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SECOVI/SP cria núcleo de Empreendimentos Hoteleiros e Imobiliário Turísticos

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O SECOVI/SP — Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo, acaba de criar seu Núcleo de Empreendimentos Hoteleiros e Imobiliário Turísticos que estará sob a coordenação de seu Diretor, o consultor Caio Sérgio Calfat Jacob. “Consideramos que uma entidade com a força e a representatividade do SECOVI/SP não poderia deixar de participar do desenvolvimento destes setores – no momento de seu maior crescimento – e é por este motivo que convidamos as principais instituições e empresas que atuam em hotelaria, turismo e imobiliário-turístico a se juntarem a nós neste núcleo. Pretendemos somar esforços com representantes do Ministério do Turismo, do governo estadual e dos municipios do estado de São Paulo, de entidades representativas dos setores imobiliário, turístico e hoteleiro, empresas de consultoria, redes hoteleiras, investidores hoteleiros e incorporadores e imobiliárias de imóveis de lazer”, revela Calfat.

Como a cidade de São Paulo não recebe nenhum novo hotel desde 2004, a taxa de ocupação e a diária média estão em processo ascendente de recuperação, aumentando com isto a possibilidade de uma nova “especulação imobiliária” no setor, foi realizada uma reunião no último dia 3 de agosto na sede do SECOVI/SP para debater este assunto que contou com a participação de respeitados profissionais do setor como: Maurício Bernardino, Presidente da ABIH/SP — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo, Rafael Guaspari, Presidente do FOHB — Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Guilherme Paulus, Presidente do Conselho de Administração da CVC e da GJP Hotéis, além de vários consultores como Ricardo Mader da Jones Lang LaSalle e Diogo Canteras da HVS Brasil, assim como vários diretores do SECOVI/SP e profissionais hoteleiros.

De acordo com Canteras, o momento é ideal para se regulamentar os condo-hotéis na cidade de São Paulo, pois as ‘feridas’ deixadas pela super oferta hoteleira já estão cicatrizadas, mas este modelo de investimento ainda não voltou a se despontar como uma alternativa interessante para os investidores imobiliários. “Este é o momento ideal para se organizar o mercado e definir situações de responsabilidade, pois as construtoras e incorporadoras muitas vezes lançam produtos hoteleiros sem garantia de rentabilidade”, enfatizou Canteras. Ele defendeu o modelo de condo-hotel norte-americano em que a responsabilidade das construtoras e incorporadoras permanece mesmo quando elas entregam a obra, pois o produto lançado é considerado um investimento que necessita de garantias e deve estar devidamente registrado num órgão que regula o setor.

O Consultor Ricardo Mader considerou a atual legislação que trata do assunto no Brasil desatualizada e se mostrou contra o modelo de condo-hotel, pois em sua análise, este é um modelo ruim que não atrai os investidores. “Devemos pensar num outro modelo em que a venda não seja feita no atacado e muitas vezes quem está adquirindo não tem a menor noção do que é este investimento.  O novo modelo deve ser pensado em investidores profissionais, como fundo imobiliários e de pensões que possuem capital para viabilizar negócios, assim como  deve haver um controle no mercado”, assegura Mader.

O Presidente do FOHB, Rafael Guaspari se mostrou contrário a estabelecer um controle para este mercado, pois em sua visão, o próprio mercado se auto regula, mas para isto, é necessário ter dados estatísticos que comprovem ou não a viabilidade de um determinado investimento. “Diante de dados confiáveis do mercado o próprio investidor toma a decisão certa”, acredita Guaspari. Já Maurício Bernardino, Presidente da ABIH/SP, lembrou que já se posicionou contra os flats na cidade de São Paulo, mas hoje reconhece que eles possuem um papel primordial na qualidade de hospedagem da capital paulista, mas é necessário uma regulamentação com urgência do setor, assim como deve ser contida no momento a euforia em relação a novos investimentos.

O empresário Guilherme Paulus comentou ter um parente que adquiriu vários apartamentos em flats na capital paulista, amargou enormes prejuízos, mas que agora está recuperando o investimento. “Este modelo de investimento é de retorno a longo prazo e quem adquire um apartamento deve estar ciente disto, pois a rentabilidade começa a aparecer em torno de dez anos”, lembrou Paulus. Outro assunto que ele destacou foi a enorme burocracia que existe para os hoteleiros terem acesso a linhas de crédito do BNDES, pois as garantias são muitas e muitas vezes absurdas. 

Entre outras opiniões de participantes desta reunião, ficou a de criar cartilhas ou documentos para evitar futuros atritos e verdadeiras “batalhas judiciais” entre quem controi, quem compra e quem administra, assim como criar um código de conduta que deverá ser debatido na próxima reunião mensal do Núcleo de Empreendimentos Hoteleiros e Imobiliário Turísticos do SECOVI/SP.

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