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Prefeitura de Foz do Iguaçu classifica hoteleiros como sonegadores

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Odivam Eggert - Presidente da ABIH/PR./ Foto - Divulgação.

A prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu classificou o setor hoteleiro local como sonegadores, ao declarar em uma matéria publicada pelo jornal Gazeta Diário, no último dia 26, que o rombo de R$200 milhões que é devido a entidade é proveniente das áreas correlatas da hotelaria. Declaração esta, contestada pelo Presidente da ABIH – Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do PR, Odivan Edggert, que salienta que o setor é um dos que mais gera e movimenta renda na cidade, além de ser um dos que mais oferta novos postos de trabalho.

Eggert ainda salienta que a acusação tem um peso gravíssimo, pois além da administração municipal ter, para ele, jogado o empresário hoteleiro na “vala comum”, também causou um desconforto em todos os membros e funcionários de suas empresas. “Não vemos o poder público mover de forma efetiva, nada para melhorar a atividade que hoje emprega boa parte da população iguaçuense; que trabalha arduamente na promoção da cidade e que sofre com a falta de eficiência em atividades simples como a liberação de alvará ou mesmo clareza nas exigências para a liberação de licenças para qualquer que seja o setor”.

Eggert ainda questiona o posicionamento do poder público e as medidas tomadas pelo mesmo para auxiliar o crescimento do setor turístico. “A hotelaria vem sendo responsável por injetar quantias astronômicas na economia local, recuperando edificações, construindo novos equipamento e melhorando a vivência dos visitantes ao chegar na cidade. E as nossas contrapartidas, onde estão? Onde estão as melhorias em segurança? Em capacitação para mais e mais pessoas possam ingressar nesse mercado? Em infraestrutura e na criação de uma cidade preparada para bem receber, para que possamos ao realizar nosso trabalho fora do município, em busca de mais turistas, e ter segurança em afirmar que estamos instalados em uma cidade verdadeiramente turística”.

O representante da ABIH ainda ressalta que, “Vemos a cada administração a sede de solucionar conchavos políticos, colocando qualquer um em qualquer lugar, a secretaria de turismo foi em inúmeras vezes palco para isso. É quase praxe, toda gestão um diretor, um cargo de confiança… ocupado com um representante que só tem relevância por sua participação política e não por ligação ou competência com o setor turístico. Estamos cansados desses maus tratos com nossa atividade, e afirmo que só temos sucesso na atração de visitantes, graças a empresários que tomaram a frente e vão à luta, que mantém instituições para que façam o que deveria ser dever de casa de uma gestão pública”.

Eggert finaliza questionando a quantia apontada pela Prefeitura municipal, “como chegamos a esse montante? Por que esses empresários não foram cobrados? Por que a Câmara Municipal não usou de suas atribuições para questionar e até mesmo exigir um posicionamento dos órgãos fiscalizadores? ”.

A insatisfação e os questionamentos do Presidente da ABIH/PR representam os mesmos sentimentos do Sindicato dos Hotéis de Foz do Iguaçu, que se uniram para exigir explicações do prefeito Municipal Chico Brasileiro, além de exigir outras pautas reivindicadas a tempos pelo setor.

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