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Tráfego nos sites das companhias aéreas tem aumento superior a 100%

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 3 minutos

Entre 2019 e 2020, o Brasil teve uma queda de 57% no volume total de voos (domésticos e internacionais) por conta da pandemia de COVID-19. Porém, principalmente devido ao avanço da campanha de vacinação no país, a quantidade de voos vem aumentando significativamente desde março de 2021. Por isso, a Decode, empresa de client acquisition e consulting do grupo BTG Pactual, pesquisou sobre o movimento desse mercado e descobriu alguns dados que demonstram a influência da pandemia do COVID-19 no turismo e, consequentemente, nas linhas aéreas.

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Em 2019, a demanda por voos domésticos totalizava 97 milhões, porém, em 2020, esse número caiu para 45 milhões, o que representa um decréscimo de 54%. Analisando o histórico de passageiros que demandaram por voos desse tipo, percebemos que esse foi o pior resultado desse tipo de viagem desde 2016. Mas, apesar dessa queda brusca, os voos internacionais acabaram sendo ainda mais afetados em 2019. A demanda por voos internacionais, que atingia 24 milhões, em 2020 caiu para 7 milhões, o que representa um decréscimo de 71%. Sendo, também, o pior resultado desse tipo de viagem desde 2016.

 

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Os motivos que levaram milhões de pessoas a pararem de viajar durante o período de 2020 foram centrados nos efeitos gerais do COVID-19 e o medo do contágio, mas também se destacam questões econômicas. A vacinação da população brasileira tem ajudado a mudar este cenário. Após se vacinarem, 70% dos brasileiros decidiram que irão viajar assim que surgir a oportunidade. Algo que não era observado no mesmo período em 2020, quando afirmaram que não pretendiam viajar tão cedo.

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Dos turistas em potencial, 25% pretendem viajar de carro, enquanto 45% pretendem viajar de avião, 26% querem fazer viagens dentro do Brasil e 19% desejam fazer viagens para o exterior. Quando analisamos essas estatísticas, percebemos que não é à toa que os voos domésticos, no Brasil, recuperaram 80% do volume de passageiros que possuíam antes da pandemia. Algo interessante percebido pela Decode, é que os dados relacionados à voos internacionais e domésticos também refletem a desigualdade no país, uma vez que voos internacionais são muito mais caros do que voos domésticos.

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Um dado que confirma o recente aumento no interesse do povo brasileiro em viajar é o crescimento do volume de acessos nos sites das principais companhias aéreas do país. Só até o fim do mês de outubro, é estimado um aumento de 181% no volume de acessos no site da Latam, enquanto nos sites da Decolar e da CVC, esse aumento é estimado em 158% e 131%, respectivamente. Apesar de ser mais expressivo no mês em questão, se voltarmos o período de observação para os meses anteriores, percebemos que esse crescimento já estava em andamento.

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Em 2020, as principais origens internacionais dos passageiros eram: Estados Unidos (22%), Argentina (10%), Chile (9%), Alemanha (5%) e, por fim, Peru (4%). Em 2021, isso pouco mudou: Estados Unidos, Argentina e Chile continuam liderando o ranking, agora representando 25%, 8% e 7% das origens internacionais, respectivamente. A Colômbia entrou para a lista em quarto lugar, representando 5% das origens internacionais e, por fim, a Alemanha caiu para última posição, representando 4% das origens internacionais.  Se tratando dos principais destinos internacionais. Em 2020, eles eram: Estados Unidos (15%), Chile (11%), Argentina (10%), Colômbia (9%) e Equador (6%). Já em 2021, também não houve muitas mudanças no ranking: em primeiro lugar, se mantém os Estados Unidos (16%, seguido do Chile (11%), da Colômbia (11%) e da Argentina (9%) e, por fim, temos o Equador (6%).

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Apesar de todo esse anseio por viagens, o brasileiro ainda terá que lidar e aceitar com algumas restrições, trazidas pelo contexto do COVID-19, quando o assunto é viagens internacionais:

  • 54 países possuem restrições leves para viajantes brasileiros (apenas pessoas vacinadas ou com teste PCR negativado).
  • 33 países possuem restrições moderadas para viajantes brasileiros (exigência de quarentena e com teste PCR negativado).
  • 68 países possuem restrições fortes para viajantes brasileiros (praticamente fechados).

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