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Turismo no Rio: O Desafio da Hotelaria – Artigo de Erwan Garnier

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 3 minutos

Jornada Mundial da Juventude no próximo ano, Copa do Mundo em 2014, o 450º aniversário do Rio em 2015, os Jogos Olímpicos de 2016 … Teatro de um número crescente de eventos mundiais nos próximos anos, o Brasil tem um grande futuro no setor de Turismo e Hotelaria. Tendo arrecadado US$ 79 bilhões em receitas no setor do turismo em 2011, o país terá, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, um aumento de 7,8% no mesmo setor este ano. Apesar da destinação atrair muitos estrangeiros, ela é impulsionada principalmente pelo turismo local, devido ao aumento constante do nível de vida brasileiro, que está experimentando um crescimento significativo: + 6,5% em 2011.

 

Mais oportunidades de negócios para o país do BRIC que se tornou a sétima potência mundial econômica. Alvo imediato: a Copa do Mundo de 2014. Somente no Rio de Janeiro, o evento vai gerar 170 mil empregos, dos quais 100 mil no turismo, afirma o Ministério do Turismo. E as autoridades esperam que o evento renda cinco vezes mais do que o seu custo. Metas ambiciosas e desafios importantes para proporcionar a recepção e o alojamento adequado para o evento: o Rio precisa aumentar sua capacidade de alojamento em 9.000 leitos adicionais até 2014!

 

“O mercado brasileiro apresenta um déficit significativo de quartos: Ele tem menos de 10.000 hotéis em todo o país em número de quartos, que representa menos de 10% do mercado dos EUA”, diz o empresário francês, Erwan Garnier, ex-gerente de operações de InterContinental Hotels & Resorts na África do Sul e ex-diretor do Desempenho na Hilton Worldwide, que acaba de lançar Mise en Place, um programa de soluções para melhorar o desempenho e a rentabilidade dos hotéis brasileiros na perspectiva da Copa do Mundo e das Olimpíadas. « Com uma evidente falta de infra-estrutura para acomodar as delegações e o público para estes eventos internacionais, o Brasil também tem um grande problema de qualidade de serviço nos hotéis já existentes »

 

Ciente do desafio da indústria hoteleira, o Ministério do Turismo lançou pela primeira vez um Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, chamado SBClass, onde as propriedades recebem a classificação de 1 a 5 estrelas. A inovação da classificação SBClass é incluir os critérios de sustentabilidade ambiental ao lado da qualidade de infra-estrutura e serviços. Para receberem as cinco estrelas, os hotéis brasileiros não devem oferecer somente banheiros de tamanho mínimo de 4m2 e roupões de banho em todos os quartos, mas devem também reduzir o consumo de energia e selecionar fornecedores que respeitem as normas ambientais.

 

O apoio de profissionais estrangeiros com experiência global será fundamental para permitir que os hotéis cresçam consistentemente com os novos padrões oficiais. Ainda que grandes grupos hoteleiros internacionais tenham posições importantes no turismo do país – como Accor, que planeja dobrar seu portfólio em cinco anos — 80% do mercado brasileiro permanece como hotéis independentes. « Os hotéis boutique e hotéis de médio porte solicitam cada vez mais a nossa experiência internacional », diz Erwan Garnier, « Nós realizamos sua auditoria operacional, serviço por serviço, para identificar lacunas, desenvolvemos as melhores estratégias e apoiamos a otimização de cada área-chave: operação, gestão, vendas , marketing e de comunicação ».

 

Um passo além é necessário para preencher a lacuna crescente entre o nível de serviço e as necessidades dos clientes internacionais e nacionais. Viajantes que visitam regularmente o Brasil sabem: até mesmo as mais prestigiadas instituições estão em necessidade de pessoal qualificado em muitos níveis. E quando têm profissionais competentes, os hotéis devem se esforçar para mantê-los, por causa da falta de atratividade dos salários e benefícios no setor.

 

Implementar políticas eficazes para o recrutamento e o desenvolvimento de recursos humanos: este é um dos grandes desafios que devem ser superados pelos hotéis brasileiros. “O desenvolvimento humano é um elemento chave para o sucesso de qualquer projeto hoteleiro. Deve-se estabelecer uma cultura corporativa, desenvolver uma estratégia de recrutamento, mapear as competências e definir de um plano de formação e de incentivo anual. As instituições brasileiras devem acelerar o desenvolvimento humano para preparar-se para os próximos eventos “, afirmou Erwan Garnier. Este é o investimento necessário para se criar um ambiente adequado para o serviço ao cliente e para o desenvolvimento da equipe. Como dizemos na nossa profissão: «Equipe feliz reflete em hóspede feliz! »

Erwan Garnier é Managing Director da Mise Place – Contato – erwan@mise-place.com

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