e Ricardo Freire, da Viaje no Viagem. A Revista Hotéis vem fazendo a cobertura do evento, e é possível acompanhar todos os painéis realizados neste link. No dia de ontem o assunto foi em relação as práticas saudáveis na pandemia.

Volta das viagens

Ricardo Freire, “Eu estou dividindo em três chances: os despachados, ressabiados e as abstinentes. São três grupos que vão viajar em tempos diferentes”

Ricardo Freire, da Viaje no Viagem, foi questionado pela moderadora Carolina Haro sobre o momento que as pessoas vão voltar a viajar. “Eu estou dividindo em três chances: os despachados, ressabiados e as abstinentes. São três grupos que vão viajar em tempos diferentes. Os abstinentes riscaram o assunto viagem de sua agenda até descobrirem uma vacina, tratamento ou parar de circular. Ela não vão viajar. Os ressabiados é um grande grupo, inclusive me incluso, são os que querem e tem saudades, mas só vão quando estiverem seguros novamente. Os despachados vão viajar rápido por razoes diferentes. Temos esses três grupos, cada um viajando no seu momento. Mas o que vai acontecer nas próximas semanas e meses, viajar é uma coisa tão admirada, mas viajar vai ficar por um tempo “politicamente incorreto”, você não vai poder ostentar. Porque você vai ter críticas, você estará furando o luto de alguém, furando a quarentena, ou mostrando lugar que não estão seguindo os protocolos. Vai ser um período que vamos reaprender a viajar”, disse.

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Tendências de viagem

Flávia Lorenzetti: “A gente já está revendo principalmente quartos compartilhados. É um produto que temos dificuldade de ser aceito pelos brasileiros”

Flávia Lorenzetti, da Selina, fez sua análise do novo momento que a empresa enfrenta. “Fechamos unidades, tivemos que dar um Stop e repensar até o modelo. Temos quartos compartilhados, quando vemos os Selinas que estamos construindo, estamos com os projetos na mesa, a gente já está revendo principalmente quartos compartilhados. É um produto que temos dificuldade de ser aceito pelos brasileiros, e hoje a gente tinha um quarto para 10, limitamos para 6, e conseguimos colocar uma ocupação menor. Já temos uma retomada em Florianópolis, ela fechou antes e reabriu antes. No primeiro feriado que abriu tivemos 100% de ocupação, fiquei bastante assustada. Mas por outro lado estamos otimistas por ter outro lado da viagem. Se a gente puder se isolar em algum lugar para trabalhar. Esses dias é um privilégio para mim, porque estão fechados e estou trabalhando aqui”, comenta.

A procura em viagens

Eduardo Fleury: “Esse dado é importante porque gera um desequilíbrio. Vamos ter que estudar esse equilíbrio”

Eduardo Fleury, do Kayak, comentou sobre como os turistas estão procurando as viagens. “Se falarmos em voos domésticos, tínhamos 15 mil semanais. Em abril, esse número caiu para 1,200. E agora estamos recuperando, estamos com 3 mil. Mas ainda assim é 80% menor. Só um parâmetro dos voos internacionais, são 80 voos semanais entre Brasil e Portugal. Em abril foi 3. Isso praticamente dá uma desligada no ambiente aéreo e no turismo. Chegamos a publicar no Kayak o volume de buscas de voos nas plataformas. Em linha geral do que vimos, chegamos ter 50% de busca no começo, estavam tentando remarcar. Em compensação, no final de março, vimos uma queda de 70% para qualquer destino. O que estamos vivendo hoje é provisório. Olhando isso demos um passo adiante e fizemos uma pesquisa, são dados de intenção. Fizemos uma série de perguntas de como estão planejando a viagem nos próximos meses. Dentre 2400 entrevistados, 47% querem viajar até o final do ano. 82% até 12 meses. Dentre as que falaram que vão viajar nos próximos 6 meses, 70% vai com a família ou visitar familiares. Dos 47%, só 7% vão viajar a negócios. Esse dado é importante porque gera um desequilíbrio. Vamos ter que estudar esse equilíbrio”, comenta.

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Serviços

Ricardo Freire comentou sobre as lições no dia a dia do turismo após a pandemia. “Acho que vamos nos adaptar ao que formos descobrindo. Tem o contato puro, a superfície, o problema são as pessoas falando na nossa cara, tossindo, espirrando. Então conversando com o garçom tem mais problema do que ver um cardápio. Aos poucos vamos aprendendo. Tem uns que lavam as compras, cada um tem seu nível de paranoia. No começo vamos simplificar, os responsáveis vão ser regidos e aos poucos vamos aprendendo o que realmente está pegando. Vamos afrouxando. Eu acho que quando passar não sobra muita coisa não”, disse.

Eduardo Fleury também opinou sobre o assunto. “Antes do carnaval temos réveillon, e para o brasileiro 85% dos brasileiros é praia. Como vai ser? O que não podemos esquecer, e quando falamos em viajar para perto, em nossa pesquisa, 51% das pessoas vão viajar de avião nos próximos 6 meses. A gente viu o crescimento por viagem de carro, a procura de aluguel de carro cresceu também, não é normal aqui, nos Estados Unidos é comum, mas aqui viajamos com carro próprio mesmo”, atenta.

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Cultura

Flávia Lorenzetti, da Selina, foi questionada em relação as culturas nas regiões e também sobre a famosa troca de moradia por trabalho. “Na verdade é uma tendência, troca de hospedagem por trabalho. Geralmente mais estrangeiros por uma questão e cultura. Pessoa que trabalhando com a gente conseguiram visto. A gente tenta valorizar a cultura local, o morador local pra dentro do Selina. A forma que o Selina encontra é trazer o local pra frente, em forma de atividade, artesanatos, trabalho, culinária, decoração. O que temos visto como oportunidade é os viajantes brasileiros verem as maravilhas que temos no Brasil”, finaliza.

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