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Um verdadeiro líder “cai para cima” – Artigo de Rhaxwell Santos

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*Rhaxwell Santos é Superintendente da Fazenda Vila Real, Executivo de Alta Performance, Gerador de Resultados, Professor e Formador de Equipes Vencedoras. - Foto - Divulgação

Num dia quase comum de trabalho, fim de tarde, o lusco-fusco se anunciando e uma obra quase no fim pedem uma olhadela despretensiosa, mas uma pisada em falso numa pedra solta, que leva o barranco abaixo por quase 6 metros, muda tudo. Após a queda, ao recobrar a consciência, vem a necessidade de racionalizar e entender o que aconteceu. A preocupação não é mais só sair dali, é saber se vai poder andar normalmente, pois num primeiro momento as pernas não são sentidas e sequer tem movimentos. Quando, então, vem uma “mão amiga”, um membro da sua equipe chega ao local e você se percebe não mais sozinho. Uma quase tragédia física e real, que pode muito bem conotar aos altos e baixos de uma gestão, sobretudo à vida de um gestor.

Ao se montar uma equipe e, consequentemente, gerir um negócio, deve-se estar pronto para assumir posturas ousadas e de alta complexidade, pois os resultados serão consequências dessas atitudes corajosas. Um gestor de alta performance normalmente encara o risco. Ele expõe-se à situações “perigosas”, como enxergar possibilidade de êxito onde muitos podem não acreditar, além de superar sérias adversidades, inclusive as provocadas por pessoas inescrupulosas. Gerar grandes resultados e conseguir fazer o mais difícil tem um preço alto a ser pago.

Riscos e incertezas devem ser considerados e enfrentados, mas ir ao encontro desses não se trata de irresponsabilidade, nem de excesso de autoconfiança: é o “jogo a ser jogado”. Entretanto, seu “back” é fundamental. Ter uma equipe forte, coesa e muito competente, aliada a uma postura de comprometimento, liderança firme e verdadeira, permitem gerar resultados de alta performance, o que faz esse alto risco valer a pena.

Na trajetória profissional, em algum momento o “barranco” pode desabar, mas ter suporte emocional e profissional é o que vai tirá-lo do “buraco” e até fazê-lo andar novamente. Por isso é importante valorizar quem está no seu entorno (família, amigos, equipe e mentores), que será o ponto de apoio para a retomada. Nessa hora, quem está ao lado faz toda a diferença.

Um líder não é forjado apenas pelas suas vitórias, mas também pelas cicatrizes que carrega, causadas pelos erros em busca de acertos e também, porque não dizer, de algumas decepções pessoais e situacionais. Saber o que se quer e onde se quer chegar faz parte desse processo de reerguimento. É preciso olhar para dentro de si, reconhecer-se, avaliar as possibilidades atuais e futuras.

Porém o grande líder não se reconhece apenas ao cair, mas sobretudo pelas mãos que estende aos que caem. O mundo dá voltas, essa é a lei, e ser solidário com quem momentaneamente precisa – seja um membro da sua equipe ou um profissional que, pela sua posição ou “networking”, o mercado lhe permite ajudar, indicar ou acolher -, denota alto valor. A reflexão é: “Tenho uma equipe que pode me amparar na queda? Sou confiável a ponto de que quem caiu possa contar comigo”?

Portanto, em tempos tranquilos prepare-se para a tempestade, “ajuste as velas” e reme se for preciso, pois o grande exercício da queda é levantar-se e continuar andando, enxergar o mundo à sua volta e também estender as mãos. Hora para ser ajudado, hora para ajudar.

Um verdadeiro líder “cai para cima”! Pense nisso!

*Rhaxwell Santos é Superintendente da Fazenda Vila Real, Executivo de Alta Performance, Gerador de Resultados, Professor e Formador de Equipes Vencedoras.  Contato – rhaxwell@yahoo.com.br

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