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Preços de viagens devem aumentar em 2018 devido à força econômica, diz estudo

Aéreo, hotéis e transporte terrestre preveem altas diante do aumento da inflação, preços mais elevados do petróleo e mercados emergentes

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Foto: RyanMcGuire/Pixabay

Influenciados pela força da economia global, que registrará aumento da inflação, preços elevados de petróleo e mercados emergentes, os preços de viagem deverão subir de forma acentuada no ano que vem, atingindo altas de quase 4% em alguns setores.

Os dados são da quarta edição anual do 2018 Global Travel Forecast (Perspectiva Global para Viagens em 2018), lançado pela Carlson Wagonlit Travel, empresa global de gerenciamento de viagens, e pela GBTA Foundation, unidade de ensino e pesquisa da Global Business Travel Association.

O 2018 Global Travel Forecast mostra que as tarifas aéreas globais deverão ter um aumento de 3,5% em 2018; as tarifas de hotéis devem subir 3,7%; e as de transportes terrestres, como táxi, trem e ônibus, deverão ter alta de apenas 0,6% – muito menos que a inflação de 3% prevista para 2018.

Jeanne Liu, vice-presidente de pesquisa da GBTA Foundation afirmou que riscos geopolíticos, incertezas nos mercados emergentes e ambientes políticos em constante mudança na Europa e nos Estados Unidos significam que agora os profissionais de viagens precisam considerar estes fatores ao criarem seus programas de viagem. “Programas mais bem sucedidos terão que focar os riscos geopolíticos e o cenário em rápida mudança dos fornecedores, considerando que eles reavaliam a estratégia com frequência e se adaptam conforme a necessidade”, sugeriu.

Projeções para o setor de Hotéis em 2018

Globalmente, o aumento médio de 3,7% nos preços de hotéis esconde o que realmente acontece regionalmente. Espera-se que a Europa apresente fortes altas, enquanto outras regiões mal acompanhem a inflação. Além disso, os preços devem cair na América Latina e no Caribe. A expectativa é que o impacto das fusões de 2017 seja sentido durante a temporada de RFP (solicitações de propostas) em 2018.

Os fornecedores têm migrado progressivamente os compradores corporativos das tarifas fixas e negociadas de hotéis para preço de tarifa dinâmica. Existe também uma tendência global para hotéis “mais inteligentes” e que investem em tecnologias Beacon, serviços de mensagem, entretenimento nos quartos, entre outros. Hóspedes cada vez mais tecnológicos usarão aplicativos para fazer check-in e check-out, abrir a porta do quarto, operar a televisão remotamente e controlar a temperatura do quarto.

Na América Latina, o preço dos hotéis deve cair 1,2%, com quedas acentuadas no Brasil (- 8,7%) e Argentina (-2,7%). No entanto, espera-se que o Peru e o Chile tenham aumentos de 7,7% e 5,5%, respectivamente. Compradores podem observar mais eficiência em 2018, com a aquisição de hotéis independentes por redes consolidadas e aprimoramento de seus sistemas.

O aumento da capacidade acontece em toda a região, com a construção de cerca de 449.500 novos quartos de hotéis entre o fim de 2016 e 2025 – alta de 57% na oferta. Acomodações da economia de compartilhamento ainda não são muito populares em viagens corporativas na América Latina devido a problemas básicos de segurança.

Projeções para o setor aéreo em 2018

O aumento das tarifas aéreas globais decorre da alta nos preços do petróleo bruto, apesar da expectativa de 6% de incremento na capacidade das companhias aéreas em 2018. Um fator que impacta os preços do setor é a maior segmentação das tarifas básicas entre as grandes companhias. Os viajantes agora têm a opção de escolher entre uma tarifa econômica básica e restrita versus várias tarifas de categorias superiores, com opções específicas de serviços e preços que variam por companhia aérea.

Em toda a América Latina e Caribe, os preços devem mudar pouco em 2018 – apenas 0,3%. As companhias aéreas aumentaram a capacidade cautelosamente no mercado. Uma análise mais ampla da América do Sul sinaliza um aumento de 20% nos voos programados até o final de 2019. As companhias aéreas de baixo custo estão bem posicionadas nesta área, considerando a baixa penetração na região. Além disso, novas aeronaves mais eficientes entrarão em operação, reduzindo custos operacionais em 2018.

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